29 de julho de 2012

Vamos falar sobre sexo?

Prometheus, o prelúdio de Alien - O Oitavo Passageiro que conta a história de uma expedição espacial a bordo da nave que dá nome ao filme, marca não só o retorno de Ridley Scott à franquia e ao gênero da ficção científica depois de 30 anos, como também responde a uma das mais perturbadoras questões que assolam a humanidade: afinal, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Há outras perguntas, claro, como aquela feita pelo escritor Erich von Däniken no livro de 1968 Eram os Deuses Astronautas?, que Scott diz homenagear com o filme. Embora Prometheus aborde as supostas origens extraterrestres da raça humana, porém, é de maternidade, em particular, que trata todo Alien. E este prelúdio, assim como os demais longas da série, reorganiza de um modo menos sutil e mais calculado as metáforas feministas propostas em O Oitavo Passageiro.

Sem Ellen Ripley (que segundo o cânone nasceu na Lua terrestre em 2092, um ano antes da chegada da nave Prometheus à lua LV-223 nos confins do universo), temos agora como protagonistas a cientista Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e a executiva Meredith Vickers (Charlize Theron). A primeira acredita que a humanidade veio de alienígenas e quer conhecê-los, já Meredith busca resultados mais práticos na viagem que a empresa dela, a Weyland, financia com base nos estudos de Elizabeth.

Credulidade e racionalidade opõem as duas, mas como estamos no terreno de Alien há mais diferenças em jogo. Elizabeth diz ser estéril e se ressente de não poder ter filhos, enquanto Meredith se orgulha de seu sexo; quando o piloto negro e forte da Prometheus dá em cima da fria loira, ela só cede na hora em que o homem questiona se ela não seria, na verdade, uma robô. Como em todo Alien, a afirmação pessoal é acima de tudo uma demonstração do sexo - o que consequentemente leva à questão materna e ao velho nó do ovo e da galinha.

O retorno não só de Scott mas também do suiço H.R. Giger, o criador do design do alien original, como consultor em Prometheus rende uma nova leva de símbolos - das cobras fálicas ao "engenheiro" (nome dado ao criador da raça humana) retratado como um ultramacho, com seus músculos definidos - então os desafios às mulheres só aumentam. Estamos em um sci-fi de terror sobre violações e fecundações, afinal, e há uma cota de secreções viscosas a atingir. O 3D valoriza essa variedade de texturas quando as ressalta da tela - não só as gosmas mas também o vapor, o metálico, o terroso - e torna Prometheus mais táctil, mais imersivo.

De resto, convém não esperar nenhum milagre do cinema. Prometheus reproduz o primeiro Alien não só no subtexto, mas também na estrutura, que envolve novamente um contato prometéico com o desconhecido, que então gera um castigo do espaço a ser resolvido com muitos sacrifícios. Descontados os atalhos apressados da narrativa, os diálogos literais e os desencontros de continuidade (Prometheus não se encaixa perfeitamente com a situação em que encontramos o Space Jockey em Alien), o filme tem seus momentos.

A cena do "parto", especialmente, é linda, com a injeção de anestesia paralisando a câmera à altura dos olhos da pessoa deitada, que então assiste ao resultado do seu desafio aos deuses. Nesse sentido, Prometheus, embora tenha toda uma vocação para a megalomania, é muito coerente com outros Alien, que não são mais do que contos de cautela sobre o horror de ser mulher em um universo de homens.

fonte: omelete.uol.com.br/prometheus/cinema/prometheus-critica/

Weyland Industries apresenta o robô David 8:

25 de julho de 2012

O Ocultismo em Therion


por Adriano Camargo

Aos interessados, algumas palavras sobre algumas letras de alguns álbuns da banda Therion.

As músicas:

- Kings of Edom (álbum Sitra Ahra): refere-se à estrela de 11 pontas que sempre aparece nos discos do Therion, que representa o reino qliphótico, os 11 reis que representam as 11 qliphoth da Árvore da Morte;

- Kali Yuga I, II & III (álbuns Sirius B/Sitra Ahra): a Idade Negra, a Era do Ferro, em que humanidade vive atualmente;

- The Shells Are Open (álbum Sitra Ahra): refere-se às qliphoth novamente, à abertura dos reinos qliphóticos, à iniciação qliphótica;

- Cú Chulainn (álbum Sitra Ahra): refere-se ao semideus e guerreiro celta/irlandês, sendo um arquétipo da esfera de Marte;

- Din (álbum Sitra Ahra): refere-se à esfera de Geburah, à sephira correspondente à Marte, por vezes traduzida como “julgamento”, “justiça”, “força”;

