31 de maio de 2011

Alexandre o Grande e o Período Helenístico - parte 1 de 2

A poderosa figura de Alexandre III pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana. Seu gênio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera civilização helenística.

Alexandre nasceu em 356 a.C. no palácio de Pella, Macedônia. Filho do rei Filipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Quando o príncipe tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo. Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.

Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando. O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na batalha de Queronéia (338).

Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Para tão árdua empreitada contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e cavalaria, que constituía a base do ataque.

Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos trácios e ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia, a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.

Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do império persa, a mais assombrosa campanha da antigüidade. Em 334 cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória. Em Sardes, de posse de seu tesouro, Alexandre construi um templo a Zeus, no antigo palácio real do rei Creso. Zeus, o Deus padroeiro da Macedônia, encontra-se no reverso de quase toda cunhagem de prata, entronizado, segundo a famosa estátua de Fídias em Olímpia. O verso traz Hércules com seu capuz de máscara de leão. À medida que as fontes de fabricação marchavam para leste, o Zeus, esculpido por operários não gregos, trona-se crescentemente vago e o Hércules cada vez mais parecido com Alexandre. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "nó górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia.

Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi a seu encontro. Na batalha de Isso (333) consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império. Em seguida, o rei macedônio empreendeu a conquista da Síria (332) e entrou no Egito.

O sonho de Alexandre, de unir a cultura oriental à ocidental, começou a concretizar-se. O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contato com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Em 332 fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antigüidade.
Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na batalha de Gaugamela (331), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario (330), Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. Além disso, no ano 328 contraiu matrimônio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV.

A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.
Nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente. Em 327 dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspe. Ao chegar ao rio Bias, suas tropas, cansadas de tão dura empreitada, se negaram a continuar. Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa no qual foi ferido mortalmente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.

Alexandre o Grande morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos. O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes. Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de Helenismo, fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos de Roma.

25 de maio de 2011

Maya

Certa vez, Narada (um grande sábio) disse a Krishna:
“Senhor, mostre-me Maya (Ilusão Cósmica)”.

Alguns dias se passaram e Krishna convidou Narada para um passeio pelo deserto e, depois de andarem algumas milhas, Krishna disse: “Narada, estou com sede; você pode trazer-me um pouco d’água?”

“Partirei imediatamente, senhor, para buscar sua água.” Assim, Narada partiu.

Não muito longe havia uma aldeia; entrou nela à procura de água e bateu numa porta, que foi aberta por uma linda mocinha. Ao vê-la, ele se esqueceu, imediatamente, que seu Mestre esperava pela água, talvez morrendo de sede.

Esqueceu tudo e começou a conversar com a moça. Decorrido o dia todo, ele não voltou ao seu Mestre. No dia seguinte, lá estava ele de novo a conversar com a mocinha. A conversa transformou-se em amor; ele pediu a garota em casamento e eles se casaram e tiveram filhos. Passaram-se assim doze anos.

Seu sogro faleceu e ele herdou sua propriedade. Vivia, como pensava, uma vida muito feliz com sua esposa e filhos, com seus campos e o gado e assim por diante. Então, houve uma enchente. Certa noite, o rio encheu-se até transbordar e inundar toda a aldeia. As casas caíram, homens e animais foram arrastados e afogados e tudo flutuava na violência da torrente. Narada teve de fugir. Com uma das mãos segurava sua mulher e com a outra dois de seus filhos; outro filho estava em seus ombros e ele tentava atravessar aquela tremenda inundação. Após dar alguns passos, viu que a corrente estava forte demais e a criança que estava em seus ombros caiu e foi carregada pelas águas. Narada soltou um grito de desespero. Ao tentar salvar a criança, largou uma das outras, que também se perdeu. Finalmente, sua mulher, que ele agarrara com toda sua força, foi arrebatada pela torrente e ele foi arremessado às margens, chorando e soluçando com amargas lamentações.

Atrás dele surgiu uma voz delicada: “Meu filho, onde está a água? Você foi procurar um bocado d’água e estou esperando por você. Já faz meia-hora que você partiu.”

“Meia-hora!“, exclamou Narada. Doze anos tinham se passado em sua mente e todas essas cenas aconteceram em meia hora! É isto que é Maya.

Conto hindu.

fonte: www.deldebbio.com.br

17 de maio de 2011

13 vezes sexta-feira 13

O Simbolismo do Número 13!
por Karina

Antes de qualquer coisa, é preciso falar um pouco sobre o significado atribuído ao 13. O número é também conhecido como “a dúzia do diabo”, um número de azar por excelência.

Interessante notar que muitos “tabus” escondem algo sagrado, um significado muito mais profundo do que o que acaba se tornando popular. E é assim com o número 13.

13 simbólica e tradicionalmente significa “morte”. Tanto que se diz, “onde há 13, há morte”. O “fim do mundo” começa no 13° capítulo do Apocalipse Bíblico. Por Jesus ser o décimo terceiro junto a seus discípulos e ter morrido (tradicionalmente numa sexta-feira), boa parte da má fama do 13 que persiste nos dias de hoje pode ser considerada bíblica. Mas de fato, o 13 só se torna um problema onde a morte é encarada como um problema, onde temos a ideia da morte como algo a ser afastado e/ou reprimido. Então é mais do que natural o fato de que a maioria das pessoas tenham uma ideia negativa associada a ele.

