18 de agosto de 2008

HQ & Caos

O mundo é caos!
Há algum tempo, os cientistas descobriram a entropia, um princípio universal que estaria levando o universo inexoravelmente ao caos. A entropia é a perda de energia, ou informação. O caos está à nossa volta. Uma xícara de café que esfria é um exemplo de como ela está até onde menos imaginamos.
Depois os cientistas descobriram os atratores estranhos, os fractais, o efeito borboleta. Tudo isso, mais a entropia, forma a Teoria do Caos...
Mas o que tudo isso tem a ver com os quadrinhos? Simples, os quadrinhos foram a principal mídia a se apropriar desse discurso caótico. Sem se dar conta, os roteiristas formaram um batalhão para divulgar a nova teoria e convencer todo mundo de que o caos nos rodeia. Nesse artigo, vamos conhecer algumas dessas histórias baseadas, de uma maneira ou de outra, nessa teoria.

O ARTISTA E OS FRACTAIS
O exemplo mais óbvio é o roteirista inglês Grant Morrison. Ele falou do assunto abertamente em suas HQs. Numa das histórias do Homem-Animal, a Terra vai ser invadida pelos Tanagharianos (lembram? Aquele pessoal de asas do planeta do Gavião Negro...). E, para executar o primeiro passo do plano adivinhem quem eles convocam? Um artista especializados em geometria fractal. Fractais são imagens de computador formadas a partir de fórmulas matemáticas. Elas formam imagens muito bonitas e o mais interessante é: se você ampliar uma parte do desenho, ele será muito semelhantes à imagem maior. Você pode passar a vida inteira ampliando um fractal e ele vai aparecer sempre com a mesma imagem auto-semelhante.
Lá pelo meio da história, o extraterrestre diz: “Talvez você esteja familiarizado com os conceitos da geometria fractal. Uma forma fractal é aquela que revela mais detalhes quando examinada de perto. Pode ser ampliada indefinidamente e ainda revela novas complexidades. Ocorreu-me que a vida em si pode ser entendida como tendo uma forma fractal! Noção interessante, não acha? Então fiz esta bomba!”.
A artefato ia bombardear todos os humanos com uma torrentes de lembranças caóticas do próprio artista.

O CAOS DO DIA A DIA
Em outra história de Grant Morrison, Asilo Arkham, que ficou famosa por causa da cena em que o Coringa passava a mão na bunda do Batman, também há referências à teoria.
Uma psicóloga explica a personalidade do Coringa usando a Teoria do Caos. Segundo ela, o vilão era, num dia, um palhaço inocente e, no outro, um assassino perigoso. Tudo isso, porque não conseguia lidar com o caos de informações que recebemos dia após dia, instante após instante. Ao contrário de nós, ele não selecionava as informações que chegam e, para lidar com isso, tinha diversas personalidades. Em outra seqüência, o Chapeleiro Louco é visto numa sala de espelhos em que sua imagem se repete ao infinito.

QUEM VIGIA AS BORBOLETAS
Mas a obra definitiva sobre o caos publicada em quadrinhos é Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Watchmen mostra um mundo modificado pelo surgimento dos super-heróis. Alan Moore baseou-se no princípio do efeito borboleta, segundo o qual pequenas modificações podem provocar grandes mudanças.
Na trama, há vários efeitos borboleta, ou seja, inúmeros pequenos eventos que acabam provocando grandes mudanças. Começa com algo que parece simples: o assassinato de um diplomata. Quando se descobre que a vítima era o herói Comediante, Rorschach inicia uma investigação a respeito de um matador de mascarados. As conseqüências dessa investigação acabam sendo imprevisíveis e o futuro da humanidade pode depender dos resultados da mesma.
O próprio mundo está a caminho do caos, já que os EUA e a Rússia estão a um passo da guerra nuclear. E o único que pode impedir a catástrofe é Dr. Manhattan, um super-herói com jeito de Deus que se diverte construindo castelos fractais em Marte.
Mas a grande questão de Watchmen é: se o mundo é governado por pequenos eventos que têm grandes conseqüências, alguém poderia controlar o destino da humanidade por meio de sua manipulação? É possível ditar o que as pessoas desejam, seus ideais, o seu futuro? Só o caos, meus senhores... só o caos sabe a resposta.


