26 de maio de 2010

Personagens Históricos II - Vlad Tepes (1431-1476)

Seu sobrenome romeno, Dracula (também grafado Draculea e Drakulya), usado para designar Vlad em diversos documentos, significa "filho do dragão", e refere-se a seu pai, Vlad Dracul, que recebeu este apelido de seus súditos após ter se juntado à Ordem do Dragão uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo no ano de 1431. Dracul, que vem do latim draco ("dragão"), significa "diabo" no romeno atual.
Seu apelido post-mortem de Tepes ("Empalador") teve origem em seu hábito de matar inimigos através do empalamento, uma prática popularizada por diversos panfletos medievais na Transilvânia. Em turco era conhecido como Kazikli Voyvoda ou Kazikli Bey, "Bey" ou "Príncipe Empalador".

Antigos reis de Valáquia
O trono de Valáquia era hereditário, mas não seguia a lei do primogênito. Os nobres tinham o direito de escolher entre os membros da família real quem seria o sucessor. A família real dos Basarab, fundada por Basarab, o Grande (1310-1352), dividiu-se por volta do final do século XIV. Os dois clãs resultantes, rivais entre si, foram formados pelos descendentes do Voivoda Dan e pelos descendentes do Voivoda Mircea cel Batrân, também conhecido por Mircea, o Velho (avô de Vlad III).

Sobre a vida de Vlad III: Infância e adolescência
Vlad nasceu em 1431 na Transilvânia. Naquela época, o pai de Draculea, Vlad II, estava exilado na Transilvânia. Vlad Dracul estava tentando conseguir apoio para seu plano de destronar o príncipe regente da Valáquia, do Clã Danesti, Alexandru I. A casa onde Draculea nasceu ainda está de pé nos dias de hoje. Em 1431 estava localizada numa próspera vizinhança cercada pelas casas de mercadores saxões e magiares, e pelas casas dos nobres (Nota: essas casas geralmente eram utilizadas quando os nobres ficavam na cidade, pois os nobres moravam no campo).
Sabe-se pouco sobre os primeiros anos da vida de Draculea. É sabido que ele teve um irmão mais velho chamado Mircea e um irmão mais novo chamado Radu. Sua educação primária foi deixada nas mãos de sua mãe, uma nobre da Transilvânia, e de sua família. Sua educação real começou quando em 1436 seu pai conseguiu clamar para si o trono valaquiano matando seu príncipe rival do Clã Danesti, Alexandru I. Seu treinamento foi o típico dado para os filhos da Nobreza pela Europa. Seu primeiro tutor no aprendizado para a Cavalaria foi dado por um guerreiro que lutou sob a bandeira de Enguerrand de Courcy na batalha de Nicolopolis contra os Turcos. Draculea aprendeu tudo o que era demandado a um Cavaleiro Cristão sobre guerra e paz.

Ascensão de Vlad Dracul ao trono (1436-1442)
A situação política na Valáquia continuou instável depois de Vlad Dracul ascender ao trono em 1436. O poder dos Turcos estava crescendo rapidamente enquanto cada um dos pequenos estados dos Bálcãs se rendiam ao massacre dos Otomanos. Ao mesmo tempo o poder da Hungria estava atingindo seu apogeu e o faria durante o tempo de João Corvino (Hunyadi János), o Cavaleiro Branco da Hungria, e seu filho, o rei Matias Corvino. Qualquer príncipe da Valáquia teria que balancear suas políticas precariamente entre esses dois poderosos países vizinhos. O príncipe da Valáquia era oficialmente um subordinado ao rei da Hungria. Também Vlad Dracul era um membro da Ordem do Dragão, tendo jurado lutar contra os infiéis. Ao mesmo tempo o poder dos Otomanos parecia não poder ser detido. Mesmo no tempo do pai de Vlad II, Mircea, o Velho, a Valáquia era forçada a pagar tributo ao Sultão. Vlad foi forçado a renovar esse tributo e de 1436 - 1442 tentou estabelecer um equilíbrio entre seus poderosos vizinhos.
Em 1442 Vlad tentou permanecer neutro quando os turcos invadiram a Transilvânia. Os Turcos foram vencidos e os vingativos húngaros, sob o comando de Hunyadi János forçaram Dracul e sua família a fugir da Valáquia. Hunyadi colocou um Danesti, Basarab II, no trono valaquiano. Em 1443 Vlad II retomou o trono da Valáquia com suporte dos Turcos, desde que ele assinasse um novo tratado com o Sultão que incluiria não apenas o costumeiro tributo, além de outros favores. Em 1444, para assegurar ao sultão de sua boa fé, Vlad mandou seus dois filhos mais novos para Adrianopla como reféns. Draculea permaneceu refém em Adrianopla até 1448.

