29 de novembro de 2010

Os Arcanos Maiores

(direto do site: www.deldebbio.com.br)

Os Arcanos Maiores possuem 22 símbolos arquetípicos, e representam os 22 Caminhos que conectam as Esferas na Árvore da Vida. Nos links abaixo estão estudos sobre cada um deles, sua posição na Árvore da Vida e um pequeno texto sobre eles:

00 – O Louco
01 –
O Mago
02 –
A Sacerdotisa / A Papisa
03 –
A Imperatriz
04 –
O Imperador
05 –
O Hierofante / O Papa
06 –
Os Enamorados / O Enamorado / A Escolha
07 –
O Carro
08 –
A Força / A Luxúria
09 –
O Eremita / O Ermitão
10 –
A Roda da Fortuna
11 –
A Justiça / Ajuste
12 –
O Enforcado / O Pendurado
13 –
A Morte
14 –
A Temperança
15 –
O Diabo
16 –
A Torre / A Casa de Deus
17 –
A Estrela
18 –
A Lua
19 –
O Sol
20 –
O Julgamento / O Aeon
21 –
O Mundo / O Universo

23 de novembro de 2010

Nebulosa de Órion

A Nebulosa de Órion, também descrita como M42 ou NGC 1976, de acordo com a nomenclatura astronômica, é uma nebulosa difusa que se encontra a 1500 anos-luz do Sistema Solar. O seu nome provém da sua localização na constelação Orion. Possui 25 anos-luz de diâmetro, uma densidade de 600 átomos/cm³ e temperatura de 70 K. Trata-se de uma região de formação estelar: em seu interior as estrelas estão nascendo e começando a brilhar constantemente. Há uma enorme concentração de poeira estelar e de gases nessa região, o que sugere a existência de água, pela junção de hidrogênio e oxigênio.
No céu de verão do hemisfério sul é simples identificar a nebulosa como uma mancha difusa na região entre as "Três Marias" e as estrelas Rigel e Saiph, no interior da constelação de Órion. Qualquer telescópio, mesmo de pequeno alcance, pode identificar a Nebulosa de Órion.
A Nebulosa de Órion é um dos objetos mais fotografados no céu noturno e está entre os objetos celestes mais estudados intensamente. A nebulosa revelou muito sobre o processo de como estrelas e sistemas planetários são formados a partir de nuvens de colapso de gás e poeira.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

19 de novembro de 2010

A Física Dança Tango: Saiba mais sobre o fenômeno do entrelaçamento de átomos.

O foco de luz passeia entre as mesas imersas na penumbra, sublinhando o desenho hipnótico dos passos milimetricamente combinados dos dois dançarinos. Cada movimento, por mais complicado que seja, começa e termina em sincronia exata com o do parceiro, os dois entrelaçados numa só coreografia.

Pode parecer um show de tango, mas é, de fato, a descrição de um fenômeno muito estranho da física - sem exagero, é o recordista absoluto na categoria das idéias incompreensíveis. É chamado de entrelaçamento porque seu efeito é casar, dois a dois, átomos, elétrons ou moléculas, fazendo-os dançar com a mesma concatenação de um par de bailarinos no palco de um cabaré. Se um átomo gira assim, o outro roda assado e vice-versa. Dois átomos entrelaçados já não são duas entidades autônomas, mas uma única criatura bicéfala, da mesma forma que um casal de bailarinos permanece unido pela evolução dos passos na pista de tango. Até aí dá para acompanhar. A questão fica bizarra mesmo se você separa o casal. Ainda que um dos parceiros esteja no Pólo Norte e o outro, digamos, em Buenos Aires, o casal continua colado - o movimento de um é imediatamente copiado pelo outro, sem que eles nem se toquem.

Você pode dizer: "Átomos? Quem liga para os rodopios dos átomos?" Acontece que somos todos feitos de átomos. E o que eles fazem ou deixam de fazer pode ter conseqüências dramáticas na nossa vida. Com todo respeito, caro leitor, que tal se cada átomo do seu corpo for entrelaçado a um átomo livre? Isso significa que uma porção de átomos livres vai passar a se comportar exatamente como os seus átomos. Eles se ligarão uns aos outros assim como os seus átomos estão ligados. O resultado vai ser um tipo de "complemento" de sua própria pessoa - um outro "você", distinto de você, mas misturado à sua personalidade pelos mistérios do entrelaçamento. Tudo o que você fizer o outro fará ao contrário.