- The Perennial Sophia (álbum Gothic Kabbalah): refere-se a Sabedoria (Sophia, Skekinah, Shakti) e ao poder feminino manifestados na Terra, em nosso mundo, e disponível aos verdadeiros buscadores/iniciados;

- The Wand of Abaris (álbum Gothic Kabbalah): refere-se ao Magista e seu Caminho e à gnosis greco-egípcia e escandinava; Abaris (o Mago) era o sacerdote do Templo de Apolo, cujo bastão era uma flecha de ouro;

- TOF –The Trinity (álbum Gothic Kabbalah): refere-se aos três deuses nórdicos: Thor, Odin e Frey;

- The Blood of Kingu (álbum Sirius B): refere-se ao deus mesopotâmico Kingu cujo sangue foi a matéria-prima para criar a humanidade;

- Son of the Sun (álbum Sirius B): refere-se ao faraó Akhenaton e fala sobre o fim do monoteísmo;

- Sirius B (álbum Sirius B): refere-se obviamente à estrela Sírius B, chamada de Po Tolo pela tribo dogon de Mali, na África;


- Dark Venus Persephone (álbum Sirius B): refere-se ao mito de Perséfone no Hades, o submundo;

- Arrow From the Sun (álbum Lemuria): refere-se novamente a Abaris, o sacerdote de Apolo, e sua flecha dourada; está relacionado também a Sagitário e ao Caminho/Túnel de Samekh/Saksaksalim;

- Abraxas (álbum Lemuria): refere-se ao deus gnóstico Abraxas, considerado o Início e o Fim, o Tudo e o Nada, e o ciclo solar de 365 dias;

- Enter Vril-Ya (álbum Deggial): refere-se aos Vril-Ya, um povo do mundo intraterreno imerso em energia Vril, segundo o escritor Bulwer Lytton;

- Deggial (álbum Deggial): refre-se ao “falso” profeta, cego do olho direito, chamado de Deggial, ou Dajjal, associado a Sorath, o espírito solar, que irá estabelecer a morte de Deus e o nascimento do homem-deus;

- Emerald Crown (álbum Deggial): refere-se à coroa de Lúcifer;

- Wine of Aluqah (álbum Vovin): refere-se ao sangue menstrual e à magia sexual;

- Clavicula Nox (álbum Vovin): refere-se ao símbolo atlante de mesmo nome (“Chave da Noite”), usado pela Dragon Rouge;

- Black Sun (álbum Vovin): refre-se a Sorath, o espírito do Sol, cujo número é 666; está associado à qlipha Thagiriron;

- Raven of Dispersion (álbum Vovin): refere-se à qlipha venusiana Arab Zaraq;

- Nightside of Eden (álbum Theli): refere-se à Árvore qliphótica e ao livro de Kenneth Grant de mesmo nome;

- Riders of Theli (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à Irmandade Draconiana; Theli é o dragão-serpente que circunda o universo, uma ‘versão’ qliphótica da serpente Ouroboros;

- Lepaca Kliffoth (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à abertura das qliphoth e ao ingresso na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal;

- Evocation of Vovin (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à evocação do dragão das qliphoth, e ao Dragão individual, o Daemon, a Sombra, de cada um;

O álbum Secret of The Runes trata ele todo sobre os mundos e os deuses da mitologia escandinava.

Sobre a capa de Sitra Ahra:


A Árvore que aparece na ilustração é a Árvore qliphótica, de maneira invertida. A esfera da Árvore que está em primeiro plano é a qlipha Thaumiel (na Árvore da Vida é a sephira Kether). A “flor” que surge da qlipha Thaumiel é uma flor e é uma concha (o que significa “qlipha”); como flor representa o chacra Sunya, que está além do chacra da coroa (Sahashara); como concha representa a própria qlipha Thaumiel. Dessa “concha-flor” o que surge é uma pedra bruta conhecida como Diamante Negro, que é uma outra representação do chacra negro Sunya. Sunya é o Vazio que Tudo contém e é chamado também de Olho do Dragão, Olho de Lúcifer e Olho de Shiva, que quando aberto significa a destruição de toda Ilusão do universo manifestado para a assimilação e experiência do Real, e representa também o Pralaya, a dissolução, a Noite em seu sentido metafísico espiritual.

Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo e de simbologia e mitologia comparadas. É membro de diversas Ordens, possui diversos livros publicados pela Madras Editora e escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o site Morte Súbita, para blogs pertinentes e é artista colaborador na Zupi, famosa revista trilíngue de arte e design.

Site do autor: http://www.geocities.ws/adrianocmonteiro