28 de dezembro de 2009

Os Três Mendigos

Ainda na onda do filme Anticristo de Lars Von Trier, vale a pena viajar um pouco sobre o significado dos três mendigos: Sofrimento, Dor e Desespero que, quando reunidos, trazem a morte. Figura aqui mais uma antitese simbólica do cristianismo. Enquanto os três(?) Reis Magos da bíblia se reúnem para presenciar o nascimento do cristo, os três mendigos do filme se reúnem para presenciar a morte. Enquanto os reis da bíblia celebram o divino, os mendigos da natureza contemplam a morte.

Expulsos do Paraíso
Reza a lenda que Deus criou o universo, a terra, a natureza e o homem. Logo no primeiro capítulo do primeiro livro da bíblia, a criação é narrada em linguagem épica. E já nesse mesmo primeiro capítulo se vê claramente que a religião judaico-cristã (daqui em diante chamada apenas de Religião) coloca o homem acima da natureza, em uma posição de destaque. O homem não faz parte da natureza, essa existe com a finalidade de servir aos propósitos do homem. O homem é especial, meio-divino, pois além de ter sido feito à imagem e semelhança do próprio Deus, recebeu de Sua boca o sopro da vida, o pneuma, que é o espírito divino.
Alocado no Jardim do Éden, o homem desfrutava de sua superioridade tendo tudo a seu serviço. Não havia sofrimento, dor, angústia ou morte. Era a existência ideal. Os animais e toda a natureza lhe era submissa.
Contudo, coube ao homem desobedecer a instrução divina e comer do fruto proibido e, por isso, ser expulso do paraíso. Como consequência da expulsão, a existência passou a ser acompanhada de sofrimento, dor, angústia e morte.

Dogmas
Assim, a Religião cria um de seus preceitos mais importantes e que serve de fundamento para toda a sua concepção Moral: O de que toda a dor, sofrimento e desespero que há no mundo não são simplesmente fatos naturais, mas sim consequência da influência maligna sobre o homem. Se o homem sofre, se o homem sente dor, se padece de doenças e angústia e se, por fim, o homem morre, não é porque essas são simplesmente as condições inexoráveis da existência, e sim porque o mal habita entre nós – por meio do pecado.
Em última instância, o homem é um pobre coitado, incapaz de agir por sua própria razão ou vontade. Se faz o mal, é porque o diabo o tentou e o dominou, se faz o bem é porque foi inspirado por Deus. É isso que a Religião prega.
Veja como o círculo se fecha: Para a Religião o homem não é integrante da natureza, é um ser superior cuja existência é dotada de um significado divino. O homem é o tal, imagem e semelhança de Deus feito para viver eternamente e, assim sendo, não deveria estar sujeito a nada que cause sofrimento à existência, muito menos deveria estar sujeito ao fim da existência.

Os três mendigosNão há indícios históricos ou geográficos de que tenha havido em algum momento o Jardim do Éden, e tudo o que leva os religiosos a acreditarem nas descrições bíblicas de uma existência livre de sofrimento é a fé. Contudo, a memória de todos os povos que já passaram pela terra relatam a existência do sofrimento como uma realidade pungente.

O fato é que somos invariavelmente submetidos às consequências de uma existência frágil e passageira, e essas consequências englobam a dor, o sofrimento, o desespero e finalmente a morte. Enquanto a Religião exclama “O maligno reina no mundo!” e, dessa forma, afirma que o sofrimento e a morte são consequências do pecado – criando consequentemente uma aversão moral a esses fatos - a razão diz “O caos reina no mundo!” e afirma que o sofrimento e a morte são consequências naturais da vida.
Fonte: http://quartapessoa.blogspot.com/

23 de dezembro de 2009

Fenômenos Paranormais: Pregonição

NARRATIVAS DE PRECOGNIÇÃO provavelmente estão presentes em todos os povos, em todas as épocas. O conhecimento direto do futuro é o mais intrigante dentre os fenômenos paranormais.
As pesquisas quantitativas mais sistemáticas sobre precognição se iniciaram na Universidade de Duke, Carolina do Norte, coordenadas pelo dr. Joseph Banks Rhine (1895-1980), na década de 1930. A experiência usava o baralho Zener, inventado pelo dr. Karl Zener (1903-1963). Trata-se de um baralho composto por 25 cartas, com 5 cartas de cada símbolo: círculo, ondas, cruz, quadrado e estrela. Era o baralho padrão, também conhecido como baralho ESP, usado anteriormente em Duke para testes de clarividência e telepatia.
O primeiro dos experimentos coordenados por Rhine consistia em que os sujeitos tentassem adivinhar a ordem das cartas do baralho Zener que seriam embaralhadas e cortadas no futuro, dias após o prognóstico. Foram mais de 4.500 exames do baralho. Estatisticamente, os resultados foram de grande significação. A probabilidade foi de 400.000 contra 1. No entanto, uma crítica foi feita. Como o embaralhamento era manual, o acerto poderia ser devido a outros fatores que não a precognição. Por exemplo, a pessoa que embaralhava poderia, por telepatia (ou clarividência), conhecer o resultado previsto e, ao embaralhar, inconscientemente podia dispor as cartas de acordo com a previsão feita. O experimento deveria ser aperfeiçoado.
Novos experimentos foram feitos, agora com embaralhamento mecânico, realizado por uma máquina. Os resultados estatísticos permaneceram significativos. Uma nova crítica surgiu: poderia a mente do sujeito influir na máquina de embaralhamento, dispondo assim o baralho de acordo com a previsão? É a hipótese de que os acertos não ocorreriam por precognição, e sim devido a um fenômeno parafísico. Note-se que estamos descrevendo a tentativa de comprovação científica do conhecimento do futuro. Portanto, a exclusão de outras explicações deve ser feita de maneira exaustiva.