Para todo pensamento seu, o outro terá um equivalente - afinal, os pensamentos, como quase tudo, nada mais são que movimentos microscópicos de partículas do átomo. Digamos que serão dois bailarinos amarrados um ao outro pelo ritmo de uma mesma balada atômica. Nem tente imaginar como pode ser isso: quando a ciência chega a descobertas tão novas assim e os pesquisadores avançam no limite entre o conhecido e o desconhecido, a inteligência não é capaz de compreender perfeitamente o que vem por aí. O melhor é aceitar os fatos com humildade, com o consolo de que os nossos avós também já ficaram chocados com novidades que hoje nos parecem óbvias, como a redondeza da Terra ou a macaquice dos humanos.

Uma coisa é certa: não haveria risco algum para quem praticasse o balé do entrelaçamento humano. Nada afeta os corpos entrelaçados. Ou melhor, o único efeito de uma possível interferência externa é destruir a mistura e devolver a individualidade a cada membro do par. Ou seja, pode ser que, se um bailarino tropeçar, o par se desfaça. E seu outro você ficará independente de você. A experiência fica ainda mais divertida se seu complemento, depois de tornado independente, for mandado para Marte ou até para o outro lado do Universo.
O seu alter ego continuará a ser seu complemento e poderá, ele também, ganhar um complemento no solo marciano (supondo que lá exista um laboratório para recebê-lo). Esse complemento do seu complemento será então uma cópia exata de você, gerada num outro mundo. Um "você" surgirá em Marte, sem que você precise viajar. Isso não deixa de ser uma forma de teletransporte, não de todo diferente do que se usava na nave Enterprise, do seriado de tevê Jornada nas Estrelas.

PARA QUE SERVE?

Delírios à parte, o entrelaçamento é uma realidade mais que palpável, testada com sucesso inúmeras vezes nos últimos anos. Só que ele não envolve pessoas, muito menos bailarinos - apenas pequenas partículas subatômicas, como elétrons e fótons (é difícil demais, embora teoricamente possível, fazer experiências desse tipo com coisas maiores). Quem duvida, é só esperar. Não demora muito, o tango atômico vai invadir lares e escritórios de todos os terráqueos na forma de tecnologias inéditas. Algumas, difíceis até de imaginar, mas com certeza muito práticas e eficientes. Uma delas é a chamada criptografia quântica, cujo objetivo imediato é criar senhas para a internet que sejam impossíveis de violar. As senhas serão construídas na forma de duas seqüências de números, uma entrelaçada à outra. Uma seqüência fica armazenada no seu computador. A outra você usa no dia-a-dia - por exemplo, como assinatura eletrônica para fazer compras na internet.

Como as seqüências estão entrelaçadas, não haverá meio de mexer em uma delas sem que o movimento seja sentido pela outra. Basta um hacker ver a senha "móvel" para alterar a que está guardada, levando ao cancelamento automático da transação. É possível entrelaçar números porque, como tudo que se faz num computador, eles são representados por minúsculas correntes elétricas, dentro da máquina. Ou seja, são elétrons correndo num fio. E elétrons são entrelaçáveis.

Outra aplicação prática em estágio avançado de desenvolvimento é o computador quântico, no qual as informações serão gravadas diretamente nos átomos ou nas moléculas, que são milhares de vezes menores que qualquer dispositivo eletrônico existente hoje. Só isso já significa uma economia considerável de espaço, mas o melhor é a velocidade com que essas informações poderão ser processadas, por causa do entrelaçamento. Lembre-se de que, nos computadores comuns, os dados são escritos só com dois símbolos, o zero e o um. Por exemplo: se a eletricidade corre para a esquerda, quer dizer um. Se corre para a direita, significa zero. Para computar, o computador tem que ler, uma a uma, todas as unidades de informação, chamadas bits. Isso toma tempo.

