27 de janeiro de 2010

Amai Vossos Inimigos

"Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?"
(S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)

Complemento: O comentário do leitor Marco Aurélio Leite da Silva foi tão elucidativo que faço questão de publicá-lo como parte deste post.
Obrigado Marco!


"A Boa Nova, à luz do Espiritismo, tem interessante resposta a este questionamento. Peço licença para transcrever:

Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das
maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.

Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contato de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contato de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - págs. 198/199)

19 de janeiro de 2010

A Anatomia dos Dragões II: Tipos de Dragões

Dragão Pré-histórico

Os dragões do período cretáceo foram os maiores animais voadores que já existiram. O dragão pré-histórico é descendente do grupo de dragões aquáticos ou semi-aquáticos que ocupou os pântanos costeiros há mais ou menos 200 milhões de anos, no final do período Triássico, e que deu origem a espécies marítimas e terrestres. As espécies terrestres eram inicialmente quadrúpedes e corriam sobre as quatro patas sem poder voar ou cuspir fogo. Uma dessas espécies desenvolveu a habilidade de correr sobre as pernas traseiras. Como as pernas dianteiras deixaram de ser usadas para se manter de pé ou correr, continuaram evoluindo, transformando-se eventualmente em asas e tornando o vôo possível. Este processo é quase exatamente igual ao da evolução do vôo dos pássaros, descendentes de um pequeno dinossauro bípede.
Em determinado momento - e não existem provas fósseis desta teoria -, os dragões teriam hospedado no intestino uma bactéria ativa capaz de produzir hidrogênio. Isto permitiria que, apesar do seu tamanho, os dragões não sofressem as mesmas restrições de vôo dos pássaros e morcegos, e chegassem a ser os maiores animais voadores da história, desafiando um dos maiores carnívoros daquela época, o Tiranossauro Rex. Além disso, os dragões teriam ingerido minerais inorgânicos, tais como platina, provocando a ignição catalítica do hidrogênio produzido nos intestinos. Esta potente arma, o fôlego de fogo, completou o arsenal do dragão. Começava então, o reinado do dragão pré-histórico.

Dragão Marinho

Algumas das primeiras espécies de dragões eram aquáticas ou semi-aquáticas e vasculhavam os pântanos e as costas litorâneas, vivendo, na verdade, de maneira muito semelhante aos crocodilos modernos. Quando há cerca de 65 milhões de anos, uma explosão cataclísmica provocou a extinção em massa dos seres vivos, estes dragões aquáticos sobreviveram. Uma eventual mutação dotou estes dragões com um terceiro par de membros, suplementares aos outros dois, e fez desta nova espécie a única classe de vertebrados de seis pernas.
Alguns destes novos dragões recolonizaram a terra, tornando-se completamente terrestres. Seus membros suplementares evoluíram nas asas totalmente funcionais dos dragões voadores. Outros permaneceram aquáticos, especializando-se mais e mais em recursos alimentares marinhos, como os crustáceos, peixes e tartarugas, animais que conseguiam pegar nas águas rasas do litoral. Com o passar do tempo, eles evoluíram adaptando-se a uma vida plenamente aquática e suas asas rudimentares transformaram-se em barbatanas.
Os peixes ficavam presos na boca dos dragões, cada vez maior e mais longa, e armada com um grande número de dentes afiados que podiam segurar as presas escorregadias. Asas, é claro, eram obstáculos e inúteis na água, e, com o tempo, diminuíram e desapareceram. O exemplo mais famoso de dragão marinho talvez seja o Monstro do Lago Ness.

Dragão da Floresta

Os dragões da floresta viviam em matas densas e bambuzais. Eles mantiveram a forma corporal longa e sinuosa dos seus ancestrais aquáticos, uma adaptação útil para atravessar com rapidez a vegetação quase impenetrável da floresta. Conseguiram também reter a capacidade de nadar e, em épocas de muito calor, ou escapando de perigos como os incêndios nas florestas, eles tinham a alternativa de voltar aos rios.
As asas dos dragões da floresta eram curtas e incapazes de voar. Entretanto, estes dragões eram capazes de saltos extraordinários, curvando seus corpos em forma de uma espécie de aerofólio, conseguindo um “impulso” extra das pequenas asas e reduzindo seu peso graças às vesículas de vôo cheias de hidrogênio, como as dos dragões pré-históricos.
Alguns descendentes dos dragões da floresta saíram das matas em busca de alimentos em terrenos abertos, resultando nos magníficos dragões que habitaram a China e o Sudeste da Ásia, além de outras subespécies isoladas que viveram nas ilhas japonesas.