OS PESQUISADORES COORDENADOS POR RHINE partiram para um novo experimento. O embaralhamento continuou a ser automático, mas era necessário evitar qualquer interferência do fator humano, inclusive com relação a uma possível influencia parafísica sobre a maquina. Então, se fazia assim: o sujeito predizia a ordem das cartas
; algum tempo depois, a máquina embaralhava e, depois disso, se faziam cortes no baralho de acordo com números de temperatura máxima registradas em diversos locais, no futuro. O que ocorreu com os resultados? Continuaram sendo estatisticamente significativos.
Um caso sugestivo de sonho precognitivo ocorreu espontaneamente nas experiências de sonhos telepáticos realizadas durante dez anos, coordenadas pelos doutores Montague Ullman, Stanley Krippner e associados, no laboratório do Centro Médico Maimonides, em Nova York. A experiência-padrão consistia em que um sujeito (transmissor) tentava transmitir algum tipo de imagem para outro sujeito (receptor), que estava dormindo em outro aposento. O receptor era acordado quando entrava em sono REM (rapid eye movement, movimento rápido dos olhos) e solicitado a narrar o que estava sonhando.
O experimento se iniciava com o sujeito sendo levado para uma sala à prova de som. Um dos membros da equipe escolhia ao acaso um envelope opaco, fechado. Esse envelope continha uma foto artística ou um cartão-postal. Um experimentador levava o envelope para uma sala distante, abria-o e estudava a figura. Os sujeitos adormecidos tentavam incorporar essas imagens aos seus sonhos sem que a vissem. Depois que o estudo terminava, juízes externos comparavam os relatos dos sonhos registrados com a coleção de figuras. Em média, em duas de cada três vezes os estudos obtiveram resultados estatísticos significativos. O estudo era sobre telepatia, mas em 1965 um receptor sonhou que observava um colega que estava olhando para a primeira página do jornal Dally News, vendo a foto de um edifício que ruiu. Na realidade, o transmissor estava tentando transmitir outra imagem, de modo que aparentemente houve fracasso nesse experimento. No entanto, duas semanas depois o Broadway Central Hotel desmoronou e a foto do desastre apareceu na primeira página do referido jornal.

As PESQUISAS DE VISÃO REMOTA FORAM INICIADAS EM 1973, no Stanford Research Institute (SRI), coordenadas pelos doutores Russell Targ e Harold Puthoff. No experimento clássico, um sujeito ficava trancado dentro de uma sala tentando “adivinhar” o local para onde o experimentador tinha se deslocado, segundo uma escolha aleatória. A maioria desses experimentos era simulcognitivos (relacionados ao tempo presente), mas alguns se relacionavam a precognição.
Nos testes de precognição realizados no SRI, solicitava-se ao sujeito que descrevesse o lugar onde o experimentador estaria no futuro, antes que esse alvo (o lugar) fosse escolhido aleatoriamente. Experimentador e sujeito não tiveram contato até o final do experimento. Os resultados foram significativos.
Num dos testes, com uma senhora chamada Hella Hammid, o lugar para o qual o experimentador se dirigiu estava situado a cerca de dez quilômetros do laboratório. Tratava-se de um balanço de metal preto e de forma triangular, num parque para crianças. Antes do alvo ser escolhido – portanto, antes do experimentador se dirigir ao local, pois ainda nem sabia a que local deveria se dirigir – Hella iniciou o teste. Ela repetiu diversas vezes que o foco principal de atenção no lugar era “um triângulo negro no qual Hal (o experimentador que, no futuro, iria para o local) de certo modo entrava ou encostava”. O triângulo era “maior que um homem” e ela ouvia um “rangido esganiçado ‘scuic, scuic’, soando regularmente de segundo em segundo”. A correspondência entre a descrição e o alvo é impressionantemente grande: o balanço rangia. Parece que Hella, além de “ver” o local, pôde ouvir o futuro.
Em 1997, o dr. Dean Radin realizou experimentos de “precognição fisiológica”, na Universidade de Nevada. O sujeito ficava diante da tela de um computador na qual surgiam aleatoriamente imagens coloridas. Eram 12º fotografias, sendo que metade delas eram relaxantes (rosto descontraído, paisagens calmas, etc.), e a outra metade era composta de imagens tensas (corpo mutilado, cena pornográfica, etc.). Com o uso de eletrodos, o sujeito era monitorado para mensuração de taxa de atividade cardíaca, volume de sangue na ponta do dedo e atividade elétrica da pele.
Os resultados demonstraram, de maneira estatisticamente significativa, que o organismo reagia à imagem antes dela surgir na tela do computador. Um dado importante dessa pesquisa é que os sujeitos não percebiam as alterações fisiológicas em seu corpo nem qualquer outro tipo de mudança. Isso é um dado favorável à explicação de que a precognição se deu inconscientemente; não houve passagem da informação precognitiva para a consciência. A indicação é de que a precognição ocorre com mais freqüência do que podemos notar; a informação nem sempre emerge para a consciência.