Já o computador quântico poderá criar zeros e uns conforme os átomos girem para a esquerda ou para a direita. E, se os átomos estiverem entrelaçados, basta saber a rotação de um deles, porque a rotação do outro será contrária à do primeiro. À medida que mais átomos são entrelaçados uns aos outros, a economia de tempo cresce desproporcionalmente. Algumas estimativas falam que o computador quântico será algo como 100 trilhões de trilhões de vezes mais rápido que os atuais.

ESQUISITICE QUÂNTICA

Embora a possibilidade do computador quântico esteja relativamente distante - vai demorar ainda uns dez anos -, há pouca dúvida de que ela se tornará realidade. Então, vale a pena entender um pouco melhor o que significa entrelaçar duas partículas atômicas. Como muitas das esquisitices da física contemporânea, o enigma do entrelaçamento está relacionado ao cálculo das probabilidades. O primeiro a chamar atenção para esse assunto foi o austríaco Erwin Schrödinger, que em 1926 bolou uma curiosa experiência, comparando um átomo a um gato. Imagine um gato preso numa caixa contendo um vidro de veneno. Na caixa, há um mecanismo que pode ou não abrir a tampa do vidro, totalmente ao acaso. Se ela abrir, o gato morre. Como saber, depois de um tempo, se o bicho está vivo ou morto, sendo que a caixa está fechada e não se pode ver dentro dela?

A conclusão mais fácil seria dizer, simplesmente, que não sabemos qual é o verdadeiro estado de saúde do gato. Óbvio. Do ponto de vista probabilístico, no entanto, há outra maneira de responder essa pergunta: pode-se dizer que o gato está vivo e morto ao mesmo tempo. Como as duas possibilidades têm chances iguais, a solução do problema é: o gato está 50% morto e 50% vivo. Enquanto ninguém olhar dentro da caixa, ele permanece num estado indefinido entre a vida e a morte.

Schrödinger foi levado a essa conclusão pelos seus cálculos. Mas ele não gostou nem um pouco dela. Só podia estar errada, de tão absurda. Indignado, o filósofo da ciência alemão Karl Popper atacou a interpretação da quântica, dizendo que estavam querendo vender uma ignorância (qual é o estado do gato na caixa) como se fosse uma informação real (a soma das probabilidades do gato morto mais o gato vivo). Albert Einstein, embora reconhecendo que a teoria funcionava na prática, sempre achou que ela estava incompleta.

Acontece que, de lá para cá, ficou claro que as probabilidades são reais, pelo menos no estranho mundo das subpartículas. Um elétron que pode rodopiar tanto para um quanto para o outro lado está na prática rodopiando para os dois. Os cientistas levam isso em conta em seus cálculos, que estão nos aparelhos que usamos todos os dias. Se isso não fosse verdade, os computadores não poderiam funcionar. Calcula-se que quase metade do dinheiro que rola na economia mundial venha da fabricação ou da venda de tecnologias que seguem as regras malucas dessa teoria. É verdade que elas nunca funcionam com objetos grandes como um gato - Schrödinger exagerou no exemplo para enfatizar o absurdo da situação. O fato, porém, é que átomos e moléculas realizam proezas probabilísticas o tempo todo.

Perceba a mudança de visão que a teoria atômica trouxe para a ciência: nossa tendência é achar que, antes de abrir a caixa, não sabemos se o gato está vivo ou morto. Aparentemente, não dá para concluir nada a esse respeito. Mas a física contradiz essa noção intuitiva e diz o oposto: podemos, sim, saber alguma coisa sobre o conteúdo oculto da caixa. Tanto sabemos que podemos até projetar um novo tipo de computador com o que sabemos.