A Última Ceia, de Leonardo da Vinci: a face de Jesus é o "ponto de fuga" da pintura, o que enfatiza Jesus como ponto focal (o centro) na obra.

Utilizando uma história que nos é familiar, eram 13 pessoas na Última Ceia. Simbolicamente, o 13 seria o centro, o ponto mais importante do círculo, já que ele é que une a todos. Sendo o ponto unificador, é o local simbolicamente ocupado por Cristo, por exemplo. A morte do 13° (Cristo) simboliza, portanto, a força transformadora que por meio do sacrifício de um, possibilita a salvação do todo. Mas a interpretação popular da metáfora distorceu o significado original e o número 13 virou um número de Judas, com conotações nefastas.

E isso, como já é de se esperar, é um tema relativamente comum na mitologia. Por exemplo, na mitologia germânica, o trapaceiro – e décimo terceiro – deus Loki, traiu Baldur, o deus da primavera – uma divindade de justiça e sabedoria, disseminador da boa vontade e da paz, que, esperava-se, iria governar o novo mundo, após uma catástrofe mundial – levando-o, por fim à morte.

Mas, você talvez esteja se perguntando, de onde saiu a ideia de que o número 13 representa morte? É disso que trata o próximo item da nossa lista!

12 – O 13 e a Morte

A história aqui é longa, e vou tentar resumi-la o máximo possível (omitindo muitos detalhes e maiores explicações, eu sei), já que o objetivo desse post é apenas provocar a curiosidade!

Tudo começa nas antigas sociedades matriarcais, onde o número 13 era sagrado pois representava os 13 meses do ano lunar. Sociedades que se baseavam em calendários lunares (baseados nas fases da lua) – os mais antigos calendários criados – viam o tempo como um fenômeno cíclico, não linear. A natureza funciona em ciclos – nascimento, crescimento, morte; nas estações: verão, outono, inverno, primavera etc. – e as sociedades que utilizavam esses calendários se baseavam nesses ciclos que observavam ao seu redor para entender a vida, a natureza e a “realidade”. Portanto, para esses povos não existia a mesma ideia de “fim” absoluto ou de “morte” como entendemos hoje.

Assim, voltando ao calendário lunar, no 13° mês o sol “morre”, no solstício de inverno. Nessas sociedades isso não era um problema, já que a morte faz parte de um ciclo, dessa forma, o jovem Sol renasceria no dia seguinte. Mas, diga isso para uma sociedade que entende o tempo de forma linear… 13 = Morte. Quando se concebe o tempo de forma linear, em que se inicia a partir de um ponto e termina em outro, a ideia de “ciclo” ou “renascimento” ou ainda “morte como mudança, recomeço, transformação” é algo inconcebível. Num calendário lunar todos os meses tem 28 dias (uma média dos ciclos lunares) – como o ciclo menstrual feminino -, por isso possuíam uma relação profunda com o feminino. Em Gaélico, por exemplo, as palavras para “menstruação” e “calendário” são praticamente idênticas: miosach e miosachan. Mas, quando a noção de tempo linear se impõe nas culturas patriarcais, que passam a preferir a constância do Sol do que à instabilidade da Lua, “matar o sol” é um problema. Assim, as culturas que adotam o calendário solar, e o princípio masculino, passam a considerar tudo que se refere aos ciclos lunares e seus calendários como relacionados a mau augúrio, maldição, enfim, desgraça e azar. 13 passa a ser um número ligado a coisas ruins.

Mas esse é só início da má fama do número 13. A História nos dá muito mais eventos ruins que ficaram marcados pelo número 13 e que terminaram por colocá-lo de vez no imaginário popular como um número sinistro.

11 – Sexta-Feira, 13 de Outubro de 1307

Muitos acreditam que esse foi o acontecimento que marcou definitivamente a Sexta-Feira 13 como dia de azar. O que aconteceu nesse dia?

Basicamente foi o dia em que Jacques Demolay, 23° Grão Mestre da Ordem dos Templários, traído pela Igreja e pelo Rei, juntamente com outros companheiros seus, foi capturado e levado a masmorra, por ordem do Rei Filipe, “O Belo”. O porquê disso? Bem, a ideia por trás da Ordem dos Templários era “proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre”, defender a Terra Santa, cuidar dos peregrinos, e era uma ordem que apenas respondia a autoridade da Igreja Católica Romana. Só que os Templários começaram a ficar ricos demais, misteriosos demais, poderosos demais, e bem, tanto o Rei como o Papa Clemente V se sentiram um bocado ameaçados. Assim, criaram uma série de acusações falsas (já que ambos mal tinham ideia do que se passava entre os templários) contra a Ordem, na base da tortura e fizeram com que alguns de seus membros “confessassem” uma série de crimes e heresias. Durante 7 longos anos Jacques e seus companheiros viveram em condições precárias e sofrendo torturas, enquanto o Rei Filipe ia acompanhando o “processo” das acusações e confiscando todos os bens da ordem. Mesmo após três julgamentos, Jacques Demolay se recusava a denunciar companheiros e revelar locais onde haviam riquezas da Ordem. Como não havia uma confissão dele, forjaram. Assim, em 18 de março de 1314, por desmentir suas confissões forjadas, o Rei Filipe e o Papa Clemente condenaram Jacques e outro cavaleiro, Guy d’Auvergne (que também desmentiu as confissões forjadas), a morrerem queimados.