O EXPERIMENTO MAIS RECENTE DE PRECOGNIÇÃO foi criado e realizado pelo psicólogo social Daryl J. Bem, da Universidade de Cornell. Foi apresentado na Convenção Anual da Parapsychological Association, realizada no Canadá, em agosto de 2003. O autor parte da idéia de que a precognição deve se comportar de acordo com alguns mecanismos conhecidos em pesquisas psicológicas.
É conhecido na psicologia o “efeito de mera exposição”, que consiste em que humanos e animais, quando expostos freqüentemente a um estímulo, tendem a se habituar a ele; torna-se familiar.
O experimento de Bem é de explicação complexa, embora de simples realização. Chama-se “habituação precognitiva”. O sujeito fica em frente à tela do computador, que expõe duas imagens selecionadas aleatoriamente de um banco de dados no qual existem muitas outras imagens. Destas duas imagens, o sujeito deve escolher uma. Depois, ou seja, no futuro, o computador escolhe aleatoriamente uma das duas imagens que apareceram na tela; essa imagem escolhida pelo computador é apresentada de modo subliminar por quatro vezes ao sujeito. Considera-se acerto quando a imagem escolhida pelo sujeito é a mesma que foi escolhida pelo computador, no futuro. Os resultados foram estatisticamente significativos. É um experimento muito promissor, que pode ter um índice de replicação inédito dentre os experimentos de precognição. Temos que aguardar mais um pouco para que se possa obter novos resultados de experimentos independentes de acomodação precognitiva.O pesquisador Bem justifica o uso da exposição subliminar em razão de que os estudos do Efeito de Mera Exposição – estudos realizados no campo da psicologia, por exemplo, no tratamento de fobias – terem demonstrado que o efeito é potencializado quando a exposição ao estímulo é feita subliminarmente. Desde a década de 1970, os experimentos psi tentam criar condições semelhantes àquelas em que psi ocorre espontaneamente – ou seja, sonhos, condição Ganzfeld, estados alterados de consciência, etc. Enfim, de modo inconsciente. Então, me parece que o fato da exposição ser de modo subliminar é para tornar a informação (estímulo) mais eficaz por meio da não-consciência (inconsciente). As evidências parecem indicar que psi inicialmente se dá por processos não-conscientes (inconscientes), e de vez em quando, espontaneamente, as informações psi surgem à consciência.
Os milhares de casos espontâneos sugestivos de precognição já eram suficientes para nos deixar com “a pulga atrás da orelha” sobre a possibilidade de se conhecer antecipada e diretamente o futuro. Experimentos de laboratório como os citados, realizados com rigor científico e utilizando metodologia científica, trouxeram os dados que eram necessários para que fosse possível afirmar que existem várias evidências científicas da existência da precognição. Embora o contexto não favoreça, essa capacidade humana se mostrou presente até na situação artificial da pesquisa de laboratório.
Esse texto se encerra com as palavras da dra. Louisa E. Rhine: “[...] Podemos dizer que as duas orientações de provas, espontânea e experimental, se entrelaçam e se sustentam mutuamente”.

