15 de maio de 2014

Como plantar uma ideia na mente de alguém

Se você já foi convencido por um vendedor que você realmente queria um produto,ou a fazer algo aparentemente instintivo , ou fez escolhas que parecia totalmente fora do seu caráter, então você teve uma ideia plantada em sua mente. Veja como isto é feito.

Se você já viu o filme Inception, você poderia pensar que plantar uma ideia na mente de alguém é uma coisa difícil de fazer. Não é. É ridiculamente fácil e é difícil de evitar. Nós vamos dar uma olhada em algumas das maneiras que ela possa funcionar.

1 - Psicologia reversa funciona mesmo

Psicologia reversa se tornou um clichê enorme. Eu acho que o ápice foi em 1995 com o lançamento do filme Jumanji. (Se você já assistiu e lembra, você sabe do que estou falando.) O problema é que a maioria das pessoas olham para a psicologia reversa de uma maneira muito simples. Por exemplo, você diria “Eu não me importo se você quiser ir arriscar a vida pulando de um avião” para tentar convencer alguém a não ir pular de para-quedas. Isso não é psicologia reversa, é uma agressão passiva. Então, vamos deixar isso para trás tudo e começar do zero.

Se você vai usar a inversões lógicas a seu favor, você precisa ser sutil. Digamos que você quer que seu companheiro lave os pratos, porque é a vez dele. Há sempre essa abordagem:

-”Ei, você se importaria de lavar a louça? É a sua vez.”

Mas, neste exemplo, estamos supondo que seu companheiro de quarto é preguiçoso e a boa abordagem acima não vai fazer o trabalho. Então o que você faz? Algo parecido com isto:

-”Ei, eu decidi que eu não quero mais lavar a louça  e estou indo a partir de hoje a comprar somente coisas descartáveis. Esta bem pra você? Se você quiser me dar algum dinheiro, eu posso pegar extras para você, também. “

O que isso faz é apresentar as alternativas de baixa qualidade para não lavar a louça sem colocar a culpa do trabalho não feito no seu amigo. Ao invés de estar preocupado com uma acusação, seu companheiro de quarto é deixado apenas para considerar a alternativa. Isto é como psicologia reversa pode ser eficaz.

2 – Nunca fale sobre a ideia, fale acerca dela.

Convençer alguém a querer fazer alguma coisa pode ser difícil se você sabe que este não vai querer fazê-lo, então você precisa fazê-los acreditar que era idéia deste. Esta é uma instrução comum, especialmente para vendedores, mas é muito mais fácil dizer do que fazer. Você tem que pensar para plantar idéias, da mesma forma que você pensa para resolver um mistério. Lentamente, mas certamente você oferecer ao alvo uma série de pistas, até a conclusão óbvia que é o que você quiser. A chave é ser paciente, porque se você se apressar através de seu jogo de “pistas” será óbvio. Se você for devagar, a idéia vai se formar naturalmente na mente do algo por si só.

Vamos dizer que você está tentando fazer o seu amigo a comer alimentos mais saudáveis. Este é um bom objetivo, mas você tem um inimigo feroz: eles estão viciados em comida gordurosa e precisam de um balde de frango frito, pelo menos uma vez por dia. Se você diretamente falar para eles comerem comida saudavel, ou eles comentam que é uma boa ideia e nunca faram nada ou apenas vão lhe falar para parar de chatear-los. Para eles, perceberem o que eles estão fazendo com seu organismo, eles precisam ter uma epifania e você pode fazer isso acontecer, conversando em torno da questão.

Para fazer isso você precisa ser muito inteligente e muito sutil, caso contrário, será óbvio o seu objetivo. Você não pode simplesmente dizer “ah, eu li hoje que o frango frito mata 10 milhões de crianças todos os anos no Arkansas” porque é um monte de porcaria e vem com uma motivação incrivelmente óbvia ao dizê-lo. Se o frango é o alvo, você precisa fazer o frango parecer realmente desagradável. Da próxima vez que você espirrar, faça uma piada sobre a vinda da gripe aviária. Quando você está fazendo pedidos em um restaurante juntos, verbalmente transmita a sua decisão de ordenar a algo diferente de frango, porque você só aprendeu o quanto frango é contaminado em restaurantes. Quando você tiver feito o suficiente destas coisas e, novamente, com bastante espaço entre elas para que este comportamento não pareca estranho, você pode começar a ser um pouco mais agressivo e parar de ir com seu amigo para comprar frango frito. Você também pode tomar medidas proativas para melhorar sua própria saúde e informar o seu amigo 1) o que você está fazendo, e 2) o quão bem ele está funcionando para você. Depois de algumas semanas, se o seu amigo não decidiu reconsiderar sua carga em frango frito, você pode casualmente mencionar isso e eles devem estar muito mais abertos a ter um verdadeiro debate.

