11 de setembro de 2007

A Dama da Noite

Por muitos caminhos eu andei
Minhas pegadas deixaram dor e sofrimento
Falsidade e mentira encontrei
De sobras de humanidade eu buscava sustento
Dias nublados, noites frias
O concreto da cidade e o trânsito violento
Mostram a realidade em movimento
Vazia, fria...

Luz do sol raiando no horizonte
Flash de esperança distante
Doce lamento
Paz e tormento

Surgindo da luz, um anjo alado mostra o seu esplendor
Caminhando no ar sua silhueta começa a ganhar forma
Quanto mais próximo de mim ele está,
Mais forte escuto meu coração palpitar
No céu vermelho, vejo o corpo feminino do anjo se formar
Tamanha beleza, Deusa, Princesa
Pele de veludo, estrelas no olhar - a queimar...
E se apaixonar

Oh! Dama da noite, rainha do sol
És a senhora do meu sonhar, dona do despertar
Se estou a divagar, não quero mais retornar
Pois ficarei eternamente a lhe admirar
Erguerei um templo, construirei um altar
Irei te idolatrar, te cortejar
Você será a razão do meu viver, o fim do sofrer
Sentirei você, respirarei você...

E, quando nas noites frias
Em meu colo você se deitar
Passarei a mão no seu rosto e direi baixinho para só você escutar
“Eu sempre vou te amar”

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