Notas: (Extraído da revista Sexto Sentido 52, páginas 14-19)

14 de dezembro de 2009

Fenômenos Paranormais: Telecinese, Hiperestesia e Telepatia

O que se sabe a respeito do homem é extremamente pouco se comparado com o que se sabe sobre o mundo que nos cerca. No que se refere à mente, central elétrica da qual depende todo o resto do corpo, muito pouco tem-se descoberto. Há muitos séculos o homem tenta desvendar os mistérios que existem entre seus semelhantes, muitas são as lacunas a serem preenchidas para que enfim se tenha absoluto domínio da máquina humana.
A mitologia greco-romana está cheia de fatos sobrenaturais. Fatos estes presentes também na Idade Média. Fenômenos de feitiçaria eram comuns da época, as civilizações primitivas viviam temerosas com o sobrenatural. O homem moderno tem ouvido falar de castelos e casas assombradas, de facas e mesas que se movem e transmitem mensagens, de pessoas simples que falam línguas que nunca aprenderam, de objetos que parecem surgir do nada. O mistério existente nesses fenômenos sempre esteve entre nós, mas só a algum tempo despertamos nossa curiosidade para a descoberta de seu significado.
A pseudociência (já que não pode ser chamada de ciência por não preencher os modernos critérios de cientificidade) que tem por objetivo a comprovação e a análise dos fenômenos paranormais, à primeira vista inexplicáveis, que apresentam porém, a possibilidade de serem resultados das faculdades humanas é chamada de parapsicologia.
Dar uma definição precisa ao termo paranormal é algo um tanto quanto delicado, mas em um sentido geral, a palavra é usada para os ditos fenômenos que parecem transcender as leis naturais e que estão fora dos limites da experiência normal. Tudo o que não é explicável pelos conhecimentos científicos existentes é considerado paranormal.
O que define a paranormalidade de certos fenômenos é o fato de os cientistas não poderem referendar sua existência ou ocorrência com uma explicação ou teoria considerada plausível. Por exemplo, os fenômenos parapsicológicos tais como a telepatia, telecinese, clarividência e a precognição são exemplos típicos do paranormal, pois, em certos casos, não podem ser aprovados e explicados pela ciência atual.
A verdadeira parapsicologia não atribui fenômenos aos espíritos dos mortos, pelo contrário, refuta totalmente a comunicação dos mortos, acredita que existam fenômenos tais como telepatia, hiperestesia direta e indireta, xenoglossia, telecinesia, dentre outros, e os estuda e explica como sendo causados não por espíritos, demônios ou coisas do tipo, e sim causados pelo nosso próprio inconsciente.
Um dos grandes problemas relacionados à parapsicologia é o charlatanismo, ato inescrupuloso que atrapalha demasiadamente o estudo da mesma, pois se há algum caso de paranormalidade os estudiosos prontamente se voltam ao acontecido para investigar a veracidade dos fatos. Perde-se muito tempo na tentativa de desvendar um fenômeno, quando é comprovada a farsa a decepção é grande já que o tempo dispensado poderia ter sido utilizado na comprovação de outros estudos.
A ciência também é considerada um impecílio para a parapsicologia, pois é ela que contradiz todas as “provas” que a parapsicologia apresenta. Com tantos charlatães, a credibilidade dos supostos fenômenos paranormais fica abalada e torna-se inevitável a contestação por parte da ciência e até mesmo dos mais céticos. Segundo Carl Sagan, em O Mundo Assombrado Pelos Demônios, “a ciência está longe de ser um instrumento perfeito de conhecimento. É apenas o melhor que temos. A ciência, por si mesma, não pode defender linhas de ação humana, mas certamente pode iluminar as possíveis conseqüências de linhas alternativas de ação.”
“O modo científico de pensar é ao mesmo tempo imaginativo e disciplinado. Isso é fundamental para o seu sucesso. A ciência nos convida a acolher os fatos, mesmo quando eles não se ajustam às nossas preconcepções. Aconselha-nos a guardar hipóteses alternativas em nossas mentes, para ver qual se adapta melhor à realidade. Impõe-nos um equilíbrio delicado entre uma abertura sem barreiras para idéias novas, por mais heréticas que sejam, e o exame cético mais rigoroso de tudo: das novas idéias e do conhecimento estabelecido.”
Em um extremo está o cético dogmático que se recusa a aceitar sequer a possibilidade de que as forças paranormais possam existir sem considerar de fato qualquer evidência. No outro, esta o tipo de pessoa que aceita qualquer noção paranormal com base na mais frágil prova.