O mais interessante que um pouco antes de morrer na estaca, Jacques lançou uma maldição contra seus algozes: Rei Filipe, Papa Clemente e o Chefe da guarda e conselheiro real Guilherme de Nogaret (que havia capturado os templários e feito acusações). O que aconteceu? O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida Guilherme de Nogaret e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade.

Quer saber qual foi a maldição? Nekan, adonai !!! Chol-begoal!!! Papa Clemente… Cavaleiro Guilherme de Nogaret… Rei Filipe. Intimo-os a comparecer perante ao tribunal de deus dentro de um ano para receberem o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças!!!

10 – Por que Sexta?

Pois é. Não é só o número 13 que tem uma má fama própria. A sexta-feira historicamente também está associada a infortúnio e mau augúrio. É claro que quando os dois aparecem combinados, é considerado um “combo mortal”. Mas o que há de errado com a sexta-feira??? Bem, a sexta-feira é um dia consagrado a Freya, ou, em sua correspondência romana, a Vênus. Ambas são deusas que personificam uma feminilidade prazeirosa, e certamente que um dia como Sexta-Feira 13 era considerado um dia de alegria em tempos antigos. Sexta, um dia consagrado as deusas, e 13, um número da Deusa. A má fama da sexta surgiu com monges cristãos, que decidiram que o dia delas era de má sorte, não somente pelo que elas representavam, mas pelo fato de Jesus ter morrido em uma sexta (esse é um dado que foi colocado em dúvida recentemente por um pesquisador, mas os monges daquela época ainda não sabiam…). Basicamente eles juntaram a fome com a vontade de comer.

Além disso, alguns teólogos dizem que Adão e Eva comeram do fruto proibido numa sexta-feira, e que o Grande Dilúvio também começou numa sexta.

9 – A omissão do 13

A superstição que envolve o número 13 é tanta, que muita gente prefere não ficar em quarto de hotel com esse número ou morar num 13° andar. Em muitos hoteis da China e EUA, por exemplo, o décimo-terceiro andar não existe, do 12, vai direto ao 14. Assim como há hoteis que não tem quartos numerados com 13.

Para se ter uma ideia, em restaurantes mais “supersticiosos” de Paris, se numa mesa houver 13 pessoas, eles têm um 14° convidado contratado, o chamado quatorzieme, para não correr o risco da maldição que diz “onde 13 se sentam a mesa, um morrerá no período de um ano”.

Alguns hospitais também evitam numerar um quarto com o número 13, e há cidades em que ruas pulam da 12 direto para a 14.

Muitos aeroportos não têm o portão 13, como Ronald Reagan National em Washington e o Chicago’s Midway.

Um fato recente. Parece que mesmo uma grande empresa como Microsoft prefere evitar o 13. O Microsoft Office 2007, predecessor do Office 2010, é versão 12. O Office 2010 é versão 14, pulando a 13, que a Microsoft considerou possivelmente de má sorte.

8 – A tentativa (frustrada) de desmistificar a Sexta-Feira

No afã de acabar com a superstição em torno da Sexta-Feira, no século 18 a Marinha Britânica construiu um navio, o H.M.S. Friday (friday = sexta-feira) especialmente para isso. A marinha iniciou a construção do navio numa sexta, selecionou a tripulação numa sexta, lançou o navio numa sexta e até mesmo colocou como capitão um homem chamado James Friday. Então, na viagem de inauguração realizada numa sexta-feira, o navio partiu para nunca mais voltar. Desapareceu para sempre.

Apesar de ser uma lenda – o próprio Museu da Marinha Real afirmou que a história é só boato - isso só prova o quão forte é também a associação da Sexta-feira com tragédias.

7 – A Fobia de Sexta-Feira 13

Para alguns é muito mais do que uma superstição, é uma fobia! O nome para os que sofrem dessa condição é Paraskevidekatriaphobia. Já a Triskaidekaphobia é a fobia relativa somente ao número 13.

Segundo o psicólogo norte-americano Donald Dossey, especialista no tratamento de fobias, possivelmente mais de 21 milhões de americanos padecem desse mal. Praticamente 8% da população norte-americana então ainda se encontra presa a uma superstição secular.

O Instituto Stress Management Center and Phobia em Asheville, Carolina do Norte – EUA, estima que somente nos Estados Unidos, de U$800 a U$900 milhões são perdidos nos negócios a cada Sexta-Feira 13 por que as pessoas não viajam ou faltam ao trabalho.

6 – O Fracasso da Apollo 13

Não dá para falar da má fama do 13 sem falar na fracassada missão Apollo 13!

