Postagens

O povo

Imagem
“O povo perdeu a coragem de acreditar. Abriu mão da sua capacidade de pensar. As pessoas já não conseguem sequer formar suas próprias opiniões, apenas absorvem opiniões, sentadas com a boca escancarada em frente à televisão. Os pensamentos das pessoas são fabricados por gente como eu. (...) Isso parece inacreditável; desafia toda lógica e razão. Seus avós chamariam isso de fraude, roubo, assalto a mão armada, patifaria... e com razão, devo acrescentar (...) existe uma faca de dois gumes pela qual é possível vender qualquer coisa ao público, de uma garrafa de três dólares de água de torneira até uma guerra em larga escala: ESPERANÇA E MEDO. (...) Se as pessoas forem simplesmente enganadas, há sempre a chance de um dia acordarem e se rebelarem contra o crime. Mas nós a fazemos mudar de ideia. NÓS MUDAMOS A VERDADE. A maior parte das pessoas quer ser deixada em paz; elas concordam com tudo e aceitam qualquer coisa, desde que nós cuidemos de manter suas ilusões de liberdade...

The conscious manipulation

Imagem
"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizados das massas é um elemento importante em uma sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo despercebido da sociedade, constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder que rege o país."

Os Outros

Imagem
– O tempo é fluido por aqui – disse o demônio. Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou o outro pudessem ser. A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano. – Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou. O demônio era esquelético e estava nu. Tinha cicatrizes profundas, que pareciam ser fruto de um açoite ocorrido num passado distante. Não tinha orelhas nem sexo. Os lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram condizentes com os de um demônio: haviam ido longe demais e visto mais do que deveriam. Sob aquele olhar, ele se sentia menos importante do que uma mosca. – O que acontece agora? – ele perguntou. – Agora...

Um pesadelo que só faz sentido viver uma vez

Imagem
Darren Aronofsky continua a ser sinônimo de provocação, desconforto e ambição. “Mãe!”, convida a muita discussão e instala-se nas nossas mentes, permanecendo vivo no pós-filme. Darren Aronofsky é um caso fascinante. “A Vida não é um Sonho” (2000), aquele que ainda é para mim o ex-líbris do realizador, retrata uma “tradição” Aronofsky. É usual brindar-nos com filmes pesados, desconfortáveis e marcantes. Experiências intensas, aterrorizadoras, perturbadoras e paranóicas, rumo à perfeição, à cura ou à prisão de mais uma dose. É improvável querermos rever “A Vida não é um Sonho”, “Pi”, “O Último Capítulo” e “Cisne Negro”. Porque, mesmo tratando-se de filmes de qualidade, são pesadelos aos quais não desejamos regressar. E é essa a capacidade de Aronofsky: invadir o nosso subconsciente, numa espécie de terapia de choque. A alegoria de “Mãe!” tem origem numa premissa aparentemente simples. Um casal (interpretado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem) vê a sua relação testada e...

Como a proporção áurea, ou os números de Fibonacci, se expressam na natureza?

Imagem
Há alguma equação mágica para o universo? Uma série de números capazes de desvendar as propriedades orgânicas mais complicadas ou de saber o final  d’A Caverna do Dragão? Provavelmente, não. Mas, graças a uma obsessão de um homem da Idade Média por coelhos, nós temos uma sequência de números que refletem vários padrões encontrados na natureza. Em 1202, o matemático italiano Leonardo Pisano (também conhecido como Fibonacci, que significa “filho de Bonacci”) introduziu a questão: Dadas condições ótimas, quantos pares de coelhos poderiam ser produzidos a partir de um único par de coelhos em um ano? Esse experimento mental considera o fato de que as coelhas sempre paririam pares de coelhos, e cada par consistiria de um macho e uma fêmea. Pensando sobre isso, dois coelhos recém-nascidos foram colocados em um quintal cercado. Coelhos podem se reproduzir apenas com uma idade maior que 1 mês, então, para o primeiro mês, apenas um par existe. No final do segundo mês, a fê...

Janela de Overton: como manipular a Opinião Pública

Imagem
Há 20 anos, um americano elaborou uma teoria sobre como nós podemos ser levados a pensar o que um grupo de pessoas quer que nós pensemos Pense bem antes de responder. Qual sua opinião sobre a legalização do aborto? A descriminalização das drogas? A privatização das universidades públicas? O casamento gay? Essas e várias outras questões estão postas de alguma forma na sociedade brasileira atual e, provavelmente, você tem uma opinião mais ou menos fundamentada sobre cada um desses assuntos. Mas a pergunta que fica é: será que essa é verdadeiramente nossa opinião ou fomos levados a pensar assim? Influências Que as pautas vigentes na sociedade podem ser escolhidas pela imprensa, pelas propagandas, pelos políticos, pelos ativistas, etc, todos nós já sabemos. Mas uma teoria bem mais "recente" – de meados da década de 1990 – e suplementar veio nos mostrar que esses diversos atores sociais podem estar escolhendo não só o que pensamos, mas como. O conceito foi el...

Como fazer as pessoas concordarem com você

Imagem
Você não precisa ser uma pessoa tão importante assim para fazer com que os outros te escutem. Pesquisas psicológicas sugerem que existem diversas maneiras de motivar as pessoas a fazer o que você deseja, sem que elas percebam que estão sendo persuadidas. Essa lista, do Business Insider, traz 11 estratégicas com base científica para você motivar as pessoas a gostar de você, comprar algo ou seja lá quais forem os seus objetivos. 1 – Use “armadilhas” para fazer as pessoas comprarem seus produtos Em uma edição do ‘Ted Talk’, o economista comportamental Dan Ariely explicou o “decoy effect“, ou algo como “efeito armadilha”, utilizando um anúncio antigo. A peça publicitária possuía dois tipos de assinatura: $59 para uma edição on-line, $159 para apenas edição impressa e $159 para edição online e impressa. Ariely diz que a opção de pagar $159 pela edição impressa existe apenas para tornar a opção online+versão impressa mais interessante do que se ela fosse comparada apenas ...