Telecinesia
A telecinesia é um fenômeno que, supostamente, consiste em utilizar a força motora não visível, dita telergia, para mover objetos “à distância”, isto é, sem contato normal. O primeiro dotado em telecinesia que foi estudado cientificamente foi Angélique Cottin, moça de 14 anos que começou com telecinesias no dia 15 de janeiro de 1846. Na casa onde vivia Angélique, uma mesa próxima a ela começou a se agitar sem causa aparente, um pesado cortiço e os mais variados objetos realizavam os movimentos mais inverossímeis. O Dr. Tanchou, depois de estudar o fenômeno, declarou autênticas as telecinesias, sem poder apresentar, contudo explicação alguma. A academia de ciências de Paris declarou nula as autenticações pois não tinha realizado diante deles nenhuma telecinesia.
Segundo os estudos feitos, a força que movimenta os objetos é material, física, com peso, massa e estrutura. Em maior ou menor grau, mais ou menos denso, mais ou menos perceptível; mas sempre material. A telecinesia realiza-se sempre nas proximidades do dotado, a distância dificilmente supera os dez metros e este fato é raro, sempre efeitos em proporção com a quantidade e a natureza dos obstáculos impostos entre o dotado e o objeto.
O mais freqüente seria que a força motora utilizada não seja visível (telergia), mas sim ectoplas
mática (substância visível considerada capaz de produzir materialização do espírito) . Mas quando invisível, pode se descobrir sua presença graças as suas qualidades materiais, feixes de raios infravermelhos seriam absorvidos ou desviados pela telergia.
Em uma de suas experiências o Dr. Osty Price construiu um aparelho ao qual chamou telecinescópio, um contato elétrico para fazer soar uma campainha, encerrado dentro de um recipiente fechado, salvo na direção da possível influência telégica do dotado. Dentro deste recipiente havia outros dispositivos especiais para descobrir se a força física entrava no interior a campainha soava insistentemente no transcurso de algumas experiências e outros dispositivos detectavam que algo físico tinha penetrado no aparelho.
O famoso Uri Gueller, homem supostamente dotado de poderes paranormais, com certeza continuaria a ser visto e admirado por todo o mundo se não fosse a descrença de alguns estudiosos céticos, que decidiram investigar mais de perto os poderes de telepatia e telecinesia. Eles afirmam, então, após uma série de testes, que Gueller era um grande charlatão. Um desses céticos, o ilusionista norte-americano, mu
ndialmente reconhecido, James Randi, demonstrou a facilidade como se pode ludibriar pesquisadores honestos e poucos desconfiados.
Concluindo, podemos dizer que a telecinesia é o nome que se é dado a telergia quando esta movimentaria objetos sendo que a ciência rebate essas hipóteses pois não há comprovação física.

Hiperestesia
Analisando a origem da palavra temos: “estesia”, derivado de “estese”, uma palavra de origem grega (aisthesis), que significa sensibilidade, sensação. Hiper vem do grego (hypér), que significa, super, posição superior, além.
Esta palavra é usada para nomear a super sensibilidade de nossos sentidos; audição, olfato, visão, etc. Falamos de uma sensibilidade extra paranormal. Alguns animais por si só desenvolvem hipersensibilidades que nos chamam muito a atenção, como por exemplo a audição de um cão que é capaz de captar os ultra-sons, ruídos inaudíveis para os seres humanos.
A Hiperestesia está dividida em direta, que seria quando ocorre o desenvolvimento da hipers
ensibilidade e onde temos uma certa consciências do que nossos sentidos captam (seriam os casos dos sensitivos e médiuns) e hiperestesia indireta, onde nós todos recebemos informações porém não temos consciência, elas ficariam registradas somente no inconsciente.
Segundo a Parapsicologia todos nós pensamos e emitimos ondas psíquicas destes pensamentos. Estas ondas tem um alcance médio de 10 a 30 metros, e bombardeiam a todos que estão dentro deste raio de alcance. Na verdade todas as pessoas seriam capazes de captar ondas de pensamento só que normalmente não temos consciência delas.
Membros da ciência já criaram vários grupos de estudo para tentar desmascarar esses tipos de fenômenos, investigando cuidadosamente sobre pensamento crítico, fazendo uso da racionalidade. Um dos mais importantes é o internacional e famoso CSICOP (comitê para investigação científica das alegações de paranormalidade), fundado por Paul Kurtz e Carl Sagan.
Outro grupo de céticos afirma que já testou várias pessoas que dizem ter habilidades psíquicas, descobriram ao testar os poderes dos paranormais que eles nunca tinham testados seus poderes antes sob condição controladas, e aqueles que não ofereciam justificativas absurdas para seu insucesso pareciam genu
inamente desconcertados por fracassarem. Muitas vezes os paranormais não são farsantes, acreditam que realmente em seus poderes, mas nunca os testam de uma forma válida, na presença de cientistas ou em laboratórios. James Randi, um dos céticos, ofereceu U$ 1.000.000 para qualquer pessoa que conseguisse demonstrar poderes psíquicos, diga-se de passagem, ninguém até hoje conseguiu vencer este desafio.
Pelo lado da ciência, se existissem nos homens os fenômenos alegados, estes paranormais seriam procuradíssimos para ocupar empregos muito bem pagos em bancos, no ramo dos negócios e no governo. Já que os paranormais são essas pessoas tão altruístas, que abrem mão do seu tempo para ajudar os outros a falar com os mortos ou descobrir o que fazer em outras vidas, estariam ganhando loterias por toda parte e doando parte de seus ganhos para ajudar os necessitados. Não precisaríamos de julgamento de acusados: os paranormais poderiam nos dizer quem é culpado e quem não é. Naturalmente, o xis da questão é o se. Se os poderes psíquicos existissem, o mundo seria muito diferente.


