17 de dezembro de 2010

Eu Sou

Na eternidade existia o Ser, aquele que simplesmente é.
Percebendo o Ser que nada mais poderia haver ali além dele próprio, o Ser pensou: “que se faça a luz!”
E irradiou-se da eternidade para a ante-sala de seu Reino.
E, tendo preenchido todo o Reino, o Ser soube que era bom.

Movimentando-se em sua ante-sala, o Ser refletia sobre si mesmo.
E, a cada reflexão, um universo brotava de sua mente.
E assim, nesse movimento, universos iam e vinham de sua fronte, como num piscar de olhos.
E, tendo percebido que cada universo continha uma nova história, o Ser soube que era bom.

Seu plano para cada universo era cuidadosamente elaborado em sua mente, entre os momentos em que apenas refletia sobre si mesmo...
Cada universo tinha uma substância, e essa substância os preenchia por completo – cada estrela, planeta e partícula.
E para que houvesse movimento, o Ser permitiu que a substância fosse maleável.
E para que os seres conscientes que brotassem pudessem renascer quantas vezes fossem necessárias, o Ser permitiu que a maleabilidade da substância construísse uma seqüencia de eventos na consciência dos seres.
E para que tudo não fosse determinado, o Ser permitiu que um átimo dessa maleabilidade ficasse a cargo dos pensamentos e da vontade dos próprios seres conscientes.

Tendo erigido o infinito em seu próprio Reino, o Ser decidiu aventurar-se em seus próprios pensamentos.
E desde então tem sido testemunha do nascer e morrer dos sóis, do raro alvorecer de vidas em algumas de suas pedras, e até do surgimento de seres conscientes.
E tem observado todas as conquistas e desgraças, todas as juras de amor e todos os olhares indiferentes, e mesmo o início e o fim dos grandes impérios...
E tendo visto tudo isso, jubilou-se mesmo foi com o conhecimento que os seres elaboraram sobre o próprio Ser – pois que lembravam seus momentos de auto-reflexão.

Dizem os iniciados que vez por outra o viram, escondido no tronco oco de uma árvore ou atrás de uma nuvem... As vezes mesmo mais distante, navegando entre as estrelas...
E dizem eles ainda que alguns perguntaram seu nome, e ele simplesmente disse:
“Eu sou”.

raph'10 - fonte: textosparareflexao.blogspot.com

Veja Também: Metafísica

16 de dezembro de 2010

Tesla, O Gênio Esquecido

Nikola Tesla nasceu em 9 de julho de 1856, na vila de Smiljan, na Croácia, exatamente à meia noite. Desde o início de sua infância, ficou claro que Tesla era uma mente extraordinária. Seu pai, Milutin Tesla, o ajudou a fortalecer sua memória e raciocínio através de uma grande variedade de constantes exercícios mentais. Sua mãe, Djouka Tesla, vinha de uma longa linhagem de inventores, e ela própria criava várias ferramentas para costura e outras tarefas que desempenhava em casa.

Tesla possuía um irmão mais velho, Dane, quem ele considerava seu superior em todas as coisas. Quanto Nikola tinha cinco anos, sentia inveja do cavalo branco de seu irmão, sendo proibido por seu pai de montar, devido à sua idade. Certo dia, Nikola usou uma zarabatana para atirar uma semente no cavalo enquanto seu irmão montava. Dane foi atirado para trás e morreu logo após. O sentimento de culpa que ele sentiu por esta tragédia perseguiu Tesla por toda a sua vida, e não importa o quão grandes fossem suas descobertas, ele sempre acreditou que Dane poderia ter feito melhor.

