31 de março de 2010

A Alta Matemática dos Monumentos Megalíticos

Realmente, esse modo de encarar os monumentos megalíticos teria sido completamente esquecido pela arqueologia contemporânea se não fosse o trabalho de um homem que dedicou metade da sua vida ao tema.
Professor de engenharia em Oxford de 1945 a 1961, Alexander Thom começou a interessar-se pelos métodos da engenharia megalítica durante uma viagem à Escócia, na década de 30. A partir da grande pedra do círculo existente na ilha Callanish, na Escócia, Thom afirmou que esses alinhamentos se dirigiam para o norte, "uma coisa extremamente difícil para os povos daquela época, já que a estrela polar não estava onde está hoje".
A partir de então, passou grande parte de seu tempo estudando os campos e montanhas britânicos, examinando meticulosamente os monumentos que encontrava. Na época em que publicou suas conclusões em Sítios Megalíticos Britânicos (1967), já estudara cerca de 600 desses locais, afirmando então que todos esses círculos foram desenhados geometricamente e alinhados dentro de um incrível modelo de perfeição.
Thom estudou a "medida megalítica", uma unidade que é igual a 2,72 pés (cerca de 83 centímetros). Com essa medida constante, os construtores megalíticos fizeram não apenas círculos, mas também elegantes elipses e figuras ovais, tudo baseado numa geometria que mostra o conhecimento de certas regras de ângulos cuja descoberta é normalmente creditada à escola de Pitágoras, mais de mil anos após.
Como em Pitágoras, há a evidência de que certos números eram considerados mágicos por esses engenheiros pré-históricos: o 5, o 12 e o 14, ou 8, 15 e 17, usados na dimensão dos triângulos. Isso ainda implica o conhecimento do pi, milênios antes dos gregos.
Nas gigantescas estruturas em Stonehenge, Carnac e Avebury, há uma harmonia geométrica que chega a ser assustadora: no meio da extraordinária fileira de pedras de Carnac há uma espécie de "joelho", um ponto onde repentinamente essa fileira muda de direção. Thom nota a forma como isso foi executado, com o uso de dois perfeitos triângulos pitagóricos- milênios antes do nascimento de Pitágoras - e declara: "É algo que qualquer engenheiro, de qualquer época da história do mundo, poderia ficar orgulhoso de ter produzido" .
Os construtores megalíticos foram matemáticos profundamente conhecedores de sua ciência e operavam esse saber provavelmente bem antes que qualquer outro povo no mundo o pudesse fazer.
Apenas essa idéia já era demais para a ciência ortodoxa, mas a tese de Thom não parava aí: eles eram também astrônomos altamente hábeis. Usando o material local pedras marcadas previamente, entalhes em montanhas, plataformas especialmente feitas - esses antigos sábios construíram círculos de pedras que, na verdade, eram observatórios. Nesses locais não mediam apenas coisas relativamente sim pies, c orno o surgimento do Sol no verão ou no inverno, mas uma enorme gama de sofisticados movimentos que requerem uma acurada observação - por exemplo, fenômenos que se dão apenas uma em mil vezes. Eram hábeis o bastante para detectar a chamada "pequena paralisação" da Lua, um fenômeno causado por sua órbita elíptica e que se repete a cada 18,6 anos. É claro, para descobrir essa minúscula irregularidade na órbita lunar foi necessário um profundo conhecimento de astronomia - além de muitas gerações de estudos científicos.
Ainda que tudo isso tenha sido levantado por Thom em seu livro, um outro pesquisador, Gerald Hawkins, professor de astronomia da Universidade de Boston (Estados Unidos), ainda conseguiu novas provas para a tese que afirma o altíssimo desenvolvimento científico desses misteriosos povos pré-históricos. C. A. Newham, outro pesquisador, num livro que hoje é vendido como guia oficial de Stonehenge, afirma que o local foi realmente um centro astronômico fato de que, ao que parece, os excursionistas que lá estiveram jamais duvidaram: uma prova disso é que, , mesmo amadores e simples curiosos sempre encontraram um local privilegiado para ver uma ou outra estrela em Stonehenge.
Mais ainda: alguns buracos experimentais, lá feitos através dos anos, estabeleceram exatamente o ponto do horizonte onde a Lua e o Sol desapareciam, demonstrando definitivamente a capacidade científica dos que construíram o monumento.
O professor Richard Atkinson, da Universidade de Cardiff (Gales), inicialmente ironizou as teses de Thom e Hawkins num livro chamado Luar de Stonehenge. Mas não permaneceu atado a essa posição. Pelo contrário: reviu seu pensamento tempos depois, e acabou escrevendo novas teses, que concordavam com os pesquisadores que criticara.