Telepatia

Outro fenômeno que a parapsicologia estuda é a telepatia, que significa “sofrimento à
distância”. Myers comprovou que era por ocasião de acontecimentos tristes que, com mais freqüência, aconteciam fenômenos de aparência paranormal. Mas logo a palavra telepatia adotou um sentido mais geral, de “sensação à distância” ou “percepção à distância”.
A telepatia é definida como a “percepção paranormal do conteúdo de um ato psíquico”. A transmissão do pensamento ou adivinhação do pensamento é só um aspecto da telepatia, não abrangendo todos os tipos da mesma.
A parapsicologia explica que “adivinhar” (por telepatia ou HIP - hiperestesia indireta do pensamento) as idéias excitadas no inconsciente de outra pessoa é mais fácil e freqüente do que “adivinhar” as idéias conscientes. A captação por parte do percipiente (pessoa que capta) poderia ser paranormal, embora freqüentemente seja só hiperestesia indireta do pensamento.
Segundo estudiosos da parapsicologia, a nebulosidade, sensação de indefinição experimentada pela receptora, é característica freqüente, especialmente na recepção em estado de vigília (acordado, desperto). É o inconsciente que capta a mensagem e não é fácil em pessoas normais que esta percepção inconsciente “suba” até o consciente. Por isso a necessidade, em muitos casos, de alguns dos sistemas de manifestação, meios de canalizar e tornar mais clara a idéia: escrita automática (psicografia), pêndulo (radiestesia), mesa giratória, bola de cristal, etc.
Em sonhos, porém, e em outros estados nos quais está mais “aberta” a porta do inconsciente, como no transe, hipnose, histeria, delírio, etc., supõe-se alcançar uma claridade quase fotográfica na alucinação correspondente à percepção da mensagem telepática.
Cientificamente falando, se a telepatia fosse radiação física deveria ser gerada por uma matéria transmissora. Ora, a telepatia pode alcançar enormes distâncias e até agora não se encontrou um transmissor capaz disso nem no corpo nem no cérebro humano. Do mesmo modo deveria existir um receptor correspondente.
Os físicos possuem instrumentos sensíbilíssimos e nunca captaram radiações telepáticas. Admitir uma teoria física da telepatia seria admitir entre emissor e receptor uma cadeia de causas e efeitos físicos perceptíveis. A realidade mostra que o espaço em nada influi na telepatia.
O famoso físico Oliver Lodge (mais tarde Sr Oliver Lodge) testou duas jovens que alegavam ser capazes de ler a mente uma da outra. Ele achou a demonstração que elas ofereceram convincente e citou-as em seu livro The Survival of Man (A sobrevivência do Homem), publicado em 1909. No entanto, como as moças davam-se as mãos enquanto “transmitiam” telepaticamente as imagens lidas nas cartas, não se podia eliminar a possibilidade de que utilizassem um código previamente combinado. A suspeita é reforçada pelas estatísticas de Lodge, que demonstram que, quando as jovens não se tocavam, os resultados caíam a níveis normais de probalidade.
Pesquisas mais recentes têm conseguido registrar a “sintonia” entre duas mentes, mas os cientistas ainda não são capazes de dizer como a telepatia funciona e se realmente existe como afirmam os parapsicólogos.
Fonte: www.adorofisica.com.br

11 de dezembro de 2009

O Caminho do Meio

“Todas as coisas já foram ditas.
Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar”.
(André Gide)

Equilíbrio. Talvez esta seja a palavra mais adequada para nortear a vida de qualquer pessoa, muito especialmente a dos empreendedores.
Quando cuidamos de nossos negócios (ou do negócio dos outros, com atitude empreendedora) costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, nossa família, nossa vida social e cultural.
Os dias tornam-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço torna-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Dificilmente lembramo-nos dos aspectos positivos, do que aconteceu de bom naquele dia. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.
Os finais de semana são comemorados no escritório ou em casa, porém regados a “trabalho atrasado”. Sentimo-nos quase reféns de uma espiral interminável, mas sempre com a impressão de que ela está por findar-se. “Em 3 meses poderei tirar férias”. “Estou concluindo esta etapa de crescimento da empresa em uns 6 meses e então poderei trabalhar menos”. Você já disse frases similares a alguém (ou a si mesmo) recentemente?
Enquanto isso, a vida vai passando. Seus filhos crescem e você deixa de participar de suas apresentações na escola, no clube, da perda de seu primeiro dente. Seus relacionamentos pessoais desgastam-se, namoros perdem o encanto e casamentos são rompidos. A dieta saudável e as atividades físicas ficam relegadas a um segundo ou terceiro plano.
Sempre que escrevo algo o faço na esperança de que o leitor tire proveito de uma única frase que seja. Se isto ocorrer, terei cumprido meu objetivo.
De todos os contatos que tive com profissionais variados, impressionou-me observar como a maioria dá-se conta de aspectos como os mencionados anteriormente apenas após 45, 50 anos ou mais. Nesta fase da vida, realizaram-se profissionalmente, mas uma lacuna em suas vidas pessoais deixou flancos que infelizmente não podem mais ser preenchidos pois ficaram no passado. Sob este prisma, são ricos materialmente, mas estão pobres.