Passada a perplexidade, os cientistas aprenderam a provocar situações como a do gato, só que com átomos. Assim surgiram os entrelaçamentos. Um meio de entrelaçar é obrigar dois átomos a passar por uma espécie de filtro que os separa de acordo com sua rotação: se um átomo gira para a esquerda, vai para um recipiente. Se gira para a direita, vai para outro. Como não se sabe de antemão qual é a rotação de cada átomo - e os recipientes estão fechados -, os dois átomos se encontram numa situação indefinida. É como se fossem dois gatos de Schrödinger: cada um gira para os dois lados ao mesmo tempo. Mas eles estão entrelaçados porque é certo que, se você determinar a rotação de um, a do outro será obrigatoriamente a contrária. Se um gira para a esquerda, o outro certamente rodará para a direita. E, ainda que você leve um deles para Marte, essa conexão se mantém. Sabe-se lá como, mas é o que acontece.

Até hoje, é isso que se conseguiu fazer: criar casais de subpartículas dançarinas e até teletransportá-las por distâncias pequenas. Não é a mesma coisa que recriar pessoas inteiras rodopiando pelo Universo - e é quase certo que jamais se chegue a esse estágio. Simplificados dessa maneira, os fantasmas da física quântica até parecem uma bobagem. Mas é assim mesmo. Todo mistério perde o encanto ao ser decifrado.

Para saber mais:
Na livraria:Entanglement, Amir Aczel, Plume, EUA, 2003
fonte: super.abril.com.br

16 de novembro de 2010

A Experiência de Stanford

por MARCELO DEL DEBBIO em TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

O experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford foi um marco no estudo psicológico das reações humanas ao cativeiro, em particular, nas circunstâncias reais da vida na prisão. Foi conduzido em 1971, por um time de pesquisadores liderados por Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford. Voluntários faziam os papéis de guardas e prisioneiros, e viviam em uma prisão “simulada”. Contudo, o experimento rapidamente ficou fora de controle e foi abortado.

O experimento foi patrocinado pela Marinha Americana, para explicar os conflitos no sistema prisional da Corporação. Zimbardo e seu grupo procuravam testar a hipótese que guardas prisionais e seus cativos fossem auto-seletivos, com uma certa disposição que naturalmente levaria a péssimas condições em tal situação.

Os participantes foram recrutados através de um anúncio de jornal e receberiam US$ 15,00 por dia (US$ 76,00 em valores atualizados – 2006), para participar de um “experimento simulado de aprisionamento”. Dos 70 inscritos, Zimbardo e seu time selecionaram 24, que foram julgados como sendo mais estáveis psicológicamente e possuindo boa saúde.

Estes participantes eram, na sua maioria, brancos, de classe média, do sexo masculino. Foram formados dois grupos de igual número de “prisioneiros” e “guardas”. Uma vez que este experimento se tomou na época da guerra do Vietnan a maioria dos jovens desejava ser prisioneiros se opondo a guerra, originando assim a necessidade da seleção. É interessante notar que o grupo dos prisioneiros, após terminado o experimento, pensavam que os “guardas” haviam sido escolhidos devido sua forma física e tamanho, mas na realidade eles foram escolhidos jogando cara-ou-coroa e não havia diferença objetiva de estatura entre os dois grupos.

Os Guardas

Aos guardas eram entregues bastões de madeira e uniformes de estilo militar de cor bege, que foram escolhidos pelos próprios “guardas” em uma loja local. Eles também receberam óculos de sol espelhados para evitar o contato visual. Diferentemente dos prisioneiros, os guardas trabalhariam em turnos e poderiam voltar para suas casas nas horas livres, porém alguns preferiam voluntariar-se para fazer horas-extras sem pagamento.

Os Prisioneiros

Os prisioneiros deveriam vestir apenas roupões ao estilo do oriente-médio, sem roupa de baixo e chinelos de borracha, tais medidas fariam com que eles adotassem posturas corporais estranhas – segundo Zimbardo – visando aumentar o desconforto e a desorientação. Eles receberam números ao invés de nomes. Estes números eram costurados aos seus uniformes e os prisioneiros tinham de usar meias-calças apertadas feitas de nylon em suas cabeças para simular que seus cabelos estivessem rapados, similarmente aos cortes utilizados na recruta militar. Além disso, eles eram obrigados a utilizar correntes amarradas em seus tornozelos como um “lembrete permanente” de seu aprisionamento e subjugação.