A cruzada de Varna
Em 1444 o rei da Hungria, Ladislas Poshumous, quebrou a paz e enviou o exército de Varna sob o comando de João Corvino (Hunyadi János) num esforço para manter os turcos longe da Europa. Hunyadi ordenou que Vlad II cumprisse seus deveres como membro da Ordem do Dragão e súdito da Hungria e se juntasse à cruzada contra os Turcos. O Papa absolveu Dracul do compromisso Turco, mas, como político, ainda queria alguma coisa. Ao invés de se unir às forças cristãs pessoalmente ele mandou seu filho mais velho, Mircea. Talvez ele esperasse que o sultão poupasse seus filhos mais novos se ele pessoalmente não se juntasse à cruzada.
Os resultados da Cruzada de Varna são bem conhecidos. O exército cristão foi completamente destruído na Batalha de Varna. João Hunyadi conseguiu escapar da batalha sob condições que acrescentaram pouca glória à reputação dos Cavaleiros Brancos. Muitos, aparentemente incluindo Mircea e seu pai, culparam Hunyadi pela covardia. Deste momento em diante João Hunyadi foi amargamente hostil em relação a Vlad Dracul e seu filho mais velho. Em 1447 Vlad Dracul foi assassinado juntamente com seu filho Mircea. Aparentemente Mircea foi enterrado vivo pelos burgueses e mercadores de Targoviste. Hunyadi colocou seu próprio candidato, um membro do clã Danesti, no trono da Valáquia.

Ascensão de Vlad Tepes ao trono (1448)
Em 1448 Draculea conseguiu assumir o trono valaquiano com o apoio turco. Porém, em dois meses Hunyadi forçou Draculea a entregar o trono e fugir para seu primo, o príncipe da Moldávia, enquanto Hunyadi mais uma vez colocava Vladislav II no trono valaquiano.
Draculea permaneceu em exílio na Moldavia por três anos, até que o Príncipe Bogdan da Moldávia foi assassinado em 1451. O tumulto resultante na Moldávia forçou Draculea a fugir para a Transilvânia e buscar proteção com o inimigo da sua família, Hunyadi. O tempo era ideal; o fantoche de Hunyadi no trono valaquiano, Vladislov II, instituiu uma política a favor da Turquia, e Hunyadi precisava de um homem mais confiável na Valáquia. Consequentemente, Corvino aceitou a aliança com o filho de seu velho inimigo e colocou-o como candidato da Hungria para o trono da Valáquia. Draculea se tornou súdito de Hunyadi e recebeu os antigos ducados da Transilvânia de seu pai, Faragas e Almas. Draculea permaneceu na Transilvânia, sob a proteção de Hunyadi, até 1456 esperando por uma oportunidade de retomar Valáquia de seu rival.
Em 1453 o mundo cristão se chocou com a queda final da Constantinopla para os Otomanos. O Império Romano do Leste que existiu desde o tempo de Constantino, o Grande e que por mil anos protegeu o resto dos cristãos do Islã não existia mais. Hunyiadi imediatamente planejou outro ataque contra os Turcos.

Vlad Tepes retorna ao trono (1456-1462)
Em 1456 Hunyadi invadiu a Sérvia turca enquanto Draculea simultaneamente invadiu a Valáquia. Na Batalha de Belgrado Hunyadi foi morto e seu exército vencido. Enquanto isso, Draculea conseguiu sucesso em matar Vladislav II e tomando o trono da Valáquia, mas a derrota de Hunyadi tornou a sua proteção por parte deste questionável. Por um tempo ao menos Draculea foi forçado a apoiar os Turcos enquanto solidificava sua posição.
O reinado principal de Draculea se estendeu de 1456 a 1462. Sua capital era a cidade de Tirgoviste enquanto seu castelo foi erguido a uma certa distância nas montanhas perto do rio Arges.
A maior parte das atrocidades associadas ao nome de Draculea tomaram lugar durantes esses anos. Foi também durante esse tempo que ele lançou seu próprio ataque contra os Turcos. Seu ataque foi relativamente bem sucedido inicialmente. Suas habilidades como guerreiro e sua bem conhecida crueldade fizeram dele um inimigo temido. Entretanto, ele recebeu pouco apoio do seu senhor feudal, Matthius Corvinus, Rei da Hungria (filho de João Hunyadi) e os recursos valaquianos eram muito limitados para alcançar algum sucesso contra o conquistador da Constantinopla.

