14 de dezembro de 2009

Fenômenos Paranormais: Telecinese, Hiperestesia e Telepatia

O que se sabe a respeito do homem é extremamente pouco se comparado com o que se sabe sobre o mundo que nos cerca. No que se refere à mente, central elétrica da qual depende todo o resto do corpo, muito pouco tem-se descoberto. Há muitos séculos o homem tenta desvendar os mistérios que existem entre seus semelhantes, muitas são as lacunas a serem preenchidas para que enfim se tenha absoluto domínio da máquina humana.
A mitologia greco-romana está cheia de fatos sobrenaturais. Fatos estes presentes também na Idade Média. Fenômenos de feitiçaria eram comuns da época, as civilizações primitivas viviam temerosas com o sobrenatural. O homem moderno tem ouvido falar de castelos e casas assombradas, de facas e mesas que se movem e transmitem mensagens, de pessoas simples que falam línguas que nunca aprenderam, de objetos que parecem surgir do nada. O mistério existente nesses fenômenos sempre esteve entre nós, mas só a algum tempo despertamos nossa curiosidade para a descoberta de seu significado.
A pseudociência (já que não pode ser chamada de ciência por não preencher os modernos critérios de cientificidade) que tem por objetivo a comprovação e a análise dos fenômenos paranormais, à primeira vista inexplicáveis, que apresentam porém, a possibilidade de serem resultados das faculdades humanas é chamada de parapsicologia.
Dar uma definição precisa ao termo paranormal é algo um tanto quanto delicado, mas em um sentido geral, a palavra é usada para os ditos fenômenos que parecem transcender as leis naturais e que estão fora dos limites da experiência normal. Tudo o que não é explicável pelos conhecimentos científicos existentes é considerado paranormal.
O que define a paranormalidade de certos fenômenos é o fato de os cientistas não poderem referendar sua existência ou ocorrência com uma explicação ou teoria considerada plausível. Por exemplo, os fenômenos parapsicológicos tais como a telepatia, telecinese, clarividência e a precognição são exemplos típicos do paranormal, pois, em certos casos, não podem ser aprovados e explicados pela ciência atual.
A verdadeira parapsicologia não atribui fenômenos aos espíritos dos mortos, pelo contrário, refuta totalmente a comunicação dos mortos, acredita que existam fenômenos tais como telepatia, hiperestesia direta e indireta, xenoglossia, telecinesia, dentre outros, e os estuda e explica como sendo causados não por espíritos, demônios ou coisas do tipo, e sim causados pelo nosso próprio inconsciente.
Um dos grandes problemas relacionados à parapsicologia é o charlatanismo, ato inescrupuloso que atrapalha demasiadamente o estudo da mesma, pois se há algum caso de paranormalidade os estudiosos prontamente se voltam ao acontecido para investigar a veracidade dos fatos. Perde-se muito tempo na tentativa de desvendar um fenômeno, quando é comprovada a farsa a decepção é grande já que o tempo dispensado poderia ter sido utilizado na comprovação de outros estudos.
A ciência também é considerada um impecílio para a parapsicologia, pois é ela que contradiz todas as “provas” que a parapsicologia apresenta. Com tantos charlatães, a credibilidade dos supostos fenômenos paranormais fica abalada e torna-se inevitável a contestação por parte da ciência e até mesmo dos mais céticos. Segundo Carl Sagan, em O Mundo Assombrado Pelos Demônios, “a ciência está longe de ser um instrumento perfeito de conhecimento. É apenas o melhor que temos. A ciência, por si mesma, não pode defender linhas de ação humana, mas certamente pode iluminar as possíveis conseqüências de linhas alternativas de ação.”
“O modo científico de pensar é ao mesmo tempo imaginativo e disciplinado. Isso é fundamental para o seu sucesso. A ciência nos convida a acolher os fatos, mesmo quando eles não se ajustam às nossas preconcepções. Aconselha-nos a guardar hipóteses alternativas em nossas mentes, para ver qual se adapta melhor à realidade. Impõe-nos um equilíbrio delicado entre uma abertura sem barreiras para idéias novas, por mais heréticas que sejam, e o exame cético mais rigoroso de tudo: das novas idéias e do conhecimento estabelecido.”
Em um extremo está o cético dogmático que se recusa a aceitar sequer a possibilidade de que as forças paranormais possam existir sem considerar de fato qualquer evidência. No outro, esta o tipo de pessoa que aceita qualquer noção paranormal com base na mais frágil prova.