O Experimento

No dia anterior ao aprisionamento, os guardas foram convocados a uma reunião de orientação, mas não receberam nenhuma instrução formal. Apenas a violência física não seria permitida. Lhes foi dito que seria sua responsabilidade o funcionamento da prisão e que para tanto eles poderiam recorrer a qualquer meio que julgassem necessário. Zimbardo fez o seguinte discurso aos guardas durante a reunião: “Vocês podem gerar nos prisioneiros sentimentos de tédio, de medo até certo ponto, transmitir-lhes uma noção de arbitrariedade e de que suas vidas são totalmente controladas por nós, pelo sistema, por vocês e por mim, e não terão privacidade alguma… Nós vamos privá-los de sua individualidade de diversas maneiras. De um modo geral, isso fará com que eles se sintam impotentes. Isto é, nesta situação nós vamos ter todo o poder e eles nenhum. – do vídeo “The Stanford Prison Study”.

O Caos

O experimento ficou rapidamente fora de controle. Os prisioneiros sofriam – e aceitavam – tratamentos humiliantes e sádicos por parte dos guardas e, como resultado, começaram a apresentar severos distúrbios emocionais. Após um primeiro dia relativamente sem incidentes, no segundo dia eclodiu uma rebelião. Guardas voluntariaram-se para fazer horas extras e trabalhar em conjunto para resolver o problema, atacando os prisioneiros com extintores de incêndio e sem a supervisão do grupo de pesquisa. Seguidamente, os guardas tentaram dividir os prisioneiros e gerar inimizade entre eles, criando um bloco de celas para “bons” e um bloco de celas para”ruins”.

A “contagem” dos prisioneiros, que havia sido inicialmente instituida para os ajudar a se acostumarem com seus números de identificação, transformaram-se em cenas de humilhação, que duravam horas. Os guardas maltratavam os prisioneiros e impunham-lhes castigos físicos, como por exemplo exercícios que obrigavam a esforços pesados. Muito rapidamente, a prisão tornou-se um local insalubre e sem condições de higiene e com um ambiente hostil e sinistro. O direito de utilizar o banheiro tornou-se um privilégio que poderia ser – e freqüêntemente era – negado. Alguns prisioneiros foram obrigados a limpar os banheiros sem qualquer proteção nas mãos. Os colchonetes foram removidos para o bloco de celas dos “bons” e os demais prisioneiros eram obrigados a dormir no concreto, sem roupa alguma. A comida era frequentemente negada, sendo usada como meio de punição. Alguns prisioneiros foram obrigados a despir-se e chegou a haver atos de humilhação sexual.

Zimbardo descreveu que ele mesmo estava se sentindo cada vez mais envolvido na experiência, que dirigiu e na qual foi igualmente participante ativo. No quarto dia, ele e os guardas, ao ouvirem um rumor sobre um plano de fuga, tentaram, alegando necessidade de maior “segurança”, transferir o experimento inteiro para um bloco prisional verdadeiro, pertencente ao departamento da polícia local e fora de uso. Felizmente a polícia local não acatou a idéia, e Zimbardo relatou ter-se sentido irritado e revoltado pelo que ele via como “falta de cooperação” das autoridades locais. À medida que o experimento prosseguia os guardas iam dando mostras de um crescente sadismo, especialmente à noite, quando eles pensavam que as câmeras estavam desligadas. Os investigadores afirmaram que aproximadamente um terço dos guardas apresentou tendências sádicas “genuínas”. Muitos dos guardas ficaram bastante desapontados quando a experiência foi terminada antes do previsto. Um dos pontos que Zimbardo ressaltou como prova de que os participantes haviam internalizado seus papéis é que, ao ser-lhes oferecida a “liberdade condicional” em troca do pagamento dos dias que faltavam para a experiência terminar, a maioria dos “prisioneiros” aceitou o acordo. Eles receberiam apenas pelos dias em que haviam participado. Porém, ao ser-lhes comunicado que a “liberdade condicional” havia sido rejeitada e que se eles fossem embora não receberiam nada, os prisioneiros permaneceram no experimento. Zimbardo alega que eles não tinham quaisquer razões para continuarem participando se estavam dispostos a prescindir do pagamento para abandonarem a prisão.