Dragão da Montanha

O dragão da montanha é assim denominado porque durante o período medieval viveu restrito principalmente às montanhas e a outros habitats remotos. O nome, entretanto, é um pouco inapropriado, pois antes de sofrer a pressão da agricultura e do crescimento da população humana, a espécie vivia muito mais espalhada nas florestas das planícies e não ficava restrita às montanhas.
Como todos os dragões do período pós-Cretáceo, os dragões da montanha tinham seis membros: um par de asas, além dos dois pares de pernas, resultado de uma vantajosa mutação que ocorreu após a extinção do dragão pré-histórico de duas pernas e duas asas.
O corpo do dragão da montanha era relativamente curto, se comparado ao do dragão marinho. Um corpo compacto era essencial para voar, pois uma coluna vertebral longa e flexível é uma desvantagem para o vôo. A cauda era tão longa quanto o corpo, com uma estrutura em forma de ponta de flecha e afiada como uma lâmina, que servia como arma defensiva. Um golpe lateral da cauda de um dragão poderia decepar o braço de um homem.
Fonte: Discovery Channel

A Anatomia dos Dragões

No documentário DRAGÕES: UMA FANTASIA QUE SE TORNA REALIDADE (Discovery Channel) os produtores trabalharam em colaboração com o consultor científico Dr. Peter Hogarth, o internacionalmente reconhecido artista especializado em dinossauros John Sibbick e os animadores da empresa Framestore para criar a versão mais realista possível dos dragões. Como? Extraindo suas pistas diretamente da natureza. Este especial usa animais reais e o seu comportamento para determinar a história natural dos dragões.

• ASAS PARA VÔO: As asas de um dragão poderiam ser comparadas às dos morcegos, que possuem quatro pontos de sustentação e são capazes de carregar mais peso que as asas de um pássaro, sustentadas em apenas dois lugares.

• A IMPORTÂNCIA DA CAPACIDADE DE FLUTUAÇÃO: Todos os animais carregam bactérias em seus intestinos que ajudam na digestão dos alimentos. Neste processo, as bactérias liberam um produto metabólico secundário: gás. A equipe do programa sugere que as bactérias presentes no sistema digestivo dos dragões poderiam ter sido de um tipo raro, liberando hidrogênio gasoso. O hidrogênio, que é combustível e 14 vezes mais leve que o ar, seria o segredo da capacidade de voar e de soltar fogo dos dragões. O hidrogênio aumentaria o seu poder de flutuação, permitindo que voassem. O gás produzido seria canalizado para duas bolsas de armazenamento, as vesículas de vôo, que, quando totalmente infladas, ajudariam estes animais a levantar vôo.

• LEVE COMO UMA PLUMA: Animais voadores (pássaros, morcegos etc) são dotados de ossos ocos ou alveolares (semelhantes ao favo de mel), que ajudam a reduzir seu peso. Ter ossos ocos, porém, não seria suficiente para fazer um gigante dragão deslocar-se pelo ar. Entretanto, os ossos ocos combinados com a capacidade de flutuação criada pelo hidrogênio armazenado nas vesículas de vôo poderiam reduzir significativamente o peso de um dragão, fazendo com que pudesse levantar vôo.

• RESPIRANDO FOGO: Então, com suas asas e capacidade de flutuação criada pelos ossos ocos e o hidrogênio, nosso dragão poderia voar. Mas como poderia respirar fogo? O mesmo hidrogênio usado para manter os dragões no ar também é um gás combustível e pode produzir fogo, precisando para tanto apenas da presença de um catalisador. Na natureza, o besouro bombardeiro pode produzir uma explosão de líquido fervente usando enzimas e um catalisador orgânico. Os cientistas portanto propõem que os dragões poderiam ter usado platina em pó, um catalisador que podiam conseguir através da ingestão de platina, encontrada nas rochas sedimentárias. Platina poderia ter sido a faísca catalítica que reagiria com o hidrogênio armazenado nas vesículas de vôo dos dragões, produzindo fogo.

• DEFESA: Na natureza, olhos grandes são um sinal e ameaça, e por esta razão muitos animais possuem olhos incorporados ao padrão de cores da sua camuflagem. Se os dragões fossem reais e seus filhotes vulneráveis a predadores como os dinossauros ou até mesmo outros dragões, provavelmente teriam desenvolvido táticas antipredadoras, como marcas imitando olhos.
Fonte: Discovery Channel

11 de janeiro de 2010

Reflexão

Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro melhor, por que provocar a regressão da memória do que fomos ou fizemos simplesmente por questões de curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?
A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são a recapitulação de nosso passado em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.