Família e Amigos
A coisa mais importante da vida é saber o que é importante. E apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas mais fundamentais são a família e os amigos.
O dinheiro pode trazer conforto, mas não constrói uma boa família. A melhor herança que podemos dar a nossos filhos e companheiros são alguns minutos diários de nosso tempo. É impressionante como não conseguimos nos aperceber disso. Eles precisam de nossa presença mais do que de nossos presentes. Diz um provérbio latino “Bendito aquele que consegue dar a seus filhos asas e raízes”. Nossa postura profissional pode estimulá-los a criar asas, vislumbrando sonhos e um futuro brilhante. Mas apenas a convivência será capaz de criar as raízes dos valores e da cultura que embasarão adequadamente estas visões.
Por isso, não leve os negócios para casa. Aprenda a separar sua vida profissional de todas as suas outras vidas. Mantenha-se num equilíbrio saudável. Acenda e apague as luzes. Pessoas e lâmpadas têm uma durabilidade maior com esta prática. E tire férias com regularidade, sem confundir um final de semana emendado com férias de verdade. Leve junto sua família e, o mais importante, leve junto você.
Quanto aos amigos, não se consegue construir um relacionamento por telefone ou e-mail. Sempre existirá a necessidade de se fazer as coisas “cara a cara” pois as pessoas acreditam em quem elas vêem regularmente. Por isso, mantenha contato com seus amigos. Não deixe que as relações se percam. Como disse Dave King, um bom amigo é como um bom cachorro – com ambos é preciso dar uma volta e exercitar-se regularmente. E citando Fred Kushner, “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.

Saúde e Carreira
Saúde é o preceito básico para todas as suas demais atividades. Se você não tomar conta de seu corpo, onde vai viver? A saúde é como a liberdade: seu verdadeiro valor só é dado quando as perdemos. Você pode optar por passar metade de sua vida arruinando sua saúde desde que esteja disposto a transcorrer a outra metade tentando restabelecê-la. Por isso, cuide-se. Durma o número de horas que seu organismo exige para recuperar-se, respeitando seu biorritmo. Pratique esportes com regularidade. Pode ser uma caminhada diária, um futebol com os amigos duas vezes por semana, uma visita ao clube com seus filhos e amigos no final de semana. E sorria. Cultive o bom humor mesmo diante das adversidades. Sua visão, outrora turva, tornar-se-á espantosamente lúcida. Existe um velho ditado entre os pilotos: “O principal é fazer o avião voar”.E para tanto, não basta conhecer de navegação: é necessário ter um bom equipamento.
Já sua carreira não é construída apenas pelo seu dia-a-dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Invista em sua formação. Faça cursos de aprimoramento em outras áreas nas quais você não cultiva grande habilidade. Leia cadernos de economia, política e negócios, mas não se esqueça de ler gibis também. Parafraseando Augusto, “Apressa-te devagar”: se o deadline chegou, mude-o, pois a maioria dos prazos são artificiais e flexíveis.
Trabalhe com paixão e com entusiasmo. Com amor e com empolgação. Mas lembre-se: o trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.

O Resto da Coisa
A verdade está no caminho do meio, disse Sócrates. Por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade. Fumar dois maços de cigarros diariamente com certeza custar-lhe-á um enfisema, mas um bom charuto com os amigos será muito prazeroso. Beber em demasia poderá causar-lhe desde um acidente de trânsito até uma cirrose, mas uma taça de vinho no jantar contribuirá positivamente com sua saúde. Todos os excessos, até mesmo o amor obsessivo, o sexo compulsivo, acabam sendo tratados, em última instância, como assunto de cunho médico...
Os dois únicos fatos verdadeiros na vida são que você nasce um dia e vai morrer em algum outro dia. O que acontece entre essas duas datas depende de seu modo de vida. Por isso, tente apreciar as coisas simples. Aprenda a dizer NÃO. Lembre-se de que pequenas coisas só afetam mentes pequenas e que somente quem pensa grande também erra e acerta grande. Reconheça sempre o que já conseguiu, deixando de mirar no que você não tem: a inveja destrói a felicidade e a gratidão a assegura. Aceite o perfeccionismo não como uma virtude, mas como um excesso, pois mesmo as pastagens mais verdes têm partes queimadas, ou seja, nada é perfeito. Você não será nada se quiser ser tudo.
Faça uma lista “secreta” das coisas que você quer fazer. Guarde-a em sua carteira e leia-a de tempos em tempos. Não se esqueça dos pequenos prazeres – um pôr-do-sol, uma caminhada na praia, uma cerveja gelada, um beijo atrás da orelha.
E viaje leve através da vida, e não carregado como uma tartaruga. Siga as batidas do seu coração.
por Tom Coelho