Durante sua infância, Tesla adoeceu repetidamente. Ele sofria particularmente de um mal no qual flashes cegantes de luz apareciam diante de seus olhos, frequentemente acompanhados de alucinações. Na maioria dos casos, as visões eram ligadas a uma palavra ou item que ele poderia vir a encontrar no futuro, simplesmente ao ouvir o nome do item, ele involuntariamente o visualizava em perfeitos detalhes. Os flashes e imagens causavam grande desconforto a Tesla, e quando ele atingiu sua adolescência, aprendeu a reprimi-los exceto em certos casos de stress. Quando eles ocorriam, tinham uma natureza que poderia ser descrita como psicótica.

Em certo caso, Tesla tentou nadar por debaixo de uma estrutura que se estendia além do que ele havia imaginado. Encontrando-se aprisionado debaixo d'água, sem sinal da superfície, uma flash apareceu e com ele Tesla viu uma pequena abertura levando a um bolsão de ar. Sua visão estava correta, e sua estranha doença o salvou de um afogamento certo. Na ocasião da morte de seus pais, Tesla afirmou ter tido uma premonição detalhada de ambos os acontecimentos. Mais tarde, ele se vangloriava ao poder transmitir mentalmente uma imagem a uma pessoa em outra sala.

Logo após sua formatura do colegial, Tesla sofreu um devastador ataque de cólera e esteve perto da morte. Ele ficou de cama por nove meses, e os médicos anunciaram que ele não viveria por muito mais tempo. Tesla ocupava sua mente ainda ativa lendo tudo o que era capaz, quando ele encontrou um novo tipo de literatura: "Innocents Abroad", de Mark Twain. Tesla foi tão cativado pelo humor e humanidade contidos no livro deste autor americano que teve uma súbita e miraculosa recuperação logo após. Anos mais tarde, nos Estados Unidos, Tesla encontrou Samuel Clemens e pôde agradecê-lo por salvar sua vida. Clemens acabou se tornando um dos poucos amigos pessoais de Tesla.

Tesla passou por outro trauma debilitante poucos anos depois de sua recuperação da cólera. Desta vez, a natureza da doença e suas causas eram um completo mistério. Os sentidos físicos de Tesla, que sempre haviam sido excepcionalmente aguçados, inexplicavelmente tornaram-se hipersensíveis, paralizando-o com uma superabundância de sensações. O tic-tac de um relógio de pulso era-lhe ensurdecedor, mesmo a vários quartos de distância. Ele teve de ter almofadas de borracha inseridas nos pés de sua cama para aliviar as vibrações de quem passava por fora, que lhe pareciam como um terremoto. A exposição à luz era-lhe excruciante, não somente a seus olhos, mas também a sua pele. Após um tempo, a condição hipersensível retornou ao seu normal conferindo-lhe um insight que lhe permitiu inventar o motor de corrente alternada.

As dificuldades fisiológicas e emocionais de Tesla sem dúvida contribuíram para que ele se tornasse a pessoa singular que ele era: um homem de mente brilhante, e um igual nível de excentricidade. Tesla abominava o contato físico com outras pessoas, com uma aversão especial a tocar o cabelo. Para evitar um aperto de mãos, ele mentia dizendo que havia acidentado suas mãos em um laboratório. Ele aparentemente nunca teve um par romântico ou uma relação amorosa de qualquer tipo. Uma mulher que passou a cortejá-lo certa vez tentou beijá-lo, fazendo com que ele saísse correndo em agonia. Ainda assim, Tesla exibia uma clara apreciação pela beleza feminina, ao exigir que suas secretárias se conformassem com um padrão pessoal de vestimentas e corpo. Suas empregadas mulheres eram proibidas de usarem pérolas, que ele, por alguma razão, considerava horrivelmente repugnantes.

