11 de agosto de 2008

O homem que sonhava

Um homem andava pela rua. Andava e sonhava.

Sonhava que era uma borboleta e voava levemente pairando no ar com suas asas coloridas. E a borboleta sonhava que era uma árvore, cujas raízes sugavam o néctar da terra e as respiravam a luz do sol. E a árvore sonhava que era um homem, que caminhava imponente pela rua e que tudo se curvava perante sua passagem.

O este homem, que sonhava que era uma borboleta, que sonhava que era uma árvore, que sonhava que era um homem, não sabia era que olhos o observavam. Estes olhos sonhavam com o mar. Não o mar azul-esverdeado de água salgada, mas um mar vermelho, um mar de sangue.

E neste mar fluía tudo o que era bom e mau, misturando-se entre si e transformando-se em uma única coisa.

E do mar de sangue surgiu a vida.


"reflexões de um passado distante em um momento desperto"

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