4 de dezembro de 2009

Coisas da Vida

Aprendi que não importa o quanto eu me importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.
Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-me de vez em quando. Mas eu preciso perdoá-la por isto.
Aprendi que falar pode aliviar minhas dores emocionais.
Aprendi que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.
Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.
Aprendi que eu posso fazer, em instantes, coisas das quais me arrependerei pelo resto da vida.
Aprendi que o que importa não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na vida.
Aprendi que os membros de minha família são os amigos que não me permitiram escolher.
Aprendi que não tenho que mudar de amigos, e, sim, compreender que os amigos mudam.
Aprendi que as pessoas com quem eu mais me importava na vida me foram tomadas muito depressa.
Aprendi que devo deixar sempre as pessoas que amo com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejo.
Aprendi que as circunstâncias e o ambiente têm influência sobre mim, mas eu sou responsável por mim mesmo.
Aprendi que não devo me comparar aos outros, mas com o melhor que posso fazer.
Aprendi que não importa até onde eu chegue, mas para onde estou indo.
Aprendi que não importa quão delicado e frágil seja algo, sempre existem dois lados.

Aprendi que vou levar muito tempo para eu me tornar a pessoa que quero ser.
Aprendi que eu posso ir mais longe depois de pensar que não posso mais.
Aprendi que ou eu controlo meus atos ou eles me controlarão.
Aprendi que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário, enfrentando as conseqüências.
Aprendi que ter paciência requer muita prática.
Aprendi que existem pessoas que me amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprendi que meu melhor amigo e eu podemos fazer muitas coisas, ou nada, e termos bons momentos juntos.
Aprendi que a pessoa que eu espero que me pise, quando eu estiver caído, é uma das poucas que me ajudarão a levantar.
Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha.
Aprendi que quando estou com raiva, tenho direito de estar com raiva. Mas isto não me dá o direito de ser cruel.
Aprendi que só porque alguém não me ama do jeito que eu quero não significa que esse alguém não me ame com tudo que pode.
Aprendi que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que eu tive, e o que aprendi com elas, do que com quantos aniversários já celebrei.
Aprendi que nunca devo dizer a uma criança que sonhos são bobagens, ou que estão fora de cogitação. Poucas coisas são mais humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse em mim.
Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, tenho que aprender a perdoar a mim mesmo.
Aprendi que não importa em quantos pedaços meu coração foi partido. O mundo não pára para que eu o conserte. Apenas aprendi...

As coisas que aprendi na vida!

2 de dezembro de 2009

A Ilusão do Sofrimento

Grande parte da dor do ser humano é desnecessária. É criada pela própria pessoa enquanto a mente inobservada controlar a sua vida.
A dor que o leitor gera agora é sempre uma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é. Ao nível do pensamento, a resistência é um certo tipo de juízo. Ao nível emocional, é um certo tipo de negativismo. A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente que, por sua vez, depende da força com que o leitor se identifica com a mente. Esta procura sempre negar e fugir do Agora. Por outras palavras, quanto mais o leitor se identificar com a mente, mais sofre.
Pratique primeiro, conforme lhe disse, com as pequenas coisas.
O alarme do carro, o ladrar do cão, os gritos das crianças, o engarrafamento. Em lugar de ter uma parede de resistência por dentro, que é atingida constante e dolorosamente por coisas que "não deviam estar a acontecer", deixe que tudo passe através de si. Alguém lhe diz algo rude ou com intenção de o magoar. Em vez de entrar numa reação inconsciente ou em negativismos, por exemplo com ataques, defesas ou recuos, deixe que passe imediatamente através de si. Não ofereça resistência.
É como se não existisse ninguém a quem magoar. Isso é perdão. Deste modo, o leitor torna-se invulnerável.
Ao nível do Ser, todo o sofrimento é reconhecido como uma ilusão. O sofrimento deve-se à identificação com a forma. Os milagres de cura acontecem através desta percepção, ao despertarem a consciência do Ser nos outros... se estiverem preparados para isso. A misericórdia é a consciência de um elo profundo entre o leitor e todas as criaturas.
Na próxima vez que disser "não tenho nada a ver com esta pessoa", lembre-se de que têm muito em comum: dentro de alguns anos (dois anos ou setenta anos, não faz grande diferença) tornar-se-ão os dois cadáveres em decomposição, depois pó e a seguir nada de nada.

excertos de "O Poder do Agora" de Eckhart Tolle.