Vlad Tepes aprisionado (1462-1474)
Os Turcos finalmente foram bem sucedidos em forçar Draculea a fugir para a Transilvânia em 1462. Foi reportado que a primeira esposa de Draculea cometeu suicídio pulando das torres do castelo de Draculea para as águas do rio Arges ao invés de se render aos Turcos. Draculea fugiu pelas montanhas em direção à Transilvânia e apelou para Matthius Corvinus por ajuda. Ao invés disso, o rei prendeu Draculea e o aprisionou numa torre por 12 anos.
Aparentemente seu aprisionamento não foi nem um pouco oneroso. Ele foi capaz de gradualmente ganhar as graças da monarquia húngara; tanto que ele conseguiu se casar e tornar-se um membro da família real (algumas fontes clamam que a segunda esposa de Draculea era na verdade a irmã de Matthius Corvinus). A política a favor dos Turcos do irmão de Draculea, Radu, o Belo, que foi o príncipe da Valáquia durante a maior parte do tempo que Draculea foi prisioneiro, provavelmente foi um fator importante na reabilitação de Draculea. Durante seu aprisionamento Draculea também renunciou à fé Ortodoxa e adotou o Catolicismo. É interessante notar que a narrativa russa dessas histórias, normalmente favoráveis a Draculea, indicavam que mesmo durante sua prisão Draculea não desistiu de seu passa-tempo preferido: ele costumava capturar pássaros e camundongos que ele torturava e mutilava - alguns eram decapitados, esfolados e soltos, e muitos eram empalados em pequenas lanças.
Vlad Tepes volta ao trono valaquiano, pela última vez (1476)
O tempo exato do tempo de captura de Draculea é aberto para debates. Os panfletos russos indicam que ele foi prisioneiro de 1462 até 1474. Entretanto, durante esse tempo Draculea se casou com um membro da família real húngara e teve dois filhos que já tinham por volta de dez anos quando ele reconquistou a Valáquia em 1476. McNally e Florescu colocaram que o período de confinação de Draculea foi de 1462 a 1466. É pouco provável que um prisioneiro poderia se casar com um membro da família real. Correspondência diplomática durante o período em questão também parece apoiar a teoria de que o período real do confinamento de Draculea foi relativamente pequeno.
Aparentemente nos anos entre sua libertação em 1474 quando ele começou as preparações para a reconquista da Valáquia, Draculea viveu com sua nova esposa na capital húngara. Uma anedota daquele período conta que um capitão húngaro seguiu um ladrão dentro da casa de Draculea. Quando Draculea descobriu os intrusos ele matou o capitão ao invés do ladrão. Quando Draculea foi questionado sobre suas atitudes pelo rei ele respondeu que um cavalheiro não se apresenta a um grande governante sem as corretas introduções - se o capitão tivesse seguido a etiqueta não teria sofrido a ira do príncipe.
Em 1476 Draculea mais uma vez estava pronto para atacar. Draculea e o príncipe István Báthory invadiram a Valáquia com uma força mista de transilvanianos, alguns burgueses valaquianos insatisfeitos e um contingente de moldávios enviados pelo primo de Draculea, Príncipe Estêvão , o Grande da Moldávia. O irmão de Draculea, Radu, o Belo, havia morrido alguns anos antes e substituído por um candidato ao trono apoiado pelos Turcos, Basarab, o Velho, membro do clã Danesti. Enquanto o exército de Draculea se aproximava, Basarab e sua corte fugiram, alguns buscando proteção dos Turcos, outros para os abrigos das montanhas. Depois de colocarem Draculea de volta ao trono Stephan Bathory e as outras forças de Draculea voltaram à Transilvânia, deixando a posição tática de Draculea muito enfraquecida. Draculea teve muito pouco tempo para ganhar apoio antes de um grande exército turco invadisse a Valáquia determinado a devolver o trono a Basarab. Aparentemente mesmo os plebeus, cansados das depredações do empalador, abandonaram-no à sua própria sorte. Draculea foi forçado a lutar contra os Turcos com pequenas forças à sua disposição, algo em torno de menos de quatro mil homens.
Draculea foi morto em batalha contra os turcos perto da pequena cidade de Bucareste em dezembro de 1476. Algumas fontes indicam que ele foi assassinado por burgueses valaquianos desleais quando ele estava prestes a varrer os Turcos do campo de batalha. Outras fontes dizem que Draculea caiu vencido rodeado pelos corpos dos leais guarda-costas (as tropas cedidas pelo Príncipe Stephen da Moldávia permaneceram com Draculea mesmo após Stephen Bathory ter voltado à Transilvânia). Outra versão é a de que Draculea foi morto acidentalmente por um de seus próprios homens no momento da vitória.
O corpo de Draculea foi decapitado pelos Turcos e sua cabeça enviada à Constantinopla, onde o Sultão a manteve em exposição em uma estaca como prova de que o Empalador estava morto.
Ele foi enterrado em Snagov, uma ilha-monastério localizada perto de Bucareste. Em 1931, quando arqueólogos escavaram o túmulo, não encontraram nada, apenas ossos de animais, o que contribuiu para o mistério.