A missão – a sétima tripulada e a terceira a tentar pousar na lua - foi lançada no dia 11 de Abril de 1970 às 13:13 CST. A soma dos dígitos da data é 13 (como em 1+1+4+7+0 = 13). A explosão no tanque de oxigênio, que danificou o sistema elétrico da espaçonave ocorreu no dia 13 de Abril de 1970 – não era sexta-feira. Apesar dos problemas, os três astronautas a bordo conseguiram retornar com segurança a Terra.

Essa missão é usada como mais um exemplo do “azar inerente” ao 13, pelos fóbicos e supersticiosos.

5 – Seu nome tem 13 letras?

Alguns acreditam que quem possui 13 letras no nome tem a “sorte do diabo”. Alguns exemplos famosos (com os nomes nas línguas de origem): Jack the Ripper (Jack O Estripador), Charles Manson, Jeffrey Dahmer, Theodore Bundy e Albert De Salvo. Todos conhecidos pela maldade e sangue frio.

É claro que iremos encontrar nome de outras pessoas tão ou mais malévolas com números de letras diferentes de 13. Mas isso, obviamente não impede que a superstição continue!

4 – O Thirteen Club (Clube dos 13)

O 13 é um número tão azarado, que em 1881 uma organização nos EUA chamada “The Thirteen Club” tentou melhorar a reputação desse número. Na primeira reunião, os membros (todos os 13, é claro) passaram por baixo de escadas para entrar em uma sala coberta de sal derramado. O clube durou muitos anos e cresceu para mais de 400 membros, incluindo 5 ex-presidentes norte-americanos: Chester Arthur, Grover Cleveland, Benjamin Harrison, William McKinley e Theodore Roosevelt. Apesar dos esforços do grupo, a fobia do 13 continuou a prosperar, sendo popular até hoje.

3- O problema dos Gatos Pretos

Pois, não dá para falar de Sexta-feira 13 sem falar em gato preto. Então, gato preto tem má fama por conta própria, mas numa sexta-feira 13, se um gato preto aparecer pra você ou cruzar seu caminho pode ser trágico. Ou pelo menos é o que algumas pessoas acreditam.

Para se ter uma ideia da dimensão dessa superstição associada, em 1939, uma cidadezinha em Indiana, chamada French Lick – EUA, decretou que todos os gatos usassem sininhos no pescoço numa sexta-feira 13 de Outubro, para que as pessoas pudessem evitá-los. Como a medida aparentemente pareceu funcionar (nada de ruim aconteceu, de qualquer maneira), a cidade continuou com a prática por mais 3 anos…

2 – Algumas crenças em torno do 13

Existem muuuuitas superstições sobre o número 13, como já deve ter dado para perceber! Aqui listo mais algumas, que considerei interessantes (e até engraçadas):

- Dá azar casar em uma Sexta-feira 13 – inclusive, em 1913, um pastor em Middleton, New York, ofereceu casar os casais de graça nesse dia, como uma forma de combater a superstição. Mais uma tentativa frustrada!

- Se você nasceu numa Sexta-feira 13, será azarado por toda a vida. Mas não se preocupe, não será uma vida longa mesmo…

- Treze degraus? Melhor não… na tradição britânica diz-se que a escada para a forca possui 13 degraus, e a sexta-feira é conhecida como “dia do enforcado”.

- Se você cortar o seu cabelo numa sexta-feira 13, alguém da sua família morrerá.

- Se um cortejo fúnebre passar por você em uma sexta-feira 13, você será o próximo a morrer.

- Usar roupa preta numa sexta-feira 13 fará com que você precise usá-la num funeral em breve. E por culpa sua.

1 – De 1 a 3 Sextas-feiras 13

O calendário de 365 dias pode ter de 1 a 3 sextas-feiras 13. Acredita-se que os anos que possuem 3 sextas “negras” sejam anos calamitosos. Felizmente, para os temerosos e fóbicos, um ano com 3 sextas do tipo não acontece com frequência. 2009 foi o primeiro ano deste século a ter 3 sextas 13. Antes disso, 1998 e 1987 foram os anos azarados.

2011 só possui uma sexta-feira 13, hoje. Porém, 2012 nos aguarda com 3…

fonte: inconscientecoletivo.net

13 de maio de 2011

Sincronicidade

Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no Universo estava interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. Tal idéia desenvolveu-se primeiramente em conversas com Albert Einstein, quando ele estava começando a desenvolver a Teoria da Relatividade. Einstein levou a idéia adiante no campo físico, e Jung, no psíquico.

A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos. Um sonho de um avião despencando das alturas reflete-se na manhã seguinte numa notícia dada pelo rádio. Não existe qualquer conexão causal conhecida entre o sonho e a queda do avião. Jung postula que tais coincidências apóiam-se em organizadores que geram, por um lado, imagens psíquicas e, por outro lado, eventos físicos. As duas coisas ocorrem aproximadamente ao mesmo tempo, e a ligação entre elas não é causal.

