23 de janeiro de 2009

Avanços e Retrocessos

Trechos do livro: A Queda da Atlântida
de Marion Zinner Brandey
Quando o Universo foi criado do nada, imediatamente se fragmentou por falta de coesão. Como milhares de pequenos ladrilhos que não possuem significado ou propósito aparentes, todas as peças são idênticas em formato e tamanho, embora possam diferir na cor e padrão; e não temos uma imagem do mosaico pretendido para nos orientar. Ninguém pode saber com certeza como vai parecer, até que a última peça seja finalmente ajustada em seu lugar... Há três instrumentos para o trabalho: não-interferência total; controle ativo sobre cada um e todos os movimentos; e intercâmbio de poderes até que seja alcançado um equilíbrio satisfatório. Nenhum desses métodos pode dar certo, no entanto, sem a concordância dos outros dois; devemos aceitar isso como um princípio fundamental – caso contrário não teremos explicação para o que já aconteceu.

O problema ainda não está resolvido; mas continuamos, em ondas. Um avanço em conhecimento geral é acompanhado por um retrocesso, em que muitas coisas são perdidas – apenas para serem recuperadas e ultrapassadas na próxima onda de avanço. Pois a diferença entre o mosaico e o Universo é que nenhum mosaico jamais pode se tornar qualquer coisa além de uma imagem em que o movimento cessou – uma imagem da morte. Não construímos para um tempo em que tudo há de parar, mas para um tempo em que tudo estará em movimento, agradando a todos os envolvidos – rocha, planta, peixe, ave, animal e homem.

Nunca foi e nunca será um trabalho fácil. Mas a estrada construída em esperança é mais amena ao viajante do que a estrada construída em desespero, embora ambas possam levar ao mesmo destino.

Extraído de Os ensinamentos de Micon de Ahtarrath,
conforme os registros de Rajasta, o mago.

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