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A física de Interestelar

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Na história, um grupo de exploradores viaja entre galáxias através de um fenômeno físico chamado buraco de minhoca, que os coloca em um sistema solar paralelo onde um buraco negro giratório está no lugar do Sol. Sim, os termos são confusos, mas totalmente reais. Dirigido por Christopher Nolan, o filme foi totalmente baseado em conceitos científicos, como gravidade artificial e multidimensionalidade, que são citados constantemente durante a história. Se você planeja assistir o filme nos próximos dias e não quer ficar sem entender o que é frame dragging antes de entrar no cinema, INFO preparou um glossário básico (e livre de spoilers) sobre os conceitos físicos usados no filme.
Gravidade Artificial

Os efeitos da gravidade zero no espaço são extremamente nocivos para a estrutura corporal dos seres humanos. Eles são ainda piores quando é preciso ficar muito tempo no espaço, como acontece em "Interestelar". Para combater esse problema, cientistas criaram uma espécie de gravidade ar…

MATER HOPE

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O movimento dos humanos no plano terreno segue até o domínio enluarado e pleno (ainda assim, trabalho e diversão são normas no espaço virtual, cada vez mais). A estrada do homem, pelos campos de batalha pregressos, a esse campo dos sonhos o levou com o progresso. Um lugar onde poderemos levantar os olhos e, assim, ver logo além a alma sem fim.
Comemore! Esse é o momento antecipado da ascensão da terra ao sublime principado. A dança eterna da imaginação, é a relíquia adornada, herança de toda geração. Imaginação, então, é a via para o suntuoso território da magia. A poesia humana, enfim satisfeita, encontra a última rima, sob a lua perfeita.
Assim as serpentes concluem a caudalosa saga narrada (ou começam de novo, se lhe agrada). Girando e girando, ourobouros vira o verso ao reverso nessa fabula tão eterna quanto o universo. Quanto a você, ouvinte infante, o levamos longe, rumo ao jardim verdejante talvez devêssemos fazer do começo um final?
O teatro mágico da mente - edição 12 de Prometh…

O povo

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“O povo perdeu a coragem de acreditar. Abriu mão da sua capacidade de pensar. As pessoas já não conseguem sequer formar suas próprias opiniões, apenas absorvem opiniões, sentadas com a boca escancarada em frente à televisão. Os pensamentos das pessoas são fabricados por gente como eu. (...) Isso parece inacreditável; desafia toda lógica e razão. Seus avós chamariam isso de fraude, roubo, assalto a mão armada, patifaria... e com razão, devo acrescentar (...) existe uma faca de dois gumes pela qual é possível vender qualquer coisa ao público, de uma garrafa de três dólares de água de torneira até uma guerra em larga escala: ESPERANÇA E MEDO. (...) Se as pessoas forem simplesmente enganadas, há sempre a chance de um dia acordarem e se rebelarem contra o crime. Mas nós a fazemos mudar de ideia. NÓS MUDAMOS A VERDADE. A maior parte das pessoas quer ser deixada em paz; elas concordam com tudo e aceitam qualquer coisa, desde que nós cuidemos de manter suas ilusões de liberdade e estilo de vida.…

The conscious manipulation

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"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizados das massas é um elemento importante em uma sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo despercebido da sociedade, constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder que rege o país."

Os Outros

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– O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.
Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou o outro pudessem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era esquelético e estava nu. Tinha cicatrizes profundas, que pareciam ser fruto de um açoite ocorrido num passado distante. Não tinha orelhas nem sexo. Os lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram condizentes com os de um demônio: haviam ido longe demais e visto mais do que deveriam. Sob aquele olhar, ele se sentia menos importante do que uma mosca.
– O que acontece agora? – ele perguntou.
– Agora – disse o demônio com uma voz que…

Um pesadelo que só faz sentido viver uma vez

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Darren Aronofsky continua a ser sinônimo de provocação, desconforto e ambição. “Mãe!”, convida a muita discussão e instala-se nas nossas mentes, permanecendo vivo no pós-filme.

Darren Aronofsky é um caso fascinante. “A Vida não é um Sonho” (2000), aquele que ainda é para mim o ex-líbris do realizador, retrata uma “tradição” Aronofsky. É usual brindar-nos com filmes pesados, desconfortáveis e marcantes. Experiências intensas, aterrorizadoras, perturbadoras e paranóicas, rumo à perfeição, à cura ou à prisão de mais uma dose.
É improvável querermos rever “A Vida não é um Sonho”, “Pi”, “O Último Capítulo” e “Cisne Negro”. Porque, mesmo tratando-se de filmes de qualidade, são pesadelos aos quais não desejamos regressar. E é essa a capacidade de Aronofsky: invadir o nosso subconsciente, numa espécie de terapia de choque.
A alegoria de “Mãe!” tem origem numa premissa aparentemente simples. Um casal (interpretado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem) vê a sua relação testada e a sua paz interro…

Como a proporção áurea, ou os números de Fibonacci, se expressam na natureza?

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Há alguma equação mágica para o universo? Uma série de números capazes de desvendar as propriedades orgânicas mais complicadas ou de saber o final  d’A Caverna do Dragão? Provavelmente, não. Mas, graças a uma obsessão de um homem da Idade Média por coelhos, nós temos uma sequência de números que refletem vários padrões encontrados na natureza.
Em 1202, o matemático italiano Leonardo Pisano (também conhecido como Fibonacci, que significa “filho de Bonacci”) introduziu a questão:
Dadas condições ótimas, quantos pares de coelhos poderiam ser produzidos a partir de um único par de coelhos em um ano?
Esse experimento mental considera o fato de que as coelhas sempre paririam pares de coelhos, e cada par consistiria de um macho e uma fêmea.
Pensando sobre isso, dois coelhos recém-nascidos foram colocados em um quintal cercado. Coelhos podem se reproduzir apenas com uma idade maior que 1 mês, então, para o primeiro mês, apenas um par existe. No final do segundo mês, a fêmea pare, deixando dois pa…