Antecipando-se aos críticos, Jung escreve: "O ceticismo deveria ter por objeto unicamente as teorias incorretas, e não assestar suas baterias contra fatos comprovadamente certos. Só um observador preconceituoso seria capaz de negá-lo. A resistência contra o reconhecimento de tais fatos provém principalmente da repugnância que as pessoas sentem em admitir uma suposta capacidade sobrenatural inerente à psique".

Os fenômenos sincronísticos manifestam-se com muito maior freqüência quando a psique está funcionando num nível menos consciente (estado de ondas alfa), como em sonhos, meditações ou devaneios. Assim que a pessoa se aperceba do evento sincronístico e se concentre nele, o perde, pois a idéia de tempo e espaço volta a reinar na consciência. Jung sublinha que a sincronicidade parece depender consideravelmente da presença de afetividade, ou seja, sensibilidade a estímulos emocionais.

A grande sacada de Jung foi colocar a sincronicidade como algo abrangente do TODO, e não de um mero evento. Ele pergunta: Como pode um acontecimento remoto no espaço e no tempo produzir uma correspondente imagem psíquica, quando a transmissão de energia necessária para isso não é sequer concebível? Por mais incompreensível que isso possa parecer somos compelidos, em última instância, a admitir a existência no inconsciente de algo como um conhecimento a priori ou uma relação imediata de eventos que carecem de qualquer base causal. Ou seja: a pessoa que acessou o avião caindo sempre soube, só que não sabia que sabia, porque na verdade não existe espaço nem tempo para o Self! É o nível búdico!

Segundo ele, os pensamentos vêm-nos à consciência; as intuições e pensamentos que surgem do inconsciente não são produtos de esforços deliberados para pensar, mas objetos internos, parcelas do inconsciente que pousam ocasionalmente na superfície do ego. Jung gostava de dizer, por vezes, que os pensamentos são como pássaros: eles chegam e fazem ninho nas árvores da consciência por algum tempo, e depois alçam vôo de novo. São esquecidos e desaparecem.

A matemática é um produto puro da mente, e não se mostra em parte alguma do mundo natural; no entanto, pessoas podem sentar-se em seus gabinetes e gerar equações que rigorosamente predizem e captam objetos e eventos físicos. A Jung impressionava que um produto puramente psíquico (uma fórmula matemática) pudesse ter um relacionamento tão extraordinário com o mundo físico. Por outro lado, Jung propõe que os arquétipos também servem como ligações diretas entre a psique e o mundo físico, mas não são as causas destes. Parece sim, ligá-lo a "operadores" que organizam a sincronicidade.

Os junguianos comentam que no inconsciente não há segredos. Todo o mundo sabe tudo. Pode-se comparar esse conhecimento com o "Olho de Deus", o "Olho que tudo vê" ou o "Grande Irmão". Não é apenas o que fazemos, mas até o que pensamos - que É o que somos! - que pode ser acessado.

Jung vai ainda mais longe em sua definição de Sincronicidade, que recebe o nome de Cosmologia na sua forma mais abrangente, onde relaciona a organização acausal no mundo, sem referência à psique humana. Antes de nós existirmos existia a organização, a sincronicidade. Então, quem geria isso? Ele diz: "Nessa categoria se incluem todos os "atos de Criação", fatores a priori, tais como, por exemplo, as propriedades dos números primos, as descontinuidades da física moderna, etc."

Nós, seres humanos - ensina ele - temos um papel especial a desempenhar no universo. O nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e de introduzi-lo no espelho da consciência. Cada pessoa pode testemunhar o Criador e as obras Criativas desde dentro, prestando atenção à imagem e à sincronicidade. Pois o arquétipo não é só o modelo da psique, mas também reflete a real estrutura básica do universo. "Como em cima, assim embaixo" falou o Mestre Hermes Trismegisto. "Como dentro, assim fora" responde o moderno explorador da alma, Carl Gustav Jung.

Extraído e adaptado do livro Jung, o mapa da alma, de Murray Stein. Agradecimentos a Klash pela introdução.

Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o "padrão de Deus" existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada
(C.G. Jung)

fonte: saindodamatrix.com.br

10 de maio de 2011

O Tempo é Real ou é uma Ilusão?

por Kate Becker

A realidade do tempo

Muitos físicos argumentam que o tempo é uma ilusão. Lee Smolin prefere discordar.

E se o tempo for mesmo algo real? Se você não é um físico teórico, a pergunta colocada por Smolin pode soar como uma grande bobagem, como se alguém lhe perguntasse: "E se os seus sapatos e meias fossem reais?"

Afinal, você os usa todos os dias, assim, como não poderiam ser reais?

Dentro do mundo da física fundamental, porém, a noção de que o tempo possa ser real é praticamente radical.

A sensação do tempo

Sim, como seres humanos, vivenciamos o tempo como uma coisa que flui; nós marcamos uma linha divisória entre o passado imutável e o futuro ainda a ser escrito; e nós acreditamos que vivemos em um momento especial que chamamos de presente, que está sendo constantemente atualizado.

Ainda de acordo com a sabedoria convencional - ou, pelo menos, de acordo com aquele tipo peculiar de sabedoria pouco convencional que governa a física quântica e a cosmologia - o tempo é uma ilusão que emerge de uma física mais profunda.