Uma universidade na idade da pedra
Para ele, o trabalho de Thom derrubou o "modelo conceitual da pré-história da Europa, que foi adotado durante todo o século atual e mesmo agora está apenas começando a cair. Nos termos desse modelo, é quase inconcebível que meros bárbaros' da remota extremidade do continente tivessem um conhecimento matemático e de sua aplicação, um conhecimento apenas um pouco inferior - se é que realmente o é - àquele do Egito na mesma época ou da Mesopotâmia, bem depois. Não é tão surpreendente, pois, que a maioria dos historiadores da pré-história ainda ignore o trabalho de Thom, porque eles não o entendem e é mais confortável permanecer como estão. Eu também passei por esse processo, mas cheguei à conclusão que rejeitar as teses de Thom porque elas não estão de acordo com o modelo de pré-história com o qual fui criado acaba me obrigando a aceitar coisas ainda mais improváveis" .
Na verdade, pouco se sabe dos povos que criaram tais monumentos. Em 1976, Euan MacKie, do Hunterian Museum, de Glasgow (Escócia), afirmou ter descoberto um sítio pré-histórico chamado Durrington Walls, nas proximidades de Stonehenge, onde as escavações mostraram a evidência de uma dieta mais rica do que a comum na época. Além disso, diz ainda MacKie. foram descobertos indícios de que os habitantes do local conheciam a tecelagem. É pouco, mas é o que se sabe sobre esse povo desconhecido.
Seja de onde for que esse povo tenha vindo, os testes com radiocarbono demonstraram que as construções datam de 4500 a.C., quando mais próximas do litoral atlântico, e começam a ser mais atuais - isto é, historicamente mais novas - à medida que entram para o interior.
É possível que estes monumentos sejam uma evidência indireta de uma cultura antiqüíssima, hoje desaparecida, que deixou parte de seu conhecimento em tais locais? Ou teria todo esse saber surgido independentemente, sob a influência de um simples e original gênio? Ou ainda, segundo especula MacKie, esse povo saiu do Mediterrâneo até o sul de Portugal e, a partir daí, se espalhou pela costa atlântica européia?
Ninguém sabe a resposta. Ao mesmo tempo, é também intrigante a forma como esse saber, esse conhecimento astronômico, passou de uma geração para a outra, entre esses povos, sem que nada fosse escrito. Como disse Richard Atkinson, é possível supor que "as datas importantes astronomicamente não foram publicadas, mas transmitidas, através da palavra dos seus estudiosos para os que usassem essas atas, na forma de versos épicos que precisavam apenas ser memorizados e reproduzidos" .

O Papel dos Druidas
Quando chegou à Inglaterra, 1500 anos após a fase final de Stonehenge, Júlio César escreveu que os druidas "conseguiam repetir um grande número de versos de cor e muitas vezes passavam vinte anos nesses estudos; consideravam perigoso deixar tais estudos escritos por duas razões: esconder seus conhecimentos do homem vulgar e exercitar a memória dos estudantes".
Assim, é possível que os druidas tenham sido os herdeiros da antiqüíssima sabedoria dos construtores megalíticos, e as atuais e costumeiras teses que tentam relacionar Stonehenge e 'os druidas podem ser realmente verdade. Hoje, inclusive, essa possibilidade é vista cada vez com mais seriedade.
O que é certo é que esse período de centenas de milhares de anos, durante o qual floresceu a cultura que deu origem aos monumentos megalíticos - provavelmente a cultura de vida mais longa que o mundo já conheceu - culminou na construção de Stonehenge, em torno de 1850 a. C.
Que poder impeliu o povo desse tempo a despender tanto esforço físico e intelectual no erguimento desses monumentos é algo ainda hoje totalmente admirável e inexplicável. Muitos afirmam que a resposta está no fato de que os povos de então viviam mais perto da natureza do que fazemos agora, e seu poder estava de alguma forma ligado ao movimento do Sol, da Lua, planetas e estrelas. Isto, no entanto, não pode ser considerado uma explicação: é bem mais uma base hipotética, apenas um ponto de partida para se responder à questão.
Fonte: Stonehenge, de Fernand Niel.Hemus - Planeta Extra – Grandes Enigmas nº 13

26 de março de 2010

Categorias do Sonhar

Um dos mistérios da vida que mais nos chama atenção, até mesmo pelo fato de nos ser tão presente , é o "sonho". Muitas explicações foram dadas a este fato, o que farei não é trazer nada novo, apenas farei uma síntese de tudo que já se sabe sobre o assunto, para uma explicação lógica, clara e objetiva.
Eu dividiria o sonho em três categorias, ou três formas de sonhar:

1º- O mergulho em nosso sub-consciente:
Este sonho mistura nossos medos, nossas angustias, nossas lembranças do dia-a-dia, tanto coisas que realmente aconteceram com nós, como lembranças de filmes, livros, fatos que vimos ou que ouvimos falar, etc. Esse tipo de sonho, costuma acontecer quando nossa mente esta muito carregada, ou seja quando estamos muito cansados, tanto fisicamente quanto mentalmente. Serve para exteriorizar tudo que ficou acumulado em nossa mente, seja em nosso consciente ou nosso sub-consciente. Existem duas formas deste sonho acontecer, uma é nosso perispírito imóvel em nosso corpo físico, enquanto nosso sub-consciente projeta sons e imagens para nossa mente. A outra é parecida, a única diferença, é que saímos em projeção astral, porém tudo o que presenciamos, é derivado de nossa capacidade de plasmar imagens e sons no plano "Astral" através do pensamento, sendo assim, estamos presenciando um verdadeiro show de imagens holográficas, sons e efeitos especiais originados de nossa própria mente.

2º- O Desdobramento:
Bem, este é o caso mais conhecido entre os espiritualistas, o famoso "desdobramento", ou "viagem astral". O que muitos não sabem, é que o desdobramento (projeção consciente de nosso "corpo astral", ou "perispírito" no plano Astral) é muito mais comum do que se imagina, eu diria até que se faz quase que diariamente, porém 90% do que acontece durante esse fenômeno, não nos é permitido lembrar pelo simples fato de que muita coisa iria nos atrapalhar em nossa vida cotidiana no plano "físico". Assim como o "mergulho em nosso sub-consciente", existe duas formas distintas de desdobramento, a mais conhecida e menos comum é a consciente, cujo o ser sai por vontade própria do físico ou se não ao menos tem consciência do que esta acontecendo, podendo na maioria desses casos ver seu corpo na cama, outras pessoas dormindo na mesma casa, passando pelas paredes de sua casa, etc. A outra maneira de se sair em desdobramento, que inclusive é a mais comum, apesar de menos divulgada, é aquela em que o ser adormece e quando acorda já está no astral, em determinada situação, com determinada tarefa a realizar (esta tarefa pode ser tanto um aprendizado a adquirir, uma função a realizar, uma reunião a participar para decidir seus próximos passos no físico, debater os resultados adquiridos das iniciativas já tomadas, não há uma regra, as possibilidades de situações encara das são praticamente incontáveis, impossíveis de seres todas exemplificadas aqui). Como já dissemos antes, este é o caso mais comum, apesar da maioria das vezes não lembrarmos de nada que ocorreu, porém trazemos as situações vividas e as lições adquiridas gravadas em nosso subconsciente, para instintivamente contribuir em nossas ações em nosso dia-a-dia carnal.

3º- A mistura de ambos os casos:
Sem sombra de duvidas, este é o caso mais comum. Neste caso, saímos de nosso corpo, fazemos coisas (apesar de não haver nenhum objetivo ou tarefa fixada neste caso, é como se saíssemos para dar um voltinha, fora de nosso pesado e cansativo corpo físico), só que ao mesmo tempo que vemos coisas que realmente estão acontecendo no astral, também vemos e misturamos sem perceber, coisas plasmadas por nossa mente, como no primeiro caso, uma mistura de medos, lembranças e angustias, mescladas a fatos que realmente estamos presenciando.

Um exemplo:
Suponhamos que estamos em uma festa, estamos gostando de estar lá, porém por vários fatores temos que nos recolher para nossa casa (ou nossa mulher esta com dor de cabeça, ou temos criança pequena, ou simplesmente temos que levantar cedo no outro dia), enfim o fato é que nos recolhemos contra nossa própria vontade, pois na verdade queríamos continuar na festa pois a situação nos era agradável, bem o que acontece, é que no momento que deitarmos na cama para dormir, no momento que nosso corpo astral deixar o físico, voltaremos rapidinho para a festa, sem hesitar, porém pelo fato de estarmos no astral, vamos presenciar coisas que antes nosso olhos carnais não constatavam, além de misturar nossas lembranças plasmadas em imagens, ou coisas que gostaríamos que houvesse acontecido (como por exemplo conquistarmos a mulher mais atraente da festa). Além do fato, que por presenciarmos coisas do astral, talvez nem chegássemos a dita festa, mudando nosso rumo por outros fatos e seres presenciados no caminho. Enfim, as possibilidades são infinitas, sendo essa a maneira de "sonhar" mais comum.
Eterno Aprendiz!
Matéria enviada por: Guardião
Site: Memórias de um Guardião