Outros comportamentos de Tesla pareciam enquadrar-se em casos de uma desordem obsessiva compulsiva. Ele fazia com que qualquer atitude repetitiva que ele fizesse em seu dia a dia (como os seus passos, por exemplo), fosse divisível por três, e continuaria repetindo-as até que chegasse em um total aceitável. Quantidades de vinte e sete eram as suas prediletas, uma vez que este é três ao cubo. Tesla também era compelido a calcular exatamente o peso de sua comida antes de ingeri-la, o que envolvia medir suas porções de comida com uma régua e mergulhar pedaços na água para determinar quantos centímetros cúbicos eles possuíam. Ele gostava especialmente de bolachas de sal por causa da uniformidade de volume que elas apresentam. Muitas vezes, no calor de um grande projeto, Tesla esquecia-se de comer completamente, e trabalhava por dias sem dormir. A certa altura, sua devoção ao laboratório lhe causou tal stress que ele se esqueceu de quem era por vários dias.

Tesla assumia que só tornara-se um inventor ao atingir a maturidade. Ele descontava seus anos de infância e adolescência como uma época de impulsos indisciplinados, completamente fora de foco. Porém, ele chegou a inventar uma série de mecanismos quando criança. O primeiro foi um simples mecanismo com uma linha e gancho para pegar sapos. Todos os seus amigos o imitaram e, de fato, a invenção funcionava tão bem que a população local de sapos foi quase totalmente erradicada. Ele também construiu um moinho a água em miniatura aonde a roda era impulsionada sem pás.

Em sua juventude, Tesla criou uma máquina movida a insetos voadores. Ele os grudava às pás de um mecanismo e estes, ao tentarem sair, moviam o mecanismo. Esta invenção foi especialmente bem sucedida porque os insetos escolhidos não paravam de tentar escapar até que tivessem morrido todos, assim movendo o mecanismo por horas a fio. Tudo correu bem até que uma outra criança, filho de um soldado Austríaco aposentado, veio e comeu a maioria dos insetos vivos. Após presenciar este espetáculo, Tesla adicionou à sua lista de idiossincrasias o fato que ele nunca mais tocou em qualquer inseto. (...)

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7 de dezembro de 2010

Arquétipos

Quando falamos em Arquétipos, pensamos logo em símbolos, algo mais próximo do que podemos conceituar. Só que esse termo já está bem definido e conceituado, e não é nada disso do que costumamos pensar.

O termo "Arquétipo" foi usado por filósofos neoplatônicos, como Plotino, para designar as idéias como modelos de todas as coisas existentes, segundo a concepção de Platão. Nas filosofias teístas, o termo indica as idéias presentes na mente de Deus. Pela confluência entre neoplatonismo e cristianismo, o Arquétipo foi incorporado à filosofia cristã, por Agostinho, até vir a ser usado academicamente por Carl Gustav Jung, na psicologia analítica, para designar a forma imaterial à qual os fenômenos psíquicos tendem a se moldar. Ou seja, os modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.

É nesta aplicação psicológica que costumamos encontrar as distorções. Portanto, vejamos este texto de Lázaro Freire, que trata de desfazer alguns enganos:

Não existem "Arquétipos do Tarot", nem o "Arquétipo de Ísis", nem o "Arquétipo do Leão", nem outros absurdos esquisotéricos que ouvimos por aí. Arquétipos estão numa camada muito mais profunda e amorfa. Senão, não são mais Arquétipos, e sim mitos criados para que possamos lidar com eles dentro de uma referência cultural ou simbólica.

Se falam do conceito original, formulado por Jung (mas estuprado e distorcido por todos que quiseram dar um certo ar "científico" aos seus credos), o Arquétipo é quem cria os deuses. É como o buraco da forma de gelo. Não há, portanto, Arquétipo de Maria, nem de Pacha Mamma, nem de Ísis, nem de Lakshimi, nem da Deusa, nem da Imperatriz do tarot. Mas há um Arquétipo UNIVERSAL da Grande Mãe, algo sem forma, sem mito, que está presente no inconsciente coletivo da humanidade, e que fará qualquer povo de qualquer lugar, mesmo se isolado numa ilha ou planeta, daqui há algum tempo arrumar alguma deusa ou figura similar para preencher o buraco psíquico deixado por este arquétipo.