Telecinesia
A telecinesia é um fenômeno que, supostamente, consiste em utilizar a força motora não visível, dita telergia, para mover objetos “à distância”, isto é, sem contato normal. O primeiro dotado em telecinesia que foi estudado cientificamente foi Angélique Cottin, moça de 14 anos que começou com telecinesias no dia 15 de janeiro de 1846. Na casa onde vivia Angélique, uma mesa próxima a ela começou a se agitar sem causa aparente, um pesado cortiço e os mais variados objetos realizavam os movimentos mais inverossímeis. O Dr. Tanchou, depois de estudar o fenômeno, declarou autênticas as telecinesias, sem poder apresentar, contudo explicação alguma. A academia de ciências de Paris declarou nula as autenticações pois não tinha realizado diante deles nenhuma telecinesia.
Segundo os estudos feitos, a força que movimenta os objetos é material, física, com peso, massa e estrutura. Em maior ou menor grau, mais ou menos denso, mais ou menos perceptível; mas sempre material. A telecinesia realiza-se sempre nas proximidades do dotado, a distância dificilmente supera os dez metros e este fato é raro, sempre efeitos em proporção com a quantidade e a natureza dos obstáculos impostos entre o dotado e o objeto.
O mais freqüente seria que a força motora utilizada não seja visível (telergia), mas sim ectoplas
mática (substância visível considerada capaz de produzir materialização do espírito) . Mas quando invisível, pode se descobrir sua presença graças as suas qualidades materiais, feixes de raios infravermelhos seriam absorvidos ou desviados pela telergia.
Em uma de suas experiências o Dr. Osty Price construiu um aparelho ao qual chamou telecinescópio, um contato elétrico para fazer soar uma campainha, encerrado dentro de um recipiente fechado, salvo na direção da possível influência telégica do dotado. Dentro deste recipiente havia outros dispositivos especiais para descobrir se a força física entrava no interior a campainha soava insistentemente no transcurso de algumas experiências e outros dispositivos detectavam que algo físico tinha penetrado no aparelho.
O famoso Uri Gueller, homem supostamente dotado de poderes paranormais, com certeza continuaria a ser visto e admirado por todo o mundo se não fosse a descrença de alguns estudiosos céticos, que decidiram investigar mais de perto os poderes de telepatia e telecinesia. Eles afirmam, então, após uma série de testes, que Gueller era um grande charlatão. Um desses céticos, o ilusionista norte-americano, mu
ndialmente reconhecido, James Randi, demonstrou a facilidade como se pode ludibriar pesquisadores honestos e poucos desconfiados.
Concluindo, podemos dizer que a telecinesia é o nome que se é dado a telergia quando esta movimentaria objetos sendo que a ciência rebate essas hipóteses pois não há comprovação física.