Um prisioneiro chegou a desenvolver rash cutâneo de origem psicossomática por todo o corpo, ao descobrir que não poderia deixar o experimento ou não receberia nenhum dinheiro. Zimbardo ignorou alegando que ele apenas estava “fingindo” estar doente para poder escapar. Choro incontrolável e pensamento desorganizado também foram sintomas comuns entre os prisioneiros. Dois deles sofreram tal trauma que tiveram de ser removidos e substituídos.

O experimento que deveria durar 20 dias foi abortado em 6.

Confira toda a documentação da experiência no site oficial. www.prisonexp.org/portugues

8 de novembro de 2010

Átomos assombrados de Einstein abrem caminho para computação quântica

Físicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram demonstrar um efeito discutido por Albert Einstein há quase um século, e que ele chamava de átomos assombrados - um átomo, separado de outro por qualquer distância, pode "sentir" uma alteração no primeiro e reagir instantaneamente.

Justificar
Computação quântica

A técnica deverá ser útil no campo de pesquisas da computação quântica, que busca desenvolver computadores milhares de vezes mais rápidos do que os computadores eletrônicos atuais. A equipe de pesquisadores é a mesma que já havia proposto uma nova arquitetura para computadores quânticos.

Os cientistas utilizaram luz para provocar um entrelaçamento ("entanglement")* entre dois átomos - um fenômeno pelo qual dois átomos, depois que se chocam, passam a compartilhar as mesmas propriedades quânticas. Mais do que isso, quando a propriedade de um átomo é alterada, o outro reage instantaneamente e tem seu estado quântico alterado também.

Internet quântica

"Essa ligação entre átomos remotos poderá ser uma peça fundamental de uma arquitetura radicalmente nova de computador quântico," afirmou o professor Christopher Monroe, coordenador da pesquisa. "Agora que a técnica foi demonstrada, poderá ser possível expandí-la para redes de muitos componentes interconectados que serão eventualmente necessários para o processamento quântico de informações."

O grande destaque do experimento foi a observação do fenômeno quando os dois átomos foram colocados a uma distância de 1 metro um do outro. "O entrelaçamento localizado já foi feito em qubits de armadilhas de íons antes, mas se alguém deseja construir uma rede de computadores quânticos escalável (ou uma internet quântica), é necessário criar esquemas de entrelaçamento entre memórias de qubits entrelaçadas remotamente," explica David Moehring, outro pesquisador do grupo.

Terras-raras

No experimento, os pesquisadores utilizaram dois átomos de itérbio para funcionar como qubits - os bits dos computadores quânticos. A informação - o 0 ou 1 - é armazenada em sua configuração de elétrons. Os pesquisadores então excitaram os dois átomos induzindo elétrons a passar para um estado mais baixo de energia e emitir um fóton - a partícula elementar da luz.

Os átomos de itérbio, um elemento do grupo das terras-raras, são capazes de emitir dois tipos de fótons, cada um com um comprimento de onda diferente. O tipo de fóton liberado indica o estado particular de cada átomo. Por isso, cada fóton está entrelaçado com seu átomo.

Átomos assombrados

Manipulando os fótons emitidos por cada um dos átomos e guiando-os para interagir no interior de uma fibra óptica, os pesquisadores conseguiram detectar o choque dos dois e entrelaçar os dois átomos. Depois disso, a fibra óptica pode ser retirada e os dois átomos vão continuar entrelaçados e se comportarem como um tivesse uma espécie de "intuição" do que acontece com o outro. Ou um passa a "assombrar" o outro, como dizia Einstein.

O mecanismo continua funcionando mesmo se um dos átomos pudesse ser levado para Júpiter ou para o outro lado da galáxia - não importa a distância, eles continuarão entrelaçados. No experimento, os cientistas os afastaram 1 metro um do outro e comprovaram o efeito.

Mesmo com o progresso que o experimento representa, há ainda um longo caminho pela frente para que se possa realmente construir um computador quântico. O efeito de entrelaçamento é feito em ambientes extremamente precisos de laboratório e assombrosamente difíceis de se controlar.