3 – “Sobre Venda”

“Sub-cotação” é provavelmente uma das maneiras mais fáceis e eficazes para plantar uma ideia na cabeça de alguém. Esta é uma outra versão da psicologia reversa, mas em um nível menos agressivo. Vamos dizer que você está tentando vender a alguém um disco rígido. Eles poderiam comprar um de 250GB, 500GB ou 1TB de disco rígido. Você quer vender a maior unidade de disco rígido possível porque estes custam mais e quer dizer mais dinheiro pra você. Seu comprador está chegando com a ideia de que eles querem gastar o mínimo dinheiro possível. Você não vai chegar muito longe, dizendo que eles deveriam gastar mais dinheiro quando você sabe que eles não querem. Em vez disso, você precisa atender ao que eles querem: a opção barata. Aqui está um exemplo de diálogo:

“Comprador: Você pode me dizer sobre este disco rígido de 250GB? Eu quero ter certeza de que vai servir para mim.

Você: Que tipo de computador você tem e no que você quer usá-lo?

Comprador: Eu tenho um de laptop Windows de 2 anos de idade e eu preciso dele para guardar minhas fotos. Tenho cerca de 30GB de fotos.

Você: 250GB é definitivamente mais do que suficiente para apenas armazenar suas fotos, e enquanto você não tem muitos arquivos você pode deixa-lo parado enquanto ele atende bem às suas necessidades.”

Esta última frase infunde dúvida no comprador. Você poderia até mesmo acrescentar “você só precisa de uma unidade maior se você quiser ter certeza absoluta de que você tem espaço suficiente no futuro”, mas que pode ser um pouco agressivo. O ponto é, se você parece ter os melhores interesses deles no coração, pode ser fácil fazê-los pensar que eles querem comprar mais de você.


via http://worldgarbage.wordpress.com/

7 de maio de 2014

Sobre Autoconhecimento e Liberdade


A todo o instante somos bombardeados com diversas informações. O mundo em que vivemos é o mundo do instante, tudo acontece no tempo do agora. Para que algo seja considerado como verdade, basta apenas criar-se uma hipótese, e a “verdade” está “materializada”.

Vemos isso acontecer diariamente ao nosso redor, seja na mídia, seja em nosso trabalho ou em nossos círculos de relacionamentos. Um fato levantado sobre a vida de alguém e o suficiente para que, em nossa mente, a hipótese do acontecido se materialize e, mesmo que involuntariamente, consideraremos tal hipótese quando cruzarmos com essa pessoa nos corredores da vida.

Mas, se tal fato realmente não aconteceu de verdade, como pode exercer tamanha influência em nossos pensamentos e, inclusive, na vida da “vítima” de tal boato?

Simplesmente porque, tal comentário, acabou de virar verdade, DE VERDADE!

Como assim? tá querendo me enlouquecer? Se você acabou de dizer que é boato, como tá querendo dizer agora que é verdade?

Calma que eu já explico!

Aposto que você já ouvi várias vezes, seja daquele seu amigo hippie ou daquela vizinha “esotérica” algo como “seja mais otimista” ou “pense positivo que vai dar tudo certo”, ou ainda “também, você só fica com esses pensamentos negativos, é por isso que coisas ruins acontecem”.

Já ouvi né? Pois é… E você, como uma pessoa instruída, estudada, culta, provavelmente ignorou essas “esquisitices”, com um pensamento ou frase como “isso é besteira, coisa de misticóide que não tem o que fazer”.