Nesse ponto de vista, o tempo é uma representação ficcional para o comportamento em larga escala de algo mais fundamental.

"É comum na filosofia e na ciência presumir que as coisas que são mais profundas e mais verdadeiras sobre o mundo estão fora do tempo," resume Smolin, físico teórico do Instituto Perimeter em, Ontário, no Canadá. "A questão fundamental é, o tempo é real ou é uma ilusão? Nós experimentamos a vida como uma sequência de momentos, mas é assim que o mundo realmente é?"

"Não há dúvida de que o tempo existe, nós o usamos todos os dias," acrescenta Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Mas não temos certeza se o tempo é realmente fundamental, se é uma parte necessária de uma compreensão profunda da física, ou se é apenas uma aproximação útil."

A realidade do tempo

Smolin prefere continuar defendendo a realidade do tempo.

Mas, para isso, ele deve superar um grande obstáculo: as teorias da relatividade especial e geral parecem implicar o oposto.

Na visão clássica de Newton, a física funciona obedecendo ao tique-taque de um relógio universal invisível.

Mas Einstein descartou esse relógio-mestre quando, em sua teoria da relatividade especial, ele argumentou que não há dois eventos verdadeiramente simultâneos a menos que entre eles haja uma relação de causalidade.

Se a simultaneidade - a noção do "agora" - é relativa, o relógio universal deve ser uma ficção, e o próprio tempo é uma aproximação para o movimento e a mudança dos objetos no universo. O tempo está literalmente descartado da equação.

Embora tenha passado grande parte de sua carreira explorando as facetas de um Universo atemporal, Smolin se convenceu de que isto está "profundamente errado", diz ele. Ele agora acredita que o tempo é mais do que apenas uma aproximação útil, que ele é tão real quanto a fome que sentimos nos diz que é, mais real, na verdade, do que o próprio espaço.

Física quântica e relatividade geral

A noção de um "tempo real e global" é a hipótese de partida para os novos trabalhos de Smolin, que ele vai realizar este ano com a ajuda de dois estudantes de pós-graduação, financiado pelo Instituto FQXi, uma entidade sem fins lucrativos cuja proposta é discutir as questões fundamentais da física e do Universo.

Smolin espera que este estudo possa permitir-lhe superar um dos maiores problemas não resolvidos da física e da cosmologia - unir as leis da física quântica com as leis da relatividade geral.

A física quântica funciona maravilhosamente bem quando aplicada aos átomos e suas partes constituintes; a relatividade geral é uma descrição testada e comprovada do espaço-tempo na escala macro dos planetas, estrelas e galáxias.

Quando estes dois conjuntos de leis se encontram, porém, como devem fazer para descrever o que acontece dentro de um buraco negro ou como o universo era na época do Big Bang, surge o conflito e o desentendimento.

Poderia o tempo ser a linha que irá costurá-las em uma peça única?

O Telescópio de Raios Gama Fermi revela emissões brilhantes no céu: poderiam essas emissões revelar a verdade sobre o tempo? [Imagem: NASA/DOE/Intl. LAT Team]

Relógio cósmico

Smolin espera que o levar o tempo a sério vai ajudar a desvendar o que aconteceu no cosmo primordial.

Até agora, é difícil distinguir as leis da natureza atuais das condições iniciais do universo - Em comparação, é fácil distinguir entre dois experimentos no laboratório porque estes testes podem ser repetidos com diferentes condições de partida. Os cosmólogos, entretanto, não podem reinicializar o universo.

Se ele puder lidar com as leis da física com a ajuda de um relógio cósmico fundamental, Smolin pode examinar a possibilidade de que essas leis possam ter sido diferentes no passado. A ideia de que as leis da física podem evoluir com o tempo só faz sentido num quadro em que o tempo é fundamental, afirma ele.

Para entender o porquê, imagine um jogo de futebol no qual as regras são programadas para mudar a cada minuto. Se o próprio relógio não for fundamental, mas também for governado por essas regras flutuantes, os pobres jogadores e árbitros estariam presos em um loop lógico infinito.

As idéias de Smolin podem ser pouco convencionais, mas outros cientistas admiram suas tentativas para salvar o tempo.

"Não fazer isso é negar os dados mais fundamentais que coletamos na vida diária - que estão na base da nossa capacidade de realizar experimentos e analisar teorias," diz George Ellis, um matemático da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Entretanto, Carlo Rovelli, um físico da Universidade de Marselha, na França, é de opinião contrária: "Nós não devemos forçar as teorias à nossa intuição: nós mudamos a intuição para entender as teorias."

Além da filosofia

Smolin tem consciência de que suas teorias devem ser mais do que filosoficamente agradáveis para que possam ser consideradas científicas.

Ele observa que os astrônomos já estão usando telescópios de raios gama e observatórios de raios cósmicos para investigar se as leis da relatividade especial ainda se mantêm sob energias extremas. Esses experimentos produziram resultados que restringem algumas teorias quânticas da gravidade.