*PS.: Em breve publicarei um post com uma matéria "super interessante" sobre o entelaçamento de átomos.

Fonte: Site Inovação Tecnológica
Bibliografia:
Entanglement of single-atom quantum bits at a distance
D. L. Moehring, P. Maunz, S. Olmschenk, K. C. Younge, D. N. Matsukevich, L.-M. Duan, C. Monroe - Nature 6 September 2007 - Vol.: 449, 68-71 - DOI: 10.1038/nature06118

3 de novembro de 2010

O Efeito Maharishi

O estado de repouso fisiológico e alerta mental experimentado na prática da Meditação Transcendental, produz coerência na fisiologia cerebral, e isso gera mais organização no pensamento e harmonia no comportamento. Essa influência estende-se automaticamente ao meio ambiente.
Pesquisas efetuadas nos EUA e Europa indicam que quando aproximadamente 1% da população de uma cidade ou comunidade pratica a técnica da Meditação Transcendental, a influência positiva de coerência gerada reduz as tendências negativas e melhora a qualidade de vida na sociedade. Isto se reflete nos indicadores da qualidade de vida das comunidades como redução nas taxas de criminalidade, de acidentes de tráfego e de entradas em hospitais. Esta fórmula prática da MT poderia tornar-se um valioso auxílio para melhorar a paz no mundo.
Com a saúde mental, física e emocional melhoradas, o praticante regular da Meditação Transcendental tem um impacto bastante benéfico no seu meio social e ambiental. Veja abaixo pesquisas feitas sobre o impacto da MT na qualidade de vida de cidades dos Estados Unidos e no mundo como um todo:

Descobertas: Vinte e quatro cidades onde 1% da população tinha sido instruída no Programa da Meditação Transcendental em 1972 apresentaram diminuição significativa nos índices de criminalidade durante o ano seguinte (1973) e diminuiram o índice de criminalidade durante os 5 anos seguintes (1972-1977 em comparação com 1967-1972). Estas descobertas contrastam com o aumento da criminalidade em 24 cidades controles pareadas por região geográfica, população, população estudantil e índice de criminalidade, estatisticamente controlados por várias outras variáveis demográficas.
Interpretação: Este efeito de grande diminuição dos índices de criminalidade não pode ser explicado por um controle rígido do comportamento das pessoas que praticam Meditação Transcendental, nem pela influência que os praticantes da Meditação Transcendental possuem em pessoas de contato direto. Ao invés disso, estas descobertas indicam que a prática da Meditação Transcendental, por pelo menos 1% da população, cria uma influência coerente na consciência coletiva da cidade, no nível do campo unificado da lei natural, o mais simples estado de consciência humana, e que é comum em todos indivíduos. Este efeito de coerência, conhecido como Efeito Maharishi, resulta na diminuição de tendências negativas, como o crime, proporcionando uma melhor qualidade de vida em toda sociedade. Outras pesquisas sobre a Tecnologia Maharishi do Campo Unificado têm demonstrado que o Programa Meditação Transcendental e Meditação Transcendental - Sidhi, atuando em uma tão ínfima parte, quanto a raiz quadrada de 1% da população de praticantes estes programas em grupo são suficientes para produzir resultados similares.