Atos de Tortura e Crueldade
Vlad Tepes também era conhecido por sua crueldade, tanto com seus súditos, quanto contra seus inimigos. Referindo-se ao seu título, O Empalador, Tepes era assíduo adepto dessa prática.
Segundo pesquisas, comprova-se que houve situações em que Tepes mandava empalar famílias inteiras, e usava seus principais métodos de tortura contra os soldados de tropas inimigas.
Outra situação conta que mensageiros de Mehmed II foram à corte de Tepes. O mesmo ordenou que eles tirassem seus turbantes. Contudo eles se recusaram em referência ao respeito de sua cultura. Com isso, Tepes ordenou que pregassem os turbantes nas cabeças dos mensageiros.
Em outra situação Tepes ordenou que fossem empalados 200 estudantes que foram à Valáquia apenas para aprimorar o idioma.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

14 de maio de 2010

Lost 06.14

Fonte: frodesignstore.blogspot.com

Personagens Históricos I - Átila o Huno (406 - 453)

Átila ou Átila o Huno, também conhecido como Praga de Deus ou Flagelo de Deus foi o último e mais poderoso rei dos hunos. Governou o maior império europeu de seu tempo desde 434 até sua morte. Suas possessões se estendiam da Europa Central até o Mar Negro, e desde o Danúbio até o Báltico. Durante seu reinado foi um dos maiores inimigos dos Impérios romanos Oriental e Ocidental: invadiu duas vezes os Bálcãs, esteve a ponto de tomar a cidade de Roma e chegou a sitiar Constantinopla na segunda ocasião. Marchou através da França até chegar a Orleães, antes que lhe obrigassem a retroceder na batalha dos Campos Cataláunicos (Châlons-sur-Marne) e, em 452, conseguiu fazer o imperador Valentiniano III fugir de sua capital, Ravenna.
Ainda que seu império tenha morrido com ele e não tenha deixado nenhuma herança notável, tornou-se uma figura lendária da história da Europa. Em grande parte da Europa Ocidental é lembrado como o paradigma da crueldade e da rapina. Alguns historiadores, por outro lado, retrataram-no como um rei grande e nobre, e três sagas escandinavas o incluem entre seus personagens principais.

Origens
Os hunos europeus parecem ter sido um ramo ocidental dos hsiung-nu, grupo proto-mongol ou proto-túrquico de tribos nômades do nordeste da China e da Ásia Central. Estes povos conseguiram superar militarmente seus rivais (muitos deles de refinada cultura e civilização) por sua predisposição para a guerra, sua assombrosa mobilidade e suas armas específicas, tais como o arco huno.
Átila nasceu em torno de ano 406. Quanto a sua infância, se desconhece qualquer dado. A suposição de que a desde pouca idade já era um chefe capaz e um guerreiro é razoável, porém não existe forma de constatá-la.