Um dos mais conhecidos é o do Herói, e explica - dentre mil outras coisas - o gosto de muitos por filmes de ação, o acompanhamento de olimpíadas e torneios, e até mesmo porque muito sujeito aparentemente normal e pacífico é possuído por um misto de curiosidade, hipnose e sangue na boca quando vê, num telão desses, algum vale-tudo, jiu jitsu ou luta de boxe.

Se Deus criou tudo, quem criou Deus?

Resposta junguiana óbvia: O Arquétipo.

A "encarnação" de um Arquétipo, seja em um deus, seja em uma carta de tarot, seja na parte do Todo que atribuimos a um signo zodiacal, a um personagem de uma saga de ficção, a um dos tipos do eneagrama, a um santo do catolicismo, não são mais ARQUÉTIPOS. São "mitos". No melhor do sentido da palavra, que não tem nem um pouco de ficcional (embora esteja presente na ficção).

Note também que Arquétipos são COLETIVOS. Necessariamente! A somatória de situações pessoais na lida, por exemplo, com o Arquétipo ou simbolismo do "Pai", do "Poder", são chamadas de Complexos.

Ou seja, PAI tem função simbólica que nos remete a regras, a herança, expectativa, falo, masculino, algum poder. Já o GRANDE PAI é um Arquétipo, algo que faz projetarmos um "pai" coletivo na figura de um grande Deus masculino que tudo vê, como é comum na religião ocidental (note que nao tem nada a ver com o Todo do Tao e de Bhraman). Cada pessoa pode ter uma relação diferente com essas idéias. Como, por exemplo, com o "PODER": Criado resistindo a uma ditadura militar em regime corrupto capitalista, numa noção de ética dos 70 e 80 que faria Delúbio, Valério e cia parecerem fichinha, minha geração certamente não reage ao conceito de "PODER" do mesmo modo que norte-americanos, que consideram a palavra positiva. Aqui, poderoso é pejorativo. Lá, vende mais o livro que usa "The Power Of..."

Isso são COMPLEXOS, ou seja, amontoados de experiências que permeiam nossos conceitos. Note que o termo não é negativo ou necessariamente patológico como no uso popular (complexado). Quando lidamos com o feminino, por exemplo, apenas em parte estamos lidando com a mulher ÚNICA de carne-osso-alma-sentimentos que temos à nossa frente. De certo modo, fazemos ela vestir o nosso complexo de feminino, de mãe, de Anima (este sim um arquétipo), de outros relacionamentos... E repetimos padrões sem perceber.


Mas não é certo dizer que estou projetando o meu Arquétipo de mãe, e muito menos o da Grande Mãe. Entretanto, a somatória coletiva de todos os Complexos, e dos conceitos inconscientes que o originaram, foram, aí sim, um grande Arquétipo inconsciente e coletivo universal. Ou, em efeito Tostines, por ele foi formado.

Voltando aos Arquétipos: Se deixarem de acreditar em um Deus, ele desaparece? Provavelmente sim. Mas o Arquétipo que o originou fará que sua função seja ocupada, em outra mitologia, por algum outro conceito substituto.

Aliás, vários termos hoje populares vêm da linguagem junguiana: Introvertido, Extrovertido, Complexos, Arquétipos, Inconsciente coletivo, Anima. Nem preciso dizer que quase todos são usados de forma equivocada, e não raro distorcidos para fins esquisotéricos e/ou comerciais. Pobre Jung, logo ele, tão acadêmico e preocupado com fundamentação...

fonte: www.saindodamatrix.com.br

1 de dezembro de 2010

O Último Reino

(...) Então ele gritou de novo, mas desta vez sua voz estava frenética, aterrorizada, e eu me virei e vi dinamarqueses jorrando pelo campo por onde nosso exército tinha avançado. Era uma horda de dinamarqueses que deviam ter saído pelo portão norte da cidade para impedir nossa retirada, e deviam saber que iríamos recuar, porque afinal de contas parecia que eram capazes de construir muralhas e tinham-nas construído atravessando as ruas dentro da cidade, depois fingiram fugir da paliçada para nos atrair para seu terreno de matança, e agora fecharam a armadilha. Alguns dinamarqueses que vieram da cidade estavam montados, a maioria se encontrava a pé, e Beocca entrou em pânico. Não o culpo. Os dinamarqueses gostam de matar sacerdotes cristãos, e Beocca deve ter visto a morte, não desejava o martírio, por isso galopou para longe, junto ao rio.