Descobertas: Este estudo encontrou um desenvolvimento significativo na qualidade de vida de Rhode Island, pela prática da MT por uma pequena proporção da população. Na "Campanha da Sociedade Ideal" de Maharishi, pessoas que praticavam a Meditação Transcendental e Meditação Transcendental - Sidhi foram a diferentes partes de Rhode Island durante um período de 3 meses, em 1978, em número suficiente para criar um efeito de mudança de fase completo durante este período. Uma análise seriada por tempo foi efetuada em um índice mensal que avaliou a qualidade de vida de Rhode Island, em comparação a controles demograficamente pareados. Durante o período da campanha, um índice compilado das seguintes variáveis significamente diminuiu: crimes, fatalidades em acidentes de trânsito, acidentes automobilísticos, mortes, consumo de álcool e cigarro, desemprego e poluição. No gráfico 42, um aumento ilustra um incremento de todas estas variáveis juntas. No momento da campanha, o grupo praticante da Meditação Transcendental e Meditação Transcendental - Sidhi iniciou em Providence. Isto foi mantido nos anos subseqüentes, o que explica o efeito prolongado da campanha.
Interpretação: O desenvolvimento observado na qualidade de vida na ilha de Rhode é consistente com resultados de um grande número de pesquisas (gráficos 41, 43-46) indicando que coerência e tendências positivas são criadas na sociedade quando a raiz quadrada de 1% da população participa de um grupo praticante da Tecnologia Maharishi do Campo Unificado. A natureza ampla deste fenômeno, chamada de Efeito Maharishi, é consistente com a teoria que este efeito opera no mais profundo e compreensível nível do funcionamento da natureza, o campo unificado da lei natural, a qual embasa a consciência coletiva de toda a sociedade.

Descobertas: Baseado em pesquisas anteriores, os cientistas previram que uma Assembléia da Paz Mundial poderia ter uma influência mensurável positiva nas tendências de vida através do mundo. Nestas 3 assembléias, o número de peritos praticantes da Meditação Transcendental e Meditação Transcendental - Sidhi excedeu a 7.000, o que é aproximadamente a raiz quadrada de 1% da população mundial - número previsto necessário para que tal grupo influencie da consciência mundial. A análise seriada mostrou que durante os 3 períodos experimentais, houve significante redução global em conflitos internacionais como medido pela análise do conteúdo dos maiores jornais. Também, o Índice Mundial de preços dos produtos internacionais (uma média aritmética ponderada por valores de mercado dos produtos de mercado em 19 países) aumentaram significativamente. Outra pesquisa indica que fatalidades e doenças infecciosas nos Estados Unidos diminuiram significativamente.
Interpretação: Um grande número de estudos prévios tem mostrado que o grupo que pratica Meditação Transcendental e Meditação Transcendental - Sidhi correspondendo à raiz quadrada de 1% da população, influencia positivamente tendências da vida nas cidades, países, e regiões do mundo (gráficos 41-45). Estas 3 assembléias expandiram sua influência, chamada de Efeito Maharishi, para todo o mundo. Este estudo sustenta a hipótese que o grupo que pratica a Tecnologia Maharishi do Campo Unificado por aproximadamente 7.000 peritos aumenta a coerência da consciência mundial. Como resultado, a população mundial vive mais de acordo com as leis naturais, trazendo um aprimoramento na qualidade de vida e promovendo uma base de desenvolvimento para a paz mundial.

Referências:
M.C. Dillbeck, G. Landrith III, and D. W. Orme-Johnson, "The Transcendental Meditation Program and Crime Rate Changes in a Sample of Forty-Eight Cities", Journal of Crime and Justice 4(1981): 25-45.
C. Borland and G. Landrith III, "Improved Quality of City Life Through the Transcendental Meditation Program: Decreased Crime Rate", in Scientific Research on the Transcendental Meditation Program: Collected Papers, Volume 1, ed. D. W. Orme-Johnson and J. T. Farrow (Livingston Manor, N.Y., MERU Press, 1977), 639-648.
M.C. Dillbeck, K.L. Cavanaugh, T. Glenn, D. W. Orme-Johnson, and V. Mittlefehldt, "Consciousness as a Field: The Transcendental Meditation and TM-Sidhi Program and Changes in Social Indicators" The Journal of Mind and Behavior 8 (1987): 67-104.
D.W. Orme-Johnson, "Conflict Resolution and Improved Quality of Life Through the Maharishi Technology of the Unified field'given as Part of a presentation on Maharishi's Program to Create World Peace at Dag Hammarskjold Auditorium, United Nations (New York, N. Y.), 3 June 1987.
M.C. Dillbeck, "Intervention Studies on Reduction of Domestic and International Violence Through Collective Consciousness", Abstracts and Summaries of Contributed Papers, Third Midwest Conference for the United States Institute of Peace (University of Minnesota, Minneapolis, Minn.: 1987), 10.