Teoria do Caos

A teoria estabelece que uma pequena mudança ocorrida no início de um evento qualquer pode ter conseqüências desconhecidas no futuro. Isto é, se você realizar uma ação nesse exato momento, essa terá um resultado amanhã, embora desconhecido. O meteorologista norte-americano Edward Lorenz descobriu, no início da década de 1960, que acontecimentos simples tinham um comportamento tão desordenado quanto à vida. Ele chegou a essa conclusão após testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar.
Em busca de uma resposta Lorenz teclou um dos números que alimentavam os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, na expectativa de que o resultado tivesse poucas mudanças. No entanto, a pequena alteração transformou completamente o padrão das massas de ar. Segundo ele seria como se o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas. Fundamentado em seus estudos, ele formulou equações que demonstravam o “efeito borboleta”. Origina-se assim a Teoria do Caos. Alguns cientistas concluíram também que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do número de vezes que o olho pisca até a cotação da Bolsa de Valores. Para reforçar essa teoria, na década de 1970 o matemático polonês Benoit Mandelbrot notou que as equações de Lorenz coincidiram com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais (figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do colo, etc.). A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que a Teoria do Caos está na essência de tudo, dando forma ao universo.


Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

12 de agosto de 2008

Vencerás

Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones à dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia a dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realização sem esforço.
Silêncio para injúria.
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provocações ou problemas.
Convoca o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida íntima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Sem apego. E assim vencerás.


EMMANUEL
(Psicografado por F. C. Xavier, do livro ASTRONAUTAS DO ALÉM, GEEM)

11 de agosto de 2008

O homem que sonhava

Um homem andava pela rua. Andava e sonhava.

Sonhava que era uma borboleta e voava levemente pairando no ar com suas asas coloridas. E a borboleta sonhava que era uma árvore, cujas raízes sugavam o néctar da terra e as respiravam a luz do sol. E a árvore sonhava que era um homem, que caminhava imponente pela rua e que tudo se curvava perante sua passagem.

O este homem, que sonhava que era uma borboleta, que sonhava que era uma árvore, que sonhava que era um homem, não sabia era que olhos o observavam. Estes olhos sonhavam com o mar. Não o mar azul-esverdeado de água salgada, mas um mar vermelho, um mar de sangue.

E neste mar fluía tudo o que era bom e mau, misturando-se entre si e transformando-se em uma única coisa.

E do mar de sangue surgiu a vida.


"reflexões de um passado distante em um momento desperto"

7 de agosto de 2008

Palavras que Transformam

(...) Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada "Os Oito Versos que Transformam a Mente" (ou "Os Oito Versos de Langri Thangpa"). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo.
Os oito versos são:
1. Com a determinação de alcançar o bem supremo em benefício de todos os seres sencientes, mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos, vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.
2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender a pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas, e, com todo respeito, considerá-las supremas, do fundo do meu coração.
3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente e, sempre que surgir uma emoção negativa, pondo em risco a mim mesmo e aos outros, vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
4. Vou prezar os seres que têm natureza perversaE aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos, como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso, muito difícil de achar.
5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa, ou a insultarem e caluniarem, vou aprender a aceitar a derrota, e a eles oferecer a vitória.
6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo, vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.
7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção, toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos, e a tomar sobre mim, em sigilo, todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
8. Vou aprender a manter estas práticasIsentas das máculas das oito preocupações mundanas, e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios, serei libertado da escravidão do apego.

Sobre Religião...

Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber com os nossos espíritos frágeis e duvidosos. Essa convicção profundamente emocional na presença de um poder de raciocínio superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéia que faço de Deus.

Albert Einstein