Hiperestesia
Analisando a origem da palavra temos: “estesia”, derivado de “estese”, uma palavra de origem grega (aisthesis), que significa sensibilidade, sensação. Hiper vem do grego (hypér), que significa, super, posição superior, além.
Esta palavra é usada para nomear a super sensibilidade de nossos sentidos; audição, olfato, visão, etc. Falamos de uma sensibilidade extra paranormal. Alguns animais por si só desenvolvem hipersensibilidades que nos chamam muito a atenção, como por exemplo a audição de um cão que é capaz de captar os ultra-sons, ruídos inaudíveis para os seres humanos.
A Hiperestesia está dividida em direta, que seria quando ocorre o desenvolvimento da hipers
ensibilidade e onde temos uma certa consciências do que nossos sentidos captam (seriam os casos dos sensitivos e médiuns) e hiperestesia indireta, onde nós todos recebemos informações porém não temos consciência, elas ficariam registradas somente no inconsciente.
Segundo a Parapsicologia todos nós pensamos e emitimos ondas psíquicas destes pensamentos. Estas ondas tem um alcance médio de 10 a 30 metros, e bombardeiam a todos que estão dentro deste raio de alcance. Na verdade todas as pessoas seriam capazes de captar ondas de pensamento só que normalmente não temos consciência delas.
Membros da ciência já criaram vários grupos de estudo para tentar desmascarar esses tipos de fenômenos, investigando cuidadosamente sobre pensamento crítico, fazendo uso da racionalidade. Um dos mais importantes é o internacional e famoso CSICOP (comitê para investigação científica das alegações de paranormalidade), fundado por Paul Kurtz e Carl Sagan.
Outro grupo de céticos afirma que já testou várias pessoas que dizem ter habilidades psíquicas, descobriram ao testar os poderes dos paranormais que eles nunca tinham testados seus poderes antes sob condição controladas, e aqueles que não ofereciam justificativas absurdas para seu insucesso pareciam genu
inamente desconcertados por fracassarem. Muitas vezes os paranormais não são farsantes, acreditam que realmente em seus poderes, mas nunca os testam de uma forma válida, na presença de cientistas ou em laboratórios. James Randi, um dos céticos, ofereceu U$ 1.000.000 para qualquer pessoa que conseguisse demonstrar poderes psíquicos, diga-se de passagem, ninguém até hoje conseguiu vencer este desafio.
Pelo lado da ciência, se existissem nos homens os fenômenos alegados, estes paranormais seriam procuradíssimos para ocupar empregos muito bem pagos em bancos, no ramo dos negócios e no governo. Já que os paranormais são essas pessoas tão altruístas, que abrem mão do seu tempo para ajudar os outros a falar com os mortos ou descobrir o que fazer em outras vidas, estariam ganhando loterias por toda parte e doando parte de seus ganhos para ajudar os necessitados. Não precisaríamos de julgamento de acusados: os paranormais poderiam nos dizer quem é culpado e quem não é. Naturalmente, o xis da questão é o se. Se os poderes psíquicos existissem, o mundo seria muito diferente.


Telepatia

Outro fenômeno que a parapsicologia estuda é a telepatia, que significa “sofrimento à
distância”. Myers comprovou que era por ocasião de acontecimentos tristes que, com mais freqüência, aconteciam fenômenos de aparência paranormal. Mas logo a palavra telepatia adotou um sentido mais geral, de “sensação à distância” ou “percepção à distância”.
A telepatia é definida como a “percepção paranormal do conteúdo de um ato psíquico”. A transmissão do pensamento ou adivinhação do pensamento é só um aspecto da telepatia, não abrangendo todos os tipos da mesma.
A parapsicologia explica que “adivinhar” (por telepatia ou HIP - hiperestesia indireta do pensamento) as idéias excitadas no inconsciente de outra pessoa é mais fácil e freqüente do que “adivinhar” as idéias conscientes. A captação por parte do percipiente (pessoa que capta) poderia ser paranormal, embora freqüentemente seja só hiperestesia indireta do pensamento.
Segundo estudiosos da parapsicologia, a nebulosidade, sensação de indefinição experimentada pela receptora, é característica freqüente, especialmente na recepção em estado de vigília (acordado, desperto). É o inconsciente que capta a mensagem e não é fácil em pessoas normais que esta percepção inconsciente “suba” até o consciente. Por isso a necessidade, em muitos casos, de alguns dos sistemas de manifestação, meios de canalizar e tornar mais clara a idéia: escrita automática (psicografia), pêndulo (radiestesia), mesa giratória, bola de cristal, etc.
Em sonhos, porém, e em outros estados nos quais está mais “aberta” a porta do inconsciente, como no transe, hipnose, histeria, delírio, etc., supõe-se alcançar uma claridade quase fotográfica na alucinação correspondente à percepção da mensagem telepática.
Cientificamente falando, se a telepatia fosse radiação física deveria ser gerada por uma matéria transmissora. Ora, a telepatia pode alcançar enormes distâncias e até agora não se encontrou um transmissor capaz disso nem no corpo nem no cérebro humano. Do mesmo modo deveria existir um receptor correspondente.
Os físicos possuem instrumentos sensíbilíssimos e nunca captaram radiações telepáticas. Admitir uma teoria física da telepatia seria admitir entre emissor e receptor uma cadeia de causas e efeitos físicos perceptíveis. A realidade mostra que o espaço em nada influi na telepatia.
O famoso físico Oliver Lodge (mais tarde Sr Oliver Lodge) testou duas jovens que alegavam ser capazes de ler a mente uma da outra. Ele achou a demonstração que elas ofereceram convincente e citou-as em seu livro The Survival of Man (A sobrevivência do Homem), publicado em 1909. No entanto, como as moças davam-se as mãos enquanto “transmitiam” telepaticamente as imagens lidas nas cartas, não se podia eliminar a possibilidade de que utilizassem um código previamente combinado. A suspeita é reforçada pelas estatísticas de Lodge, que demonstram que, quando as jovens não se tocavam, os resultados caíam a níveis normais de probalidade.
Pesquisas mais recentes têm conseguido registrar a “sintonia” entre duas mentes, mas os cientistas ainda não são capazes de dizer como a telepatia funciona e se realmente existe como afirmam os parapsicólogos.
Fonte: www.adorofisica.com.br