"Embora eles não resolvam a questão de saber se o tempo é real," diz Smolin, "esses experimentos limitam as opções para teorizações sobre a natureza do tempo."

fonte: inovacaotecnologica.com.br

5 de maio de 2011

O Universo Auto-Consciente e a Filosofia do Idealismo Monista

"O universo é auto-consciente através de nós".
Amit Goswmi - PhD

Uma pequena biografia de Amit Goswami PhD: É um dos mais importantes físicos da atualidade e um dos poucos que penetrou fundo na espiritualidade humana. No seu livro "O Universo Auto-Consciente" - demonstra como a consciência cria o mundo material. Cientificamente, através da física quântica, ele prova que o universo é um conjunto superior - Deus_. Isto torna sólida a sua afirmação de que á a consciência que cria a matéria e não o contrário, como até hoje "crê" o Realismo Materialístico implantado na ciência por Isaac Newton e Rennè Descartes. Amit Goswami é professor titular de física quântica no Instituto de Física Teórica da Universidade do Oregon e autor de numerosos textos científicos.
Rose Marie Muraro - Editora Rosa dos Tempos.

Infinito: Atualmente, o físico Amit Goswami presta serviços no Instituto de Ciências Noéticas, fundado pelo astronauta e psicólogo Edgard Mitchell.

A Filosofia do "Idealismo Monista"

"Quanto mais eu observo o universo mais ele se parece a um grande pensamento do que a uma grande máquina".
Albert Einstein

A base do Idealismo Monista é a CONSCIÊNCIA e não a matéria. Reduzindo-se tudo à sua origem encontramos a CONSCIÊNCIA.

Ela é a realidade única e final da matéria, dos pensamentos, a noção do imanente e do transcendente, os arquétipos, idéias, do mundo manifesto, enfim, tudo é a consciência.

A filosofia do Idealismo Monista é unitária, as subdivisões são realizadas pela e na consciência. Na Grécia, o filósofo Platão deixou na sua "República" a proposta do Idealismo Monista, na atualidade, ela é defendida pelo físico teórico Amit Goswami Phd.

Na "República", Platão exemplifica a sua teoria usando a "Alegoria da Caverna", que se tornou célebre.

A Alegoria da Caverna - Platão

Dentro de uma caverna estão sentados seres humanos, hipnotizados pelo jogo de luzes e sombras projetado na parede da caverna. A hipnose é tão grande, que estes seres não se voltam e não conseguem tirar os seus olhos daquela projeção. Entretanto, é a luz que projeta aquele espetáculo de sombras, do universo que está lá fora.

Nós somos idênticos aos seres que estão nesta caverna, como eles, confundimos a realidade com as sombras-ilusões, que contemplamos embevecidos na parede da nossa caverna. Entretanto, a realidade genuína está às nossas costas na luz e nas formas arquetípicas que ela projeta como sobras.

Esta alegoria serve para demonstrar que os nossos "espetáculos de sombra" são as manifestações imanentes-irreais da nossa experiência humana de realidades arquetípicas, pertencentes a um mundo transcendente. A LUZ é a única realidade nesta alegoria, pois é tudo o que percebemos. - "No idealismo Monista, a CONSCIÊNCIA é como a luz na Caverna de Platão". Amit Goswami.

O Idealismo Monista nas literaturas idealistas das diversas culturas

Vedanta - Índia: NAMA são os arquétipos transcendentes e RUPA a sua forma imanente.
A Consciência Universal é Brahman, o ser fundamental e único. Brahman existe para além de Maya (ilusão).

"Todo este universo sobre o qual falamos e pesamos nada mais é do que Brahman. Nada mais existe".
Budismo: NIRMANAKAYA e SAMBHOGAKAYA são os reinos materiais e das idéias. DHARMAKAYA, acima destes reinos é a consciência única que os ilumina.

Na realidade, só existe o Dharmakaya! "Nirmanakaya é a aparência do corpo de Buda e as suas atividades inescrutáveis. O Dharmakaya de Buda está livre de qualquer percepção ou concepção de forma".

O Yin-Yang é um símbolo taoísta. O yang é a parte clara, símbolo masculino e o yin a parte escura, símbolo do feminino. O yang é o reino do transcendente e o yin o imanente. "Aquilo que permite ora as trevas, ora a luz, é o TAO", o Uno que transcende suas manifestações complementares.

A Kabbalah judaica - são duas as ordens de realidade: Sefiroth - transcendente, teogonia e a Alma de peruda imanente "o mundo da separação". O ZOHAR dia: "Se o homem contempla as coisas em meditação mística, tudo se revela com Uno".

Cristandade - Céu, transcendente e Terra, imanente. São originadas, estas palavras, do Idealismo Monista. O que está além do céu e da terra? O Rei, a Divindade. "Ela (a consciência fundamento do SER) está em nosso intelecto, alma e corpo, no céu, na terra, enquanto permanece em SI MESMA. Ela está simultaneamente em, à volta e acima do mundo supercelestial, um sol, uma estrela, fogo, água, espírito, orvalho, nuvem, pedra, rocha, tudo o que há". Dionísio - idealista cristão.

Há que se observar que em todas estas descrições a Consciência é tida como ÚNICA, mas chega até nós através das suas manifestações complementares, idéias e formas. Este é um importante e precioso componente da Filosofia Idealista.