10 de março de 2010

Para Refletir: "O Louco"

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um rapaz no cimo do telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez a minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava a minha face nua, e a minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais as minhas máscaras.
E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram as minhas máscaras!”
Assim tornei-me louco.
E encontrei tanta liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Khalil Gibran

5 de março de 2010

Obesidade Mental

Por João César das Neves
O prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. ”

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono. As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os ‘cozinheiros’ desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os articulistas, os editorialistas, os romancistas, os falsos filósofos, os autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros chamados ‘profissionais da informação’.
Os telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação. Os filmes se transformaram na pizza da sensatez. O problema central está na família e na escola.
Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se entende, então, como aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, por videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada vez com maior ênfase, a desagregação familiar, a permissividade e, não raro, a promiscuidade. Com uma ‘alimentação intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular”.

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado “Os abutres”, afirma: “O jornalista alimenta-se, hoje, quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”
O texto descreve como os “jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante”.
“Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais.”

“O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que ela serve. Todos acham mais cômodo acreditar que Saddam é o mau e Mandella é o bom, mas ninguém se preocupa em questionar o que lhes é empurrado goela abaixo como “informação”. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.”

Prossegue o autor: “Não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se e o folclore virou “mico”. A arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce, entretanto, a pornografia, o cabotinismo (aquele que quer chamar atenção sobre si mesmo), a imitação, a sensaboria (sem sabor) e o egoísmo. Não se trata nem de uma era em decadência, nem de uma ‘idade das trevas’ e nem do fim da civilização, como tantos apregoam.
Trata-se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.”
Fonte: http://www.deldebbio.com.br

2 de março de 2010

Siddhartha Gautama - O Buddha

Buda (sânscrito-devanagari: transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, do radical Budh-, "despertar") é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.

Sidarta nasceu no ano de 560 aC e era filho de um rei do povo Sakhya que habitava a região da fronteira entre a Índia e o Nepal. Buda viveu durante o período áureo dos filósofos e um dos períodos espirituais mais incríveis da história; foi contemporâneo de Heráclito, Pitágoras, Zoroastro, Jain Mahavira e Lao-Tsé.

No palácio, a vida de Gautama era cercada de conforto e paz. Casou e teve um filho, mas vivia totalmente protegido de contato com o exterior, por ordem de seu pai. Uma tarde, fugindo dos portões do palácio, o jovem Gautama viu 3 coisas que iriam mudar sua vida:

Um ancião que, encurvado, não conseguia andar e se apoiava num bastão, um homem que agonizava em terríveis dores devido a uma doença interna, um cadáver envolvido num sudário de linho branco.


Essas 3 visões o puseram em contato com a velhice, a doença e a morte, conhecidas como “as três marcas da impermanência", e o deixaram profundamente abalado. Voltando para o palácio, ele teve a quarta visão: um Sadhu, um eremita errante cujo rosto irradiava paz profunda e dignidade, que impressionou Gautama a tal ponto que ele decidiu renunciar à sua vida de comodidade e dedicar o resto de sua vida à busca da verdade.

Abandonando o palácio, ele seguiu de início a senda do ascetismo, jejuando até que se convenceu da inutilidade destas práticas, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando com os filósofos da região e continuava insatisfeito. Por fim, em uma de suas viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira e tomou a resolução de não sair de lá até ter alcançado a iluminação. Durante 49 dias ele permaneceu sentado à sobra da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da mente até atingir a Iluminação, um estado chamado nirvana. Desde então foi chamado de Buda (o que despertou) ou Shakyamuni (o sábio dos shakyas). Seus ensinamentos nascidos dessas experiência são conhecidos como o Caminho do Meio, ou simplesmente o dharma (a lei). Do momento em que atingiu o nirvana, aos 35 anos de idade, até sua morte, aos 80, Buda viajou ininterruptamente por toda a Índia, ensinando e fundando comunidades monásticas.

Buda ensinou o dharma a todos, sem distinção de sexo, idade ou casta social, em seu próprio idioma, um dialeto do nordeste da Índia, evitando o sânscrito empregado pelos hinduístas e eruditos, que era um símbolo de uma casta que não significava sabedoria, pois os brâmanes tinham cargos hereditários. Costumava recomendar a seus discípulos que ensinassem em suas próprias línguas, de forma que a doutrina foi ficando conhecida em
vários países.

Suas últimas palavras foram: “A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação”.
Fonte: http://www.espiritualismo.hostmach.com.br