Pois é, se eu fosse você, reveria meus conceitos…

O que os seus amigos esquisitos estão dizendo tem tudo a ver com o que falamos no início deste texto: a capacidade mental que temos de alterar o estado das coisas.

Ok, você agora acha que eu faço parte da mesma turma dos esquisitos né? Então vou te dar um exemplo:

Você tem dois pacientes em uma UTI, ambos com a mesma doença, os mesmos sintomas, o mesmo tratamento, porém, um deles não tem mais nenhuma vontade de curar-se, e o outro, está certo de que sua recuperação será breve. Qual dos dois você acha que terá mais chance de ficar curado?

Se sua resposta foi o que quer ficar curado, você acertou!

Já existem hoje estudos que relacionam as significativas diferenças nos diagnósticos de pacientes que foram acompanhados através de técnicas de Terapia Motivacional do que aqueles que não receberam tal ajuda. Essa terapia, inclusive, é muito utilizada como auxílio no tratamento de pacientes com dependência química.

O que isso quer dizer? O que os Alquimistas de séculos atras já sabiam: Que a nossa mente é capaz de materializar o que quiser!

O que? Ta louco? Isso tá parecendo coisa daquele tal de O Segredo.

De certa forma, sim. O que eu estou querendo dizer é que, quando ficamos em dúvida se o boato sobre o colega de trabalho é verdade, CRIAMOS em nossa mente a ideia do ocorrido, e, a partir daí, passamos a considerá-lo como verdade (ou seja, a ideia se materializou). No caso do paciente, aquele que pensa positivo acaba focando seu corpo e mente no processo da cura, ou seja, MATERIALIZANDO a ideia de estar curado (e, dependendo da sua Força de Vontade, a própria cura).

Poderia também entrar em outras questões sobre o que é possível se criar com a capacidade mental, mas vamos deixar essa conversa para os próximos encontros…

Hmmm… Ok, até que tem fundamento… Prometo pensar nisso com mais calma. Mas o que diabos isso tem a ver com Autoconhecimento e Liberdade?

Ahá! Ta ficando espertinho ou apenas mudando de assunto? Mas vamos lá que isso é fácil.

Para conhecer você mesmo é necessário, além de mapear suas atitudes, conhecer também seus pensamentos. Para ter controle de suas ações e reações, é necessário que você domine o que acontece dentro de sua mente. Reconhecer os pensamentos e ideias que se repetem e ter a capacidade de controlar e eliminar aqueles que não pertencem a você faz parte deste processo.

Também falaremos melhor sobre isso no futuro, mas, por enquanto, reflita sobre o seguinte: quando você, por algum motivo específico, briga com uma pessoa no trabalho e, no dia seguinte, pede desculpas para essa pessoa, qual das duas atitudes te identifica melhor: a briga ou o ato de pedir desculpas? Qual dos dois indivíduos é você?

Quanto a liberdade… Se você não conhece nem a você mesmo, como acredita que é livre? Você acha que ser livre é apenas não estar em uma prisão? Acha que, por você poder fazer o que quer, é livre de verdade?

Quantas das ideias que estão em sua cabeça nesse momento são realmente suas? E quantas delas foram plantadas em você por outros? As ações que você realiza todos os dias, são de livre e espontânea vontade ou induzidas por alguma fator externo?

Não é possível ser livre enquanto você não conhece suas próprias atitudes, se você nem mesmo sabe se suas opiniões são realmente suas ou foram plantadas em você pelo status quo em que você está inserido.

Ser livre é ter o domínio sob o que você está fazendo, é agir por decisão própria. Mesmo que sua ação seja ceder ao propósito de outra pessoa, essa decisão deve partir inteiramente de você. Você deve estar decidido que quer isso, e não persuadido, ou seja, agir conforme sua Vontade.

Agora mesmo é que me embaralhou as ideias!!

Acalme-se, ainda teremos tempo (embora não muito) para decifrar estes mistérios que existem dentro de nossa própria cabeça. Convido você a tomar a pílula vermelha e ser meu companheiro nesta jornada do Autoconhecimento, para que um dia, quem sabe, possamos alcançar a tão sonhada Liberdade.

“Nenhum homem que não controla a própria vida pode ser considerado livre.” (Pitágoras)

fonte: www.deldebbio.com.br