O trono compartilhado
Até 432, os hunos unificaram-se sob o rei Rua, Ruga ou Rugila. Em 434 morreu Rua, deixando a seus sobrinhos Átila e Bleda, filhos de seu irmão Mundzuk, o comando de todas as tribos hunas. Naquele momento, os hunos encontravam-se em plena negociação com os embaixadores de Teodósio II a respeito da entrega de várias tribos renegadas que se haviam refugiado no seio do Império Romano do Oriente. No ano seguinte, Átila e Bleda tiveram um encontro com a legação imperial em Margus (atualmente Pozarevac, na Sérvia) e, sentados todos na garupa dos cavalos à maneira huna, negociaram um tratado. Os romanos concordaram não somente em devolver as tribos fugitivas (que haviam sido um auxílio mais que bem-vindo contra os vândalos), mas também em duplicar o tributo anteriormente pago pelo Império, de 350 libras romanas de ouro (quase 115 kg), abrir os mercados aos comerciantes hunos e pagar um resgate de oito sólidos por cada romano prisioneiro dos hunos. Estes, satisfeitos com o tratado, levantaram seus acampamentos e partiram até o interior do continente, talvez com o propósito de consolidar e fortalecer seu império. Teodósio utilizou esta oportunidade para reforçar os muros de Constantinopla, construindo as primeiras muralhas marítimas da cidade, e para levantar linhas defensivas na fronteira ao longo do Danúbio. O império huno se estendia desde as estepes da Ásia Central até a atual Alemanha, e desde o Danúbio até o Báltico. Os hunos permaneceram fora da vista dos romanos durante os cinco anos seguintes. Durante este tempo levaram a cabo uma invasão da Pérsia. Porém, uma contra-ofensiva persa na Armênia terminou com a derrota de Átila e Bleda, que renunciaram a seus planos de conquista. Em 440, reapareceram nas fronteiras do Império Romano do Oriente, atacando os mercadores da margem norte do Danúbio, aos quais protegia o tratado vigente. Átila e Bleda ameaçaram com a guerra aberta, sustentando que os romanos haviam faltado aos seus compromissos e que o bispo de Margus (próxima à atual Belgrado) havia cruzado o Danúbio para saquear e profanar as tumbas reais hunas da margem norte do Danúbio. Cruzaram então este rio e arrasaram as cidades e fortes ilírios ao longo da margem, entre eles – segundo Prisco – Viminacium (atual Kostolac, na Sérvia), que era uma cidade dos mésios na Ilíria. Seu avanço começou em Margus, já que quando os romanos debateram a possibilidade de entregar o bispo acusado de profanação, este fugiu em segredo para os bárbaros e lhes entregou a cidade.
Teodósio havia desguarnecido as defesas ribeirinhas como conseqüência da captura de Cartago pelo vândalo Genserico em 440 e a invasão da Armênia pelo sassânida Yazdegerd II em 441. Isto deixou a Átila e Bleda o caminho aberto através da Ilíria e dos Bálcãs, que se apressaram a invadir no mesmo ano de 441. O exército huno, tendo saqueado Margus e Viminacium, tomou Sigindunum (a moderna Belgrado) e Sirmium (atual Sremska Mitrovica, na província sérvia da Voivodina), antes de parar as operações. Continuou então uma trégua ao longo de 442, momento que Teodósio aproveitou para trazer suas tropas da África e dispor de uma grande emissão de moeda para financiar a guerra contra os hunos. Feitos estes preparativos, considerou que podia permitir-se rechaçar as exigências dos reis bárbaros.
A resposta de Átila e Bleda foi retomar a campanha (443). Golpeando ao longo do Danúbio, tomaram os centros militares de Ratiara e sitiaram com êxito Naissus (atual Nis) mediante o emprego de aríetes e torres de assalto rodantes (sofisticações militares que eram novas entre os hunos). Mais tarde, pressionando ao longo do rio Nisava, tomaram Serdica (Sofia), Filípolis (Plovdiv) e Arcadiópolis. Enfrentaram e destruíram tropas romanas próximo a Constantinopla e somente se detiveram pela falta do material adequado de assédio capaz de abrir brecha nas ciclópicas muralhas da cidade. Teodósio admitiu a derrota e enviou o cortesão Anatólio para negociar os termos da paz, que foram mais rigorosos para os romanos que no tratado anterior: o imperador concordou em entregar mais de 6.000 libras romanas (cerca de 1.963 kg) de ouro como indenização por ter faltado aos termos do pacto; o tributo anual triplicou-se, alcançando a quantidade de 2.100 libras romanas (cerca de 687 kg) de ouro; e o resgate por cada romano prisioneiro passava a ser de 12 sólidos.
Satisfeitos, durante um tempo, os seus desejos, os reis hunos retiraram-se para o interior do seu império. De acordo com Jordanes, que segue Prisco, em algum momento do período de calma que se seguiu à retirada dos hunos de Bizâncio (provavelmente em torno de 445), Bleda morreu e Átila ficou como único rei. Existe abundante especulação histórica sobre se Átila assassinou seu irmão ou se Bleda morreu por outras causas. Em todo caso, Átila era agora o senhor indiscutível dos hunos e voltou-se novamente para o Império Romano do Oriente.
Rei único
Depois da partida dos hunos, Constantinopla sofreu graves desastres, tanto naturais como causados pelo homem: sangrentos distúrbios entre aficcionados das corridas de carros do Hipódromo; epidemias em 445 e 446, a segunda em continuação de uma fome; e toda uma série de terremotos que durou quatro meses, derrubou boa parte das muralhas e matou milhares de pessoas, ocasionando uma nova epidemia. Este último golpe teve lugar em 447, justo quando Átila, tendo consolidado seu poder, partiu de novo ao sul, entrando no império através da Mésia.
O exército romano, sob o comando do magister militum godo Arnegisclo, o enfrentou no rio Vid e foi vencido, embora não sem antes ocasionar graves perdas ao inimigo. Os hunos ficaram sem oposição e se dedicaram à pilhagem ao longo dos Bálcãs, chegando inclusive até as Termópilas. Constantinopla mesma se salvou graças à intervenção do prefeito Flávio Constantino, que organizou brigadas cidadãs para a reconstrução das muralhas danificadas pelos sismos (e, em alguns lugares, para construir uma nova linha de fortificação em frente à antiga).
Chegou até nós um relato da invasão:
"A nação bárbara dos hunos, que habitava na Trácia, chegou a ser tão grande que mais de cem cidades foram capturadas e Constantinopla chegou quase a estar em perigo e a maioria dos homens fugiram dela (…) E houve tantos assassinatos e derramamentos de sangue que não se podiam contar os mortos. Ai, que inclusive capturaram igrejas e monastérios e degolaram monges e donzelas em grande número!"
Calínico, "Vida de São Hipátio".
Átila reclamou, como condição para a paz, que os romanos continuassem pagando um tributo em ouro e que evacuassem uma faixa de terra cuja largura ia de trezentas milhas a leste desde Sigindunum até cem milhas ao sul do Danúbio. As negociações continuaram entre romanos e hunos durante aproximadamente três anos. O historiador Prisco foi enviado como embaixador ao acampamento de Átila em 448. Os fragmentos de seus informes, conservados por Jordanes, nos oferecem uma descrição gráfica de Átila entre suas numerosas esposas, seu bufão cita e seu anão mouro, impassível e sem jóias no meio do esplendor de seus cortesãos: "A Festa de Átila", quadro do pintor húngaro Mór Than. Baseia-se no fragmento de Prisco, que o representa de branco na parte direita, segurando seu livro de história."Havia sido preparada uma luxuosa comida, servida em vasilha de prata, para nós e nossos bárbaros hóspedes, porém Átila não comeu nada além de carne em um prato de madeira. Em todo o resto mostrou-se também equilibrado; seu copo era de madeira, enquanto que ao resto de nossos hóspedes se ofereciam cálices de ouro e prata. Sua roupa, igualmente, era muito simples, porém muito limpa. A espada que levava às costas, os laços de seus sapatos citas e os arreios de seu cavalo careciam de adornos, diferente dos outros citas, que levavam ouro ou gemas ou qualquer outra coisa preciosa."
Durante estes três anos, de acordo com uma lenda recolhida por Jordanes, Átila descobriu a "Espada de Marte":
"Diz o historiador Prisco que foi descoberta nas seguintes circunstâncias: Certo pastor descobriu que um terneiro de seu rebanho mancava e não foi capaz de encontrar a causa da ferida. Seguiu ansiosamente o rastro de sangue e encontrou ao final uma espada com que o animal havia se ferido enquanto pastava na relva. Recolheu-a e levou-a diretamente a Átila. Este deleitou-se com o presente e, sendo ambicioso, pensou que havia sido destinado a ser senhor de todo o mundo e que, por meio da Espada de Marte, tinha garantida a supremacia em todas as guerras."
Jordanes, "Origem e gestos dos godos" (XXXV)
Mais tarde, os estudiosos identificariam esta lenda como pertencente a um padrão de culto à espada, comum entre os nômades das estepes da Ásia Central.