3 comentários:

Anônimo disse...

gostaria de saber se existe um tipo de mediunidade na qual a voz do morto fala dentro da mente do médium vivo. POr favor, me responda para belaz80@hotmail.com
Obrigada, Izabella

Anônimo disse...

À pergunta feita por Anônimo em 29 de janeiro de 2011,respondo: Se o médium escuta a voz de espíritos, ele é médium audiente,diferente do médium psicofônico,em que o espírito envolve-o,e em transe mediúnico manifesta por palavras e gestos sua mensagem. Por vezes,ocorre do médium mudar o semblante,o timbre e a cadencia da voz para provar sua identidade aos presentes.A comunicaçao do espírito ao médium é via mental. Muita paz

Marie Louise disse...

Às vezes tenho a nítida impressão que sei o que as pessoas pensam e falam(como s ouvisse a conversa dos outros).Mesmo não tendo convivido com o meu pai,sei exatamente o que ele pensa e fará.Muitas vezes tenho premonições,sei que tal atitude que tomarei me fará sofrer,fará com que os outros tomem atitudes que me desfavorecerão,mesmo assim não consigo evitar.Por exemplo:uma vez acordei para ir à escola,fui ao armário e vi minha calça jeans rasgada(mas ela não estava rasgada),em questão de segundos sabia que não era um bom dia pra ir à escola,e realmente um garoto me agrediu do nada(nunca tinha brigado com ele antes)e rasgou minha calça.Faço as provas da faculdade olhando para o rosto dos professores(já reparei que eles ficam achando que eu tô olhando pra cara deles pra colar)mas é que olhando pra eles consigo lembrar exatamente do que eles dizem em aula...Todas as mulheres da minha família são assim e acabam loucas(minha mãe morreu esquizofrênica).Temos sonhos,visões,sabemos quando a outra tá mal,às vezes as lembranças de uma parece que entra na cabeça da outra...Ninguém desenvolveu trabalhou isso...No momento estou quase pirando sem saber como "desligar" essas coisas.Estou sem trabalhar,sem estudar,quase me internando e tomando remédio pra esquizofrenia mesmo sem ter sido diagnosticada.Em todo lugar que vou dizem que tenho mediunidade muito forte(médium de cura total,que tenho coroa de Yemanjá feita de berço,senão trabalhar vou morrer louca,etc),diziam o mesmo do meu pai,da minha mãe,das minhas tias...Desconfio que tenho linhagem Maçon,é por isso que tenho eventos tão estranhos e improváveis em minha vida?