18 de outubro de 2010

Personagens Históricos V: Budica, Boudica ou Boadicea (20-62)

Rainha da tribo dos Icenos, uma das mulheres que mais se destacou na história, líder de uma das mais violentas rebeliões que enfrentou o Império Romano e cuja história tem sido estudada por historiadores e arqueólogos através dos anos e ainda hoje continuam sendo descobertas coisas sobre seu passado. Os Icenos, uma tribo de druidas e caçadores, eram um povo bravo e apaixonado dirigidos pelo seu esposo, o corajoso rei Prasutagus, que embora subjugados à força do império romano, conseguiu dos invasores que taxações e requisições em excesso não se aplicassem ao seu povo. Porém com sua morte os excessos do Império contra os bretões reacenderam-se e a rainha passou a chefiar sua tribo nem um pouco disposta a ceder ao domínio romano. Ao tentar resistir, foi capturada e torturada, além de presenciar suas filhas serem estrupradas por soldados romanos. Convencida que Roma ordenara a destruição de todos os Icenos, fugiu dos domínios do inimigo com suas filhas e jurando vingança, passou a incentivar seus habitantes a rebelar-se contra as forças de ocupação romanas. Com a valentia de uma mulher de espírito celta humilhada vingativa, assumiu não só o controle dos Icenos, mas também da tribo vizinha, os Trinobantes. Assim, durante o governo de Nero (37-68), a Bretanha Romana viu explodir uma revolta que tomou grandes proporções, teve enormes conseqüências e se tornou a ameaça mais perigosa de Roma em seus domínios do norte: a Revolta de Boudica (60-62). Juntos, destruíram as maiores cidades bretãs da época romanos na Grã Bretanha, Camulodunum, atual Colchester, e Londiniun, atual Londres, incendiadas. O imperador enviou um dos seus mais competentes comandantes militares, o general Suetonius Paulinus, para destruir os revoltosos. Os romanos só conseguiram vencer os destemidos guerreiros e guerreiras celtas após muitas batalhas sangrentas. A história registra que a preferiu a morte ao domínio romano envenenando-se, mas sua tenacidade e persistência a colocaram entre as grandes guerreiras da história. Sabe-se muito pouco sobre ela e o pouco que se sabe sobre ela foi tirado de escavações arqueológicas e do historiador romano Dio Cassius, que a descreveu como sendo de estatura muito alta, de aparência muito assustadora, extremamente feroz em seu olhar, com voz áspera e uma grande massa de cabelo ruivo forte que caía até seus quadris. A Rainha Guerreira desapareceu da história durante a Idade Média, mas foi redescoberta no século XVI pela rainha Elizabeth I, interessada em promover o conceito da rainha guerreira nobre e foi transformada em ícone histórico.

Boudicca reinava com seu marido, o rei Prasutagus na tribo Celta Iceni, que habitava a Grã-Bretanha por ocasião da conquista romana.

Mas, depois de terem seu reino invadido e destruído, o rei Prasutagus, acabou sendo abatido pelo invasor e a rainha Boudicca, juntamente com suas filhas, foram estupradas e humilhadas pelos romanos.Esse fato provocou uma reação bastante selvagem entre os bretões. Uma grande rebelião foi organizada e à frente da mesma foi colocada ao comando da rainha. As mulheres celtas não eram somente semelhantes aos homens em estatura, mas equivalentes a eles, no que diz respeito à coragem, técnicas de guerra e o desejo de vingança.

Boudicca, então, com um exército de 100.000 homens impôs pesados perdas às legiões romanas. Colchester (Camulodunum), Londres (Londinium) e Verlamium, conheceram os efeitos da reputação guerreira da rainha e o tratamento que ela dava a seus inimigos. Suas ações bélicas foram consideradas como as mais sangrentas realizadas pelos celtas. Várias cidades romanas ficaram arrasadas e centenas de mulheres foram decapitadas em sacrifício à Deusa Andraste, a quem eram dedicadas todas as suas vitórias. Os bretões devolveram "olho por olho" cada ato de crueldade que sofreram, destruíram todos os fortes romanos que encontravam pela frente e festejavam sobre as suas ruínas.

Entretanto, em uma última batalha, um exército romano chefiado por Suetônio Paulino, melhor equipado, organizado e que já estava preparado para a batalha, acabou derrotando-a. A vitória romana converteu-se em carnificina. Há registros que o rio Thames e o local da batalha ficaram vermelhos durante dias pela quantidade de sangue derramado.

Há informes contraditórios da morte de Boudicca. Há quem diga que ela morreu na batalha, mas muitas outros estudiosos afirmam que ela envenenou-se, evocando, em seu último suspiro, a Deusa Andraste, a "Invencível".

Há também, um grande mistério em torno do nome de Boudicca, pois em galês ("budd" em galês), ele significa "A Vitória" e é bem provável que esta rainha tenha ocupado uma posição dupla como líder tribal e sacerdotisa. Esse nome, portanto, talvez seja um título religioso e não um nome pessoal, significando o ponto de vista de seus seguidores, que a personalizavam como uma Deusa. Isso ajudaria a explicar o fanatismo de uma variedade de tribos em seguir a liderança de uma mulher na batalha.

Boudicca era uma guerreira enfurecida, sendo descrita como uma mulher alta, de compleição física forte, dotada de uma vasta e comprida cabeleira vermelha e capaz de mudar seu rosto com gestos e contorções típicos de qualquer combatente celta. Todos os povos bretões levantaram suas armas para segui-la.

A fama da rainha Boudicca, como de muitas outras mulheres celtas, assumiu a dimensão de mito em toda a Grã- Bretanha. Uma estátua dela (foto ao lado), representada segundo a concepção da memória popular, é encontrada em Londres, ao lado do rio Thames, próxima das casas do parlamento.

Segundo uma lenda popular, ela estaria enterrada debaixo de uma das plataformas da estação de King Cross. E diversas outras fontes, enumeram as plataformas oito, nove ou dez, como suposto lugar onde a rainha repousa.

fonte://achadosimperdiveis.blogspot.com

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