E os dinamarqueses, não se importando com o destino de um homem quando tantos estavam presos na armadilha, deixaram-no ir.

É verdade que na maioria dos exércitos os homens tímidos e os que têm as armas mais débeis ficam atrás. Os corajosos vão na frente, os fracos procuram a retaguarda, portanto, se você conseguir chegar à parte de trás de um exército inimigo conseguirá um massacre.

Agora sou velho e tem sido meu destino ver o pânico tomar conta de muitos exércitos. Esse pânico é pior do que o terror de ovelhas presas numa fenda e sendo atacadas por lobos, mais frenético do que as sacudidas de um salmão apanhado numa rede e arrastado para o ar. O som do pânico deve rasgar os céus, mas para os dinamarqueses, naquele dia, foi o mais doce som da vitória.

E para nós foi a morte.

Tentei escapar. Deus sabe que também entrei em pânico. Tinha visto Beocca fugir para longe, ao lado dos salgueiros do rio, e consegui virar a égua, mas então um dos nossos homens tentou me agarrar, presumivelmente querendo minha montaria, e tive o espírito de desembainhar a espada curta e brandi-la contra ele às cegas. Cravei os calcanhares no animal, mas só consegui sair da massa em pânico e ir para o caminho dos dinamarqueses, e a toda volta homens gritavam e os machados e espadas dos dinamarqueses cortavam e giravam. O trabalho sinistro, o festim de sangue, a canção da espada, é como podem chamar, e talvez eu tenha sido salvo por um momento porque era o único em nosso exército que estava a cavalo, e uns vinte dinamarqueses também estavam, e talvez tenham me confundido com um deles, mas então um daqueles dinamarqueses gritou comigo numa língua que eu não falava. Olhei-o e vi seu cabelo comprido, sem elmo, o cabelo comprido e claro, a malha cor de prata e o riso largo no rosto selvagem, e o reconheci como o homem que tinha matado meu irmão. E, como o idiota que era, gritei contra ele. Um porta-estandarte vinha logo atrás do dinamarquês cabeludo, trazendo uma asa de águia num mastro comprido. Lágrimas borravam minha visão, e talvez a loucura da batalha tenha baixado sobre mim, porque, apesar do pânico, fui na direção do dinamarquês cabeludo e o golpeei com minha espada pequena, e sua espada aparou o meu golpe. A minha lâmina frágil se dobrou como a espinha de um arenque. Ela simplesmente se dobrou, e ele recuou sua espada para o golpe mortal, viu minha patética lâmina dobrada e começou a rir. Eu estava me mijando, ele estava rindo.

Bati nele de novo com a espada inútil e ele continuou rindo, então se inclinou, arrancou a arma da minha mão e a jogou longe. Em seguida me pegou. Eu estava gritando e batendo nele, mas ele achou tudo aquilo muito divertido, deitou-me de barriga para baixo sobre a sela, diante dele, e em seguida esporeou, entrando no caos para continuar a matança.

E foi assim que conheci Ragnar. Ragnar, o Intrépido, assassino do meu irmão e o homem cuja cabeça deveria enfeitar um mastro nas paliçadas de Bebbanburg, o earl Ragnar.

Trecho do Livro:
O ÚLTIMO REINO
PRIMEIRA PARTE DA SÉRIE AS CRÔNICAS SAXÔNICAS
BERNARD CORNWELL
Título original: The Last Kingdom
Editora Record