Átila no Ocidente
Já em 450, Átila havia proclamado a sua intenção de atacar o poderoso Reino Visigodo de Toulouse em aliança com o imperador Valentiniano III. Átila havia estado anteriormente de boas relações com o império ocidental e com seu governante de facto , Aécio. Aécio havia passado um breve exílio entre os hunos em 433, e as tropas que Átila lhe havia proporcionado contra os godos e os burgúndios haviam contribuído para conseguir-lhe o título – mais que nada honorífico – de magister militum no ocidente. Os presentes e os esforços diplomáticos do vândalo Genserico, que se opunha e temia os visigodos, podem também ter influenciado os planos de Átila.
De qualquer modo, na primavera de 450, a irmã de Valentiniano, Honória, a quem, contra sua vontade haviam prometido a um senador, enviou ao rei huno um pedido de ajuda juntam
ente com seu anel. Embora seja provável que Honória não tivesse a intenção de propor-lhe matrimónio, Átila decidiu interpretar assim sua mensagem. Aceitou, pedindo-lhe, como dote, a metade do império ocidental. Quando Valentiniano descobriu o ocorrido, somente a influência de sua mãe, Gala Placídia, conseguiu que enviasse Honória ao exílio em vez de matá-la. Escreveu a Átila negando categoricamente a legitimidade da suposta oferta de matrimónio. Átila, sem deixar-se convencer, enviou uma delegação a Ravenna para proclamar a inocência de Honória e a legitimidade de sua proposta de núpcias, assim como que ele mesmo se encarregaria de vir reclamar o que era seu por direito.
Enquanto isso, Teodósio morreu em consequência de uma queda de cavalo, e o seu sucessor, Marciano, interrompeu o pagamento do tributo no final de 450. As sucessivas invasões dos hunos e de outras tribos haviam deixado os Bálcãs com pouco a saquear. O rei dos sálios havia morrido e a luta sucessória entre seus dois filhos conduziu a um confronto entre Átila e Aécio. Átila apoiava o filho mais velho, enquanto que Aécio apoiava o mais novo. Bury pensa que a intenção de Átila ao marchar para oeste era a de estender seu reino – já então o mais poderoso do continente – até a Gália e as costas do Atlântico. Quando reuniu todos seus vassalos (gépidas, o
strogodos, rugios, escirianos, hérulos, turíngios, alanos e burgúndios) e iniciou sua marcha a oeste, já havia enviado ofertas de aliança tanto aos visigodos como aos romanos.
Em 451, sua chegada à Bélgica, com um exército que Jordanes estima em meio milhão de homens, deixou claro quais eram suas verdadeiras intenções. Em 7 de abril tomou Metz, obrigando Aécio a por-se em movimento para enfrentar-lhe com tropas recrutadas entre os francos, burgúndios e celtas. Uma delegação de Avitus e o constante avanço de Átila a oeste convenceram o rei visigodo, Teodorico I, de aliar-se com os romanos. O exército combinado de ambos chegou a Orleães antes de Átila, cortando assim seu avanço. Aécio perseguiu os hunos e alcançou-os perto de Châlons-en-Champagne, travando a batalha dos Campos Cataláunicos, que terminou com a vitória da aliança godo-romana, embora Teodorico tenha perdido a vida no combate. Átila retirou-se para além das suas fronteiras e os seus aliados debandaram.