Por que efetuar a regressão da memória unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais desejamos repetir?

Sejamos sinceros e lancemos um olhar para as nossas tendências.

Emmanuel / Chico Xavier

7 de janeiro de 2010

A História que o Gênesis não contou

- Ai, meu Deus. Eu não acredito, Noé.
- O que foi agora, Eva?
- Essa chuva está acabando com minha escova. Vou parecer um espantalho.
- Estamos no meio de um dilúvio. O que esperava?
- Você entalhou tanta madeira e foi incapaz de improvisar um toldo.
- Por favor, entre na arca. Seu marido está ao lado das zebras.
- Que se dane meu marido. Ele fica largado em qualquer lugar.
- Ele entrou sem reclamar...
- Ah, sim. Agora ele virou anjo. Não é por causa dele que estamos aqui?
- De certa forma.
- Ele que tivesse controlado seus desejos carnais. E acho que aqui só vai piorar.
- Como assim?
- Eu sempre suspeitei que ele também é adepto à zoofilia.
- Que absurdo!
- Na dúvida, fique de olho nas pobres ovelhas.
- Ficarei. Agora a senhora poderia colaborar?
- Mas me fala uma coisa. Deus tinha que resolver destruir a terra justamente hoje?
- Qual a objeção quanto à data?
- Hoje tem o último capítulo da novela, além de ser o dia oficial da manicure.
- Acredito que Deus esteja preocupado com coisas maiores.
- Acho que Deus é um menino mimado que, quando contrariado, pega sua bola e acaba com o jogo.
- Como servo do Senhor, devo discordar de sua afirmação.
- Sim, sim. Servo. Não deve te pagar nem o 13o.
- Não entremos em detalhes, senhora.
- Eu até entro nessa arca, mas com uma condição.
- Qual?
- Preciso de um canto com tomada.
- Mas a eletricidade ainda não existe.
- Se vira, Noé. Sem meu secador de cabelos eu não sou ninguém.
- Ok, vamos tentar improvisar.
- E mais uma coisa...
- Ai, meu Deus...
- A sua mulher e as amigas delas também estão aí?
- Sim. Estão sob minha proteção.
- E elas sabem jogar tranca?
- Tranca?
- A dinheiro. É o único jogo que vale a pena.
- Vou checar.
- E já me arranja troco para 50.
- Sim, senhora.
- Acho que é isso. Estou pronta.
- Vamos, a chuva está apertando.
- Já estou sentindo o cheiro de bolor que vai ficar aqui dentro.
- Mas como reclama!
- Pensei que a paciência fosse uma de suas virtudes.
- Eu estou há 12 horas limpando bosta de elefante. Minha paciência já foi para o inferno.
- Imagina se Deus te ouve falando nesse tom.
- Ninguém vence com a senhora, não é?
- Desculpe, Noé. É que a menopausa me deixa um pouco alterada.
- Entendo. Mas tente controlar seus hormônios.
- Falando nisso. Acho que esqueci minha soja. Dá pra voltar?
- Não, Eva. Eu preciso que você entre agora.
- Não era nem para estarmos aqui. No meio destes porcos e leões.
- Deus resolveu estender o convite a vocês.
- Ah, sim. E aposto que nem comprou Coca Light.
- Temos a hóstia e o vinho.
- Prefiro o jejum. Aquele vinho sangue de boi é uma porcaria.
- Mais alguma dúvida?
- Quando você me libera?
- Só depois que a chuva parar, eu soltar a pomba e surgir no céu o arco-íris redentor.
- Nossa, muito cafona! Pior do que desfile de escola de samba de São Paulo.
- Eu sei. Mas é o que deu pra arranjar com a verba disponível.
- Que miséria. Talvez fosse melhor deixar a terra destruída.
- Seria o ideal. Quem sabe mexendo nas estruturas da arca, as sementes...
- Eu estava brincando, Noé.
- Perdão, perdão. Pensei alto.
- Você precisa de férias.
- Concordo. Mas, afinal, a senhora fica ou vem?
- Eu vou, eu vou. Cadê o baralho? Meninaaaaaaas...
- (sussurrando) Eu juro que mato essa mulher. Adão que se contente com as ovelhas...
fonte: http://hajasaco.zip.net