Misticismo - Você pode pegar uma pedra, pode arrastar e se sentar em uma cadeira, observar as coisas ao seu redor e crer que são realidades materiais separadas de você e das outras pessoas. Você as considera REAIS, porque as experiências da forma como se fossem materiais e perfazendo toda uma realidade.

As experiências mentais são diferentes, não se parecem com as ditas reais e materiais, por esta razão, nós resolvemos que "mente" e "corpo" são separados, cada qual no seu domínio, nos tornamos, portanto, dualistas.Com o dualismo as explicações ficam dificultadas: como pode uma coisa imaterial, como a mente, interagir com outra material, como corpo material? Se interagirem uma com o outro, qual seria a troca de energias entre os dois? Pela lei da "conservação de energia" no universo material, a energia permanece constante e nada ainda nos provou que essa energia foi desviada para o domínio mental ou que dele foi retirada. E agora? Como estes dois domínios agem para fazerem as suas interações?

Os seguidores do idealismo sustentam a realidade primária da consciência e dão o justo valor às nossas experiências subjetivas, mas... não sugerem e nem afirmam que a consciência é a MENTE. Muita atenção: costumamos confundir "alhos com bugalhos" - A CONSCIÊNCIA NÃO É A MENTE! Mantenham esta explicação para sempre.

Então o que é a consciência?

Pego, nas minhas mãos uma bola que é um objeto material. E penso neste objeto como sendo uma bola. O objeto material-bola - e o mental - meu pensamento sobre o objeto bola - todos os dois se tornam objetos na consciência e nesta experiência existe um observador, um sujeito que está experimentando - pegar na bola e nela pensar.

De acordo com Idealismo Monista, a consciência do sujeito em uma experiência sujeito-objeto é a mesma que constitui o fundamento de todo o ser: só há um "sujeito-consciência" pois a consciência é UNITIVA e SOMOS essa consciência!

Os Upanishades, livros sagrados da Índia, afirmam - "Tu és ISSO" - e os hindus chamam à consciência, sujeito/ser do ATMAN.

No cristianismo, a consciência é o Cristo Interno, o Eu Superior ou o Espírito Santo. Para os cristãos quakre, ela é a LUZ interna. O que importa não são os seus nomes e sim a sua experiência transmutadora inefável, inestimável. O filósofo Aldous Huxley escreveu um livro "A Filosofia Perene", o testemunho dos grandes vultos da humanidade que vivenciaram o ser-consciência, todos eles falam a mesma linguagem e expressam a linguagem da consciência de forma semelhante, a Unidade na Diversidade dos vários personagens que dela forneceram os seus testemunhos.

As religiões

As religiões foram fundadas, com o fito de simplificarem para as massas os ensinamentos místicos dos que vivenciaram a Realidade Absoluta. Cada uma apresenta a sua senda, um caminho, mas a DESCOBERTA final só poderá ser feita por cada um dos peregrinos, ninguém, ninguém mesmo poderá faze-la por você, este é o SEU trabalho.

Infelizmente, todas as religiões se tornaram DUALISTAS. O dualismo das religiões monoteístas judaico-cristãs absorveu a psique ocidental se apoiando em uma hierarquia de intérpretes. Tal como separou Descartes - Mente e Corpo -, o dualismo - Deus/mundo, não parece resistir ao exame científico, explicita o físico teórico Amit Goswami.

O Idealismo Monista, compatível com a física quântica, fornece um novo paradigma que pode solucionar os paradoxos do misticismo (transcendência e pluralidade) e dar partida a uma ciência idealista e de fazer a revitalização das religiões.

Goswami aponta: os quatro aspectos da consciência

1. Percepção: campo da mente, trabalho global.
2. Os objetos da consciência: pensamentos e sentimentos passageiros
3. O sujeito/observador/experienciador e testemunha - o self consciente
4. Consciência, fundamento de todo o SER.

Não podemos identificar a consciência com as nossas percepções motoras, sensações e impressões sensoriais. Você se identifica com os seus dedos, no ato de escrever ou com os seus pés no ato de andar? Nada disto e nem um dos chamados "concomitantes" externos da nossa experiência consciente podem ser confundidos com os elementos fundamentais da nossa consciência. No âmago da nossa mente, os pensamentos, sentimentos e opções se encarados assim, nos jogariam dentro do conceito errôneo de Descartes - penso logo existo - quando o correto é - "escolho, logo existo" - Ulrich Neisser adverte e prova o que diz através da física quântica. Escolher é uma função primordial da consciência. "A psicologia não está pronta para enfrentar a consciência" - Amit Goswami retruca - "por sorte, a física está".

Fontes:
O Universo Autoconsciente - Amit Goswami, Phd - Ed. Rosa dos Ventos.
A Filosofia Perene - Aldous Huxley.
jornalinfinito.com.br

3 de maio de 2011

Para refletir...

"A vida é assim
Esquenta e esfria
Aperta e daí afrouxa
Sossega e depois
desinquieta
O que ela quer da gente é coragem"

Guimarães Rosa