Invasão da Itália e morte de Átila
Átila e seus hunos invadindo a ItáliaÁtila apareceu de novo em 452 para exigir seu matrimônio com Honória, invadindo e saqueando a Itália na sua passagem. Seu exército submeteu a pilhagem numerosas cidades e arrasou totalmente Aquiléia. O imperador Valentiniano III fugiu de Ravenna a Roma. Aécio permaneceu em campanha, porém sem capacidade militar suficiente para enfrentar uma batalha.
Finalmente, Átila se deteve no rio Pó, onde recebeu uma delegação formada, entre outros, pelo prefeito Trigécio, o cônsul Avieno e o papa Leão I. Após o encontro, iniciou a retirada sem reclamar nem seu matrimônio com Honória nem os territórios que desejava.
Encontro de Átila com o Papa Leão I.Ofereceram-se muitas explicações para este fato. Pode ser que as epidemias e falta de alimentos que coincidiram com sua invasão debilitaram seu exército, ou que as tropas que Marciano enviou ao outro lado do Danúbio o forçaram a regressar, ou talvez ambas coisas. Prisco conta que um temor supersticioso ao destino de Alarico I, que morreu pouco depois do saque de Roma em 410, fez os hunos pararem. Próspero de Aquitânia afirma que o papa Leão, ajudado por São Pedro e São Paulo, o convenceu a se retirar da cidade. Seguramente a personalidade forte de São Leão Magno teve mais que ver com a retirada de Átila que a entrega a este de uma grande quantidade de ouro, como supõem alguns autores, dado que tinha já ao alcance de sua mão a plena posse da fonte da qual esse ouro provinha.
O encontro de Leão I e Átila, de Rafael, no qual se pode ver São Pedro e São Paulo apoiando o papa do alto em seu encontro com o rei huno.Quaisquer que fossem as suas razões, Átila deixou a Itália e regressou ao seu palácio além do Danúbio. Dali, planejou atacar novamente Constantinopla e exigir o tributo que Marciano havia deixado de pagar. Mas a morte surpreendeu-o no início de 453. O relato de Prisco diz que certa noite, depois dos festejos de celebração da sua última boda (com uma goda chamada Ildico), sofreu uma grave hemorragia nasal que lhe ocasionou a morte. Os seus soldados, ao descobrir sua morte, choraram-no cortando o cabelo e ferindo-se com as espadas, pois – como assinala Jordanes – "o maior de todos os guerreiros não devia ser chorado com lamentos de mulher nem com lágrimas, mas sim com sangue de homens". Enterraram-no num sarcófago triplo – de ouro, prata e ferro – junto com o botim de suas conquistas, e os que participaram no funeral foram executados para manter secreto o local do enterro. Depois da sua morte, continuou a viver como figura lendária: as personagens de Etzel no Cantar dos Nibelungos e de Atli na Saga dos Volsung e a Edda poética inspiram-se vagamente na sua figura.
Outra versão de sua morte é a que nos ofereceu, oitenta anos depois do evento, o cronista romano Conde Marcelino: "Átila, rei dos hunos e saqueador das províncias da Europa, foi atravessado pela mão e adaga de sua mulher". Também a "Saga dos Volsung" e a "Edda poética" sustentam que o rei Atli (Átila) morreu pelas mãos de sua mulher Gudrun, no entanto, a maioria dos estudiosos rejeitam estes relatos como puras fantasias românticas e preferem a versão dada por Prisco, contemporâneo de Átila.
Assim terminaram oito anos de invasões dos hunos. Os seus filhos Ellak (que tinha sido designado herdeiro), Dengizik e Ernak lutaram pela sucessão e, divididos, foram vencidos no ano seguinte na batalha de Nedao por uma coalizão de povos diversos (ostrogodos, hérulos, gépidas, etc). Seu império não sobreviveu a Átila.

Nome, aparência e caráter de Átila
Átila. De uma ilustração para a Edda Poética.A principal fonte de informação sobre Átila é Prisco, um historiador que viajou com Maximino em uma delegação de do imperador bizantino Teodósio II em 448. Descreve o povoado construído pelos nômades hunos, e no qual se haviam estabelecido, como do tamanho de uma cidade grande, com sólidos muros de madeira. Ao próprio Átila, Prisco o retrata assim:
"Baixo de estatura, de peito largo e cabeça grande; seus olhos eram pequenos, sua barba fina e salpicada de fios brancos; e tinha o nariz chato e a pele morena, mostrando a evidência de sua origem."
A aparência física de Átila devia ser, muito provavelmente, a de alguém do Extremo Oriente ou do tipo mongol, ou talvez uma mistura deste tipo e daquele dos povos túrquicos da Ásia Central. Em realidade, seguramente mostrava traços do oriente asiático, que os europeus não estavam acostumados a ver, e por isso o descreveram com frequência em termos pouco elogiosos.
Átila é conhecido na história e na tradição ocidentais como o inflexível "Flagelo de Deus", e seu nome passou a ser sinônimo de crueldade e barbárie. Parte dessa imagem pode ter surgido da fusão de seus traços, na imaginação popular, com os dos posteriores senhores da guerra das estepes, como Gêngis Kan e Tamerlão: todos eles compartilham a mesma fama de cruéis, inteligentes, sanguinários e amantes da batalha e da pilhagem. A realidade sobre seus caráteres respectivos pode ser mais complexa. Os hunos do tempo de Átila haviam se relacionado durante algum tempo com a civilização romana, particularmente através dos aliados germanos (foederati) da fronteira, de modo que quando Teodósio enviou sua delegação em 448, Prisco pôde identificar como línguas comuns na horda o huno, o gótico e o latim. Conta também Prisco seu encontro com um romano ocidental cativo, que havia assimilado tão completamente a forma de vida dos hunos que não tinha nenhum desejo de voltar a seu país de origem. E a descrição do historiador bizantino da humildade e simplicidade de Átila não oferece dúvidas sobre a admiração que lhe causa. Assim mesmo, está claro, dos relatos de Prisco, que Átila não somente falava perfeitamente o latim, mas que também sabia escrevê-lo; ademais falava o grego e outros idiomas, pelo que deduz que muito provavelmente tratou-se de um homem de grande cultura para os cânones da época.
O contexto histórico da vida de Átila teve grande trascendência na hora de configurar sua posterior imagem pública: Nos anos da decadência do Império Romano do Ocidente, tanto seus conflitos com Aécio (conhecido frequentemente como "o último romano") como o alheio de sua cultura contribuíram para cobrir-lhe com a máscara de bárbaro feroz e inimigo da civilização, como tem sido retratado em numerosos filmes e outras manifestações artísticas. Os poemas épicos germânicos em que ele aparece nos oferecem um retrato mais complexo: é tanto um aliado nobre e generoso (o Etzel do Cantar dos Nibelungos), como cruel (Atli, na Saga dos Volsung e na Edda poética). Algumas histórias nacionais, porém, o retratam sempre sob uma luz favorável. Na Hungria e Turquia os nomes de Átila e sua última mulher, Ildico, continuam sendo populares atualmente. De forma parecida, o escritor húngaro Geza Gardonyi, em sua novela A láthatatlan ember (publicada no ocidente com o título de "O escravo de Átila" ), oferece uma imagem positiva do rei huno, descrevendo-o como um chefe sábio e querido.

Tem-se classificado Átila como um "bárbaro" sem dar-se conta que os romanos chamavam assim a qualquer povo que não fosse romano ou romanizado, sem importar seu grau de cultura nem seu estado de civilização. Deve ter em conta, na hora de formar-se uma idéia correta do personagem, que os relatos que nos chegado são todos da caneta de seus inimigos, pelo que é imprescindível uma adequada análise dos mesmos.
Além disso, não é improvável que o chefe de uma nação guerreira (um chefe inteligente) avaliaria a vantagem propagandística de ser considerado por seus inimigos "O flagelo de Deus", e que devido a isso, fomentaria essa imagem entre eles.
O nome de Átila poderia significar "Paizinho", do gótico atta (pai), com o sufixo diminutivo "-la", já que sabemos que muitos go
dos serviram nos seus exércitos. Poderia ser também uma forma pré-turca, de origem altaica (compare-se com Ataturk e com Alma-Ata, a atual Almaty). É possível que provenha de atta (pai) e de il (terra, país), com o sentido de "terra paterna" ou "mãe pátria". Atil era também o nome altaico do atual Volga, rio que talvez deu seu nome a Átila.

A herança de Átila
Os hunos estão a tentar,
na atualidade, conseguir o seu reconhecimento como minoria étnica na Hungria. Mais de 100.000 hunos descendentes do "Flagelo de Deus", possivelmente, vivem hoje entre a Hungria e os países vizinhos.

Referências
Os Bárbaros. Terry Jones. Apresentado pela TV Escola. 2009.
O nome "Praga de Deus" lhe foi atribuído pela cristandade, não significando uma praga controlada por Deus, mais sim uma p
raga que consomi e destrói Deus, uma vez que Átila era pagão e visto como uma ameaça militar e religiosa ao cristianismo.
Fontes
Prisco: História Bizantina (texto grego em Ludwig Dindorf: Historici Graeci Minores, Leipzig, B.G. Teubner, 1870). Pode-se consultar uma tradução ao inglês de J.B. Bury em Priscus at the court of Attila
Jordanes: Origen y gestas de los godos. Há um edição espanhola de José María Sánchez Martín, Madri